quarta-feira, 2 de setembro de 2026

💚EXPEDIÇÃO YPAUM GUASSU:visita antropológica as Comunidades Caiçaras da Ilha Grande.

2° dia, Praia de Palmas.

E a missão de se aproximar, catalogar e salvaguardar a memória viva da Ilha Grande continuou no sábado ( 29/08). Dessa vez, na verdejante Praia Grande de Palmas, entre Abrão e a Ponta de Castelhanos .

Os anciões e mestres da comunidade caiçara, Sra. Regina e o Sr.Dario Possidônio .

Os registros foram ricos , com nuances resgatadas  desde os forrós e carnaval em plena areia da praia no meio dos coqueirais, com os alunos da antiga Escola de Pesca Darcy Vargas (1939-1971) , que vinham de uniforme de marinheiros e eram filhos de caiçaras ou meninos pobres cariocas, lembranças de ruínas e a história de alguns monumentos até a atualidade, com a opressão da narcomilícia, incluindo a prisão arbitrária sem acusação formal  e ilegal da dona Regina (idosa) e seu filho especial...

Mas ela mantém sua alegria, bom humor e energia pelo interesse coletivo!






Coluna de antigo casarão do sec.XIX


Cruzeiro:
com poucas referências,
 provavelmente além
 de marco histórico
de ocupacão,
serviu como local de batismo
antes da duistribuição
dos escravizados.



Pó de sambaqui pré-histórico:
 evidência de
uso na construção oitocentista,
de elementos calcários.




Antigo puxador de barco



O abandono canônico /eclesiástico da Comunidade Católica local por parte da Paróquia responsável fica evidente , pois alegam estar há muito tempo sem missas e a tradicional festa preta de São Benedito...mas que resiste, inclusive como última  referência social e ajuntamento, recebendo até uma estação de rádio para emergências, via satélite ...mas que o pé de manga danificou a antena, também chamou a atenção.



Fiz algumas visitas técnicas rápidas com retorno em breve , pois mapeamos outras estruturas.

O mais saboroso não foi a caipirinha nem o cafezinho sob o curioso restaurante Moranguinho...mas o ritmo único da conversa, das risadas e das esperanças ...

Carlos Eduardo.

Prof Lic.Hs.

Ilha Grande, 29/08.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O ANJO GUARDIÃO DA ILHA GRANDE (OU SERIA O FOFOQUEIRO?)

 No adro da bela Igreja de Sant'anana , de 1843,  na Ilha Grande 💚, há um misterioso anjo de mármore branco, com apenas uma asa, sem uma das mãos e com gesto de vigilância.

Segundo relatos, foi feito a mando do então Comandante do Colégio Naval , para lembrar da sra. Francisca, que segundo se dizia, tinha "mãos de ouro", não se sabe se por dotes de costura, culinária ou até de repente , de curas...falecida em 1941, com menos de 60 anos.

A mão ausente, era de ouro ou dourada, segundo a lenda.






A asa foi vandalizada.

A valorização da arte cemiterial gera milhões de dólares no mundo inteiro  em visitas guiadas turísticas e  até venda de souvenir. 

No Brasil, ainda são incipientes, mas existem, esses estudos de escultura, pintura, arquitetura , história...em cemitérios.

Mas uma limpeza e restauração , já daria outro aspecto àquele monumento.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

TRILHA M'BOY 2: volta ao caminho caiçara

 🌴🐟🔆🐠🌿🦀

A trilha M'Boy 2 , ou em tradução, Gibóia 2, mais uma vez foi um espetáculo de cores, formas, cheiros e sons!

Conheça a trilha aqui, em 2 links:

Veja aqui o circuito e aqui E aqui também

Você pode verificar o vídeo institucional nesse link:clique aqui e veja o vídeo.

Com paisagens diversas, misturando o selvagem, mas também o caiçara tradicional e o luxo de veranistas, passa por trechos de floresta com muitos pássaros e flores.


Com nenhum movimento turístico, é ao caminho que leva ao sentido contrário das praias mais famosas, como Flechas ou Jurubaíba, mais rústica.








































Com uns três aclives, que no máximo  chegam a 100 m de altura, tem pequenos trechos com leito seco de riacho ( efêmero), com pedras limosas ; mas no geral é limpa , e em alguns trechos tem até calçamento.


O mais bonito é essa intercalação entre trilha fechada e sombreada, com o colorido dos musgos e líquens, formas de troncos e cipós, até a geologia , com quartzo rosa e gnaisse bandado.











Também identificamos (previamente) por registros tácteis, portanto em pegadas, que a Praia do Meio é frequentada por guaxinins (Procyon cancrivorus), além de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), com possibilidades de felinos selvagens como gato-do-mato, mourisco (Herpailurus yagouaroundi)  ou jaguatirica.


Enfim, a Ilha da Gipóia, mais uma vez encanta com seu ambiente rico em natureza, mas marcante contraste cultural e de ocupação do solo angrense...