terça-feira, 18 de maio de 2021

VÍDEO:SINGELA HOMENAGEM AOS MESTRES DE FOLIA ANCESTRAIS

 Pentecostes na Costa Verde: 

A festa  comunitária do amor e da sabedoria.

Imagens de Angra, Paraty e Ubatuba.


Trazida pela Rainha Isabel de Portugal no séc. XVII, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil. Em Ubatuba, Paraty e recantos da Ilha Grande, essa manifestação ocorre de Norte a Sul há mais de dois séculos, segundo antigos caiçaras.
No passado, até a década de 50, a Festa do Divino Espírito Santo era a mais respeitada e valorizada. As comunidades das praias e sertões se preparavam com antecedência para receber a Folia do Divino, que com seus foliões, visitava a casa dos devotos com suas violas, rabecas e caixa seguindo a bandeira sagrada.
Nesses últimos 50 anos a Folia do Divino de Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis-RJ principalmente vem rareando devido atuação de vários fatores adversos, mas nunca perdeu a essência da fé e coletividade de nossa cultura.
Atualmente a Folia é composta por filhos e netos de antigos foliões, essas pessoas levam consigo a arte e a cultura de um povo que resiste a tantas mudanças, a Cultura Caiçara.



Música original em:

Acesse e ouça com vídeo original da música

terça-feira, 11 de maio de 2021

🖤NOTA DE PESAR: PERDA CULTURAL NA COSTA VERDE E NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO...FALECE JOSÉ CLÁUDIO DE ARAÚJO, DE PARATY.

Está sendo um luto repetitivo...

Em menos de 1 ano, perdemos cirandeiros e indígenas, para o famigerado Sars-Cov- 2, mas temos de registrar:

É com grande tristeza mas também com sentimento de gratidão por sua existência, que noticiamos o falecimento do ex prefeito, advogado formado, pousadeiro e mecenas paratiense, José Cláudio de Araújo . 

Se deu hoje, na Santa Casa de Angra dos Reis-RJ.


Eu desde adolescente, como membro do Coral Infanto Juvenil e no Coral da Cidade, ambos de Angra,  na décadas de 1990, estive diversas vezes em eventos que ele organizava em Paraty e acolhia-nos na pousada para almoços ou jantares, sempre alegre e com a ambientação principesca que gostava de montar.

Certa vez, com Moacir Saraiva, nos levou  num jipe até às cachoeiras da Penha; o engraçado era que o jipe era tão velho, que dava pra ver a estrada pelos buracos de ferrugem... inesquecível!

Deixa uma trajetória de idéias, luta criatividade e incentivo a cultura caiçara e erudita, na Costa Verde. 


Carlos Eduardo da Silva

 Prof. Lic.

Presidente do IPHAR


Angra dos Reis-RJ, 11 de maio de 2021

quinta-feira, 6 de maio de 2021

E DANÇAVAM E CANTAVAM A VITÓRIA CRISTÃ...GRUPO DE CONGADA EXTINTO EM PARATY.

O grupo da dança de congada, do bairro  São Gonçalo e região de Taquari e Tarituba, em Paraty,  se extinguiu há uns 10 anos ou mais...

Na bandeira/estandarte, o festeiro Osvaldo Bulhões Lara Filho, e
com 16 anos, anos 1970!


1- A Congada em São Gonçalo, uma manifestação de pretos e caiçaras.

Existiu por mais de 60 anos aprox.  e mantinha população unida, com sentido de pertença e fiel às suas origens culturais. Também era fermento de sociabilidade, principalmente blindada dos ataques de vícios urbanos como drogas e seitas religiosas de fundo americanizado.

A Congada é um festejo em firma de cortejo dramático, onde celebra a vitória cristã frente para pagãos. Há danças, embaixadas e ritmos bem marcados, usando espadas e tambores. Há relatos desde o século XVII.

2-Origem e enredo

Os primeiros registros de congadas são do período colonial: as primeiras manifestações de coroação de reis negros teriam sido realizadas com os reis de Angola no século XVII, e tal prática teria sido realizada por escravos e forros no XVI em Lisboa. O surgimento da eleição do rei e da rainha congos liga-se à representação política e simbólica do rei do Congo, promovida em 1551, pelo rei português D. João III em Portugal (TINHORÃO, 1988:42). 

Acredita-se que, no Brasil colonial, a primeira coroação do rei Congo feita por uma irmandade religiosa ocorreu em Recife no século XVI e Chico Rei, considerado o primeiro rei Congo a fazer um terno de Congada em Minas Gerais teria sido coroado no ano de 1717 (FRANÇA, 2011: 9). 

Basicamente, a congada conta a história do embaixador de Angola que, em nome da Rainha Ginga, visita o Rei do Congo num dia de festa e quase causa uma guerra. Há luta, mas os cristãos vencem.

Iohan Moritz Rugendas


Através das irmandades religiosas, a população negra no Brasil colonial e também imperial, escravos africanos, escravos nascidos no Brasil e livres, reconstruíram suas identidades e reinterpretaram os códigos católicos, conquistando relativa autonomia para praticarem seus cultos (OLIVEIRA, 2006). 

As irmandades negras desses períodos se formavam em torno das identidades africanas mais amplas, criadas na diáspora negra.

Mas se foi.

Fonte:acervo pessoal de Sibelia Lara, de Tarituba

🎩ESTUDOS DE INDUMENTÁRIA HISTÓRICA :UNIFORME DE UM OFICIAL DA TROPA AUXILIAR DA ILHA GRANDE, SÉC. XVIII.

As tropas auxiliares eram obrigadas a atuar nas fronteiras quando fosse necessário, ajudando as tropas de primeira linha. Eram compostas por filhos de viúvas e lavradores, e por homens casados em idade militar. 

A princípio foram instituídas em algumas comarcas, mas a partir de 1646 se generalizaram em Portugal e suas colônias (SELVAGEM, 1931, p. 384).

Sua organização, tal como a das tropas de primeira linha, era baseada no sistema militar da Espanha, e dividia-se em terços, com cerca de 600 homens subdivididos em 10 companhias. 

Aquarelas e documentação de José Washt Rodrigues
Texto de Gustavo Barroso.
 


Cada terço era comandado por um mestre-de-campo e os homens eram disciplinados e instruídos por oficiais hábeis e experimentados das tropas de primeira linha, nomeados pelos governadores das províncias. Mas, diferente das tropas de primeira linha, as auxiliares, como também as ordenanças, não eram remuneradas. 

Dessa forma, muitas vezes o rei concedia regalias, honras, liberdades e isenções aos oficiais dos terços como uma das maneiras de atrair o interesse no serviço real (MELLO, 2009, p. 46-49).

No caso da foto maior unitária, se trata de um oficial que servia na Ilha Grande, em Angra dos Reis-RJ.


IPHAN-RJ LEVA 41 ANOS PARA DIZER: NÃO TOMBARÁ CONSERVATÓRIA

Em 1979, o então Senador Vasconcelos Torres (1920-1982) requereu o tombamento federal do conjunto urbano-paisagístico de Conservatória, no Município de Valença. 

Em 2016, descobrimos que o Processo n.º 1011 -T- 1979 estava engavetado na Superintendência do IPHAN no Rio de Janeiro. 

Encaminhamos, então, uma representação ao Ministério Público Federal já que o processo estava parado há 37 anos. 


Quatro anos depois, veio a resposta e não nos surpreendeu: o IPHAN não tombará Conservatória.


🏦🏚️Nossa opinião(presidente do IPHAR):

 Não é o IPHAN, é a pressão de especuladores imobiliários e empresários e até uma gorjetinha a funcionários públicos bandidos, além do desgoverno federal atual.

terça-feira, 4 de maio de 2021

🖤NOTA DE PESAR E GRATIDÃO: VAI O SÁBIO MAIS ANTIGO , FICA A MEMÓRIA ANCESTRAL E O EXEMPLO

Com consternação o presidente Eduardo, equipe e amigos do IPHAR, vem lamentar o falecimento do Xeramõi(ancião, avô) e grande Xondaro (guerreiro) do Tekoa Itaxī Mirim (aldeia Paraty Mirim) , Sr. Karai Itaxī Miguel Benites , de 120 anos!

Toda memória e conhecimentos da história da sua linhagem , povo e cultura repousa com ele.

Não conseguimos alcança-lo a tempo de uma entrevista para registro.

Agora, a cacique Eva continuará .

A Opy (Casa de Reza) estará no ritual.

Mas Nhãderu (Deus) está em festa, na grande reunião de Xondaros dançantes!

Agradecemos sua longevidade e convivência!

Carlos Eduardo da Silva

 Prof. Lic. Hs.

Clique aqui: Nosso blog cultural

Angra dos Reis-RJ, 02 de maio de 2021

Acesse aqui: A cosmogonia guarani nas palavras do sábio 

terça-feira, 27 de abril de 2021

🖤 NOTA DE PESAR:FALECE A ANGRENSE MAIS LONGEVA, MARIA APARECIDA DAHER

 🖤NOTA DE PESAR


O Presidente do IPHAR e amigos lamenta o falecimento da Sra. Maria Aparecida Saber, a angrense conhecida mais antiga viva , com 110 anos.


Deixa memória afetiva boa a todos os que a conheceram e na história do município.


Carlos Eduardo

Prof. Lic. Hs.