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sábado, 2 de maio de 2020

DESCOBERTA! 🏛️🏣 AUMENTA O ACERVO

🏛️🏦DESCOBERTA! 🏛️🏣
AUMENTA O ACERVO 

Uma arte caiçara rareando, próximo a extinção.

⚱️CONTEXTO HISTÓRICO
Assim é o artesanato do Sr. Duval ou Divalzinho, da Ponta Leste,Angra dos Reis, 84 anos aproximadamente.
Escultor em madeira, tanto de remos artísticos e outros ferramentais simbólicos da lida cotidiana , tudo em recortes em alto relevo, tem elementos figurativos fitomorfos, que ainda estou aprofundando se da flora local ou imaginária.


⚱️MATERIAL:
Madeira 

⚱️ PERÍODO: 
Século XX, meados do século XXI.

⚱️ESTILO/AUTORIA:
 Inflorescências triangulares; Barroco popular.

⚱️ TÉCNICA:
Manufatura com sulcos. 

🔶Foice:
1,20m de comp.; 350g aprox.

Facão:
40cm de como.; 200g aprox.




terça-feira, 29 de novembro de 2016

A TECNOLOGIA MILENAR DOS CAIÇARAS

O balaio de timbópeva
Os cestos, peneiras de taquaruçu, os balaios, samburás, tipiti de timbó peva eram produtos artesanais do dia a dia caiçara assim como o ta
quaruçu e a timbópeva; a caxeta também fazia parte do cotidiano caiçara, na confecção de colher de pau, tamancos , gamelas, remos . As cordas era feita de embira retirada das embaúbas desfiadas, sovadas e curtidas com aroeira e trançadas. Com isso podemos dizer que o Caiçara tem uma identidade artesanal muito grande.
As cortiças das redes era de cacheta, os pesos das redes “ chumbo” era usado pedras ou mesmo argila queimada e feita as furações para se colocar como peso tanto no cerco como no tresmalhos.
Para a pesca do camarão usava a puçá um tipo de rede feito de cordão cru com malhas pequenas . Tinha-se um arco com pesos nas pontas era puxados no lagamar por uma corda de embira de aproximadamente 5 metros, com agua até o joelho .
Assim se pescava o camarão.
Pedro Caetano
Caiçara

A localização privilegiada do município de Paraty, inserido praticamente em sua totalidade em áreas de proteção ambiental, permite o acesso a todo o material natural necessário à realização de cestos e trançados.   

A Mata Atlântica fornece vários tipos de fibras utilizados nos trabalhos de cestaria, como:
  • Palmeiras de vários tipos como: juçara e guaricanga
  • Capim sapê
  • Taboas
  • Taquara, bambu e entrecascas de árvores
Desde tempos remotos, antes da chegada dos europeus, os indígenas já teciam cestarias com estas fibras retiradas da mata. 
As principais funções destes objetos eram a construção de moradias, uso na produção dos alimentos como o tipiti, que um cesto que retira o suco da mandioca, cestos para guardar e servir alimentos, transporte de diversas cargas, etc. 
Hoje várias comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras continuam tecendo e utilizando as cestarias da mesma forma tradicional. Mas, já foi também incorporado ao seus meio de subsistência, o trabalho artesanal voltado para o mercado turístico. 
Peças antes criadas para o uso pessoal, agora são feitas também para a venda, com objetivo decorativo, transformando-se em importante fonte de renda para muitas famílias. 
Em Paraty encontramos uma forte tradição de cestaria nas seguintes comunidades: 
  • Comunidade quilombola do Campinho da Independência
  • Comunidade indígena de Araponga
  • Comunidade caiçara da Praia do Sono
  • Comunidade caiçara do Curupira
  • Comunidade caiçara do Mamanguá
    Obs:
    FONTE DE CONSULTA: Livro Culturas de Fibra, da autora Patricia Solari