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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

CULINÁRIA TÍPICA: LULA RECHEADA E FAROFA DE FARINHA DA TERRA DE PARATY

TESOUROS MARINHOS DE ANGRA DOS REIS...
Uma ida ao Mercado do Peixe e...daqui a pouco lula GG recheada.

❤Agradecemos a irmã  Lula(Lolliguncula brevis /cientista Blainville, 1823) por nosso alimento.

👀🔬🔎O universo a nossa volta tem belezas singelas e quase imperceptíveis. 

Foto: minha, 28/08/18 Angra dos Reis, RJ, Brasil.



Lindíssima pigmentação 

 Farofa com miúdos:farinha de mandioca




Mercado do Peixe, Angra

domingo, 16 de julho de 2017

ILHA DO ARAÚJO, PARATY:FESTIVAL DO CAMARÃO

FESTIVAL DO CAMARÃO
ILHA DO ARAÚJO ,
UMA FESTA CAIÇARA
Uma ilha conhecida turisticamente, em julho é  organizada a Festa de São  Pedro e São  Paulo, cujo festival do famoso e delicioso crustáceo serve de apoio financeiro .
A Ilha é  na Baía  de Paraty, com barcos que saem da continental Praia Grande (esta, acessível pela rodovia federal BR 101) cujos moradores caiçaras tentam manter seus fazeres e saberes como a pesca artesanal , a rede de emalhar, o artesanato de caixeta , a canoa/ ubá e as taperas.













A comunidade de pescadores e empresários  de pequenas pousadas mantém  naturalmente sua cultura, linguajar e as praias contém  belas paisagens  , num misto de natureza marinha e ações  antrópicas.
Os quitutes servidos na festa foram desde bobó bahiano  até  o tradicional e paratiense casadinho de camarão .
São  praias com riqueza de conchas e multicoloridos, com formas onduladas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

PASSEIO E TRILHA NA ILHA DA GIPÓIA, ANGRA DOS REIS-RJ: PINTURA E ARTE NATURAL EM TAMANHO SUPERDIMENSIONADO!

PASSEIO E TRILHA
 
Fomos fazer um passeio no último dia 27/02/2017 na linda Ilha da Gipóia.

É lugar cheio de causos e lendas e tem seu nome provavelmente da corruptela de "jibóia", pois os indígenas Tamoios assim a denominavam devido ao formato tortuoso de suas pequenas enseadas.
Dentista?Nome midiático sem nexo com a cultura caiçara
 
Terra caiçara de grandes nomes nacionais e internacionais, como o saudoso Luís Rosa, de família antiga e que tem um restaurante e o Boni, ex-Diretor da Globo TV,  que tem casa lá há décadas.
 
Pegamos um taxiboat na Praia Grande, no continente e atravessamos com uns 15min. de translado, aportando na Praia das Flechas, já na Gipóia.
 




Já fomos almoçar direto no restaurante Antônio e Maria, no canto da praia com deque sobre o mar....de onde você vê a fauna e flora locais nas pedras marinhas: siris, baiacus, peixes-espada, algas, atobás, etc. Isso coma brisa suave do mar .
 


Deliciosa moqueca mista
na panela Înî
 (ou panela de barro
em língua Macuxi).
 
O cardápio que escolhemos foi moqueca de cavala com camarão e leite de coco. Uma "Diliça".
 
Depois de descansar, fomos a praia ao lado e ficamos por um tempo; praticamente privé, pois estávamos somente nós.
 
Praia de Jurubaíba.
Depois decidimos ir á Praia de Jurubaíba ("do dentista"), mas tome cuidado: não há placas de orientação.

Flora de cacto. Típica.

 

A Praia da Juraba tem águas azul claro e é deliciosa com temperatura morna...de lá se caminha pela orla, em trilhas fáceis e sombreadas e subindo por uma rua de pedras, se atravessa um morro e chega a badalada Praia de Jurubaíba...em meio a helicônias, bromélias, cogumelos e pássaros e répteis...


Praia da Juraba e arredores, tem pequenas praias.


Em Jurubaíba ficamos pouco pois a quantidade de lanchas e iates( mesmo numa praia praticamente selvagem, com apenas uma casa ao fundo, na lateral) estava com sons altos e lixo na areia, de deseducados e gente que trás seu inferno para o paraíso.
 

Camarão rosa pescado localmente
e o lendário peixe cavala
(está até na Lenda de Nossa Sra. da Imaculada Conceição, de Angra).
https://www.youtube.com/watch?v=kmibuR922hY 
ou
http://www.angraonline.com/cidade/lendas/padroeira.htm

Agnes e D.Célia em Jurubaíba.
 
Enfim, uma maravilha de passeio, brincar com Agnes de bola, bater papo com D.Célia...e vislumbrar um território bucólico ao sabor das ondas e de uma culinária local.
Uma verdadeira pintura enorme á mão livre , divina,  a céu aberto!
 
 
 

domingo, 30 de outubro de 2016

CARMONIA: DOCE ANGRENSE TÍPICO E PATRIMÔNIO CULINÁRIO ANGRENSE

CARMONIA :
PATRIMÔNIO CULINÁRIO DE ANGRA DOS REIS
_RECEITA E HISTÓRIA
Trata-se da carmonia, guloseima típica caiçara que está rara.
Poucos ouviram falar em Angra. Quase ninguém comeu.
Ninguém fala no assunto.
Antes uma iguaria em todas as casas...para a sobremesa ou recepção.
A "cramonia" tem elementos indígenas, africanos e europeus! Garapa passada a fogo, com gengibre ralado ou em pó e farinha da terra (mandioca).
Não é a mesma "taiada" de Caçapava-SP. e nem nada a ver com rapadura.
Lá em Caçapava tem mistura de morango, ás vezes goiabada ou leite. A nossa é mais fiel ás tradições!!
É muito gostoso esse doce meio picante.
Este Sr. se chama Manoel Américo, tem 95 anos e com seu terno azul impecável e vivacidade feliz, quase todos os dias pega seu ônibus e , morando num bairro a uns 5 ou 6 Km do centro de Angra, produz seu doce e vem comercializar.
Este Sr. Manoel é um dos dois últimos doceiros de carmonia da região!!
Valorize! Compre! Substitua o açúcar branco cancerígeno! Dê de presente!Valorize nossa cultura!
Foto:22/06/16 Avenida Padre Julio Maria, Angra dos Reis-RJ
O ÚLTIMO DOCEIRO CAIÇARA...
SR.MANOEL AMÉRICO,
COM SEU IMPECÁVEL TERNO AZUL.

 RECEITA
-As quantidades são a gosto e dependem de quantas pessoas quer servir.Mas o adocicado acentuado depende da quantidade de garapa e o picante , da quantidade de gengibre que você quer dar ao doce.
Ingredientes:
Caldo de cana grosso
gengibre ralado ou moído
farinha da terra(mandioca pouco passada)
Modo:ferva o caldo a ponto de melado...por uns 15 minutos, acrescentando aguá aos poucos para não caramelizar.
Vá adicionando a farinha e o gengibre até formar uma pasta.
Ponha numa forma e deixe descansar e esfriar.
Depois é só cortar em cubos e servir.
Com 95 anos, Sr. Manoel ainda vende 
nas ruas 
da região central de Angra,
o quitute local. Foto:julho/2016
Moenda do século XIX,
fábrica da matéria básica do melado :

Litografia do pintor
 e pesquisador Johann Moritz Rugendas

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

TRILHA NA ILHA GRANDE, JANELAS PARA AO MUNDO BADJECO!: T10 A T11/VILA DO ABRAÃO ATÉ A PRAIA DE SANTO ANTÔNIO


TRILHA ABRAÃO-PRAIA PALMAS+ PRAIA LOPES MENDES-PRAIA SANTO ANTÔNIO, NA ILHA GRANDE, EM ANGRA DOS REIS.
Com uma turma simpaticíssima, em torno de 40 pessoas, em meio a Mata Atlântica, fizemos o circuito das trilhas T010 e T011, aprox. 8km.
Cansativa, não pela dificuldade, mas pelos aclives (subidas). 
Mas além de limpar as toxinas do sangue, de brinde ainda temos paisagens exuberantes! Agnes e Maria ficaram relaxando em Palmas....
Pelos caminhos, cercas de trançado caiçara, de bambu, que remetem ás tabas de 800 anos atrás, Tamoyas e Tupinambás,
permeiam os quintais. Riachos limpos com o espelho do céu azul...refrescam os pés.
A riqueza mineral dos bivalves, com sua "casinhas" descartadas.




Antigo método construtivo ainda resistente...
taipa de mão com treliça de bambu ou madeira canela. 
Arquitetura com acabamento em tabatinga. 
Ao fundo, a religiosidade de cunho católico 
e o telhado típico do início do século XX.

Turma animada!
 
 
Há no Abraão lixo ás vezes, esgoto in naturae, algum barulho de deseducados...mas nas outras praias há a singeleza de vilarejos.

 
A flora surge com cores fulgurantes...





O Parque Estadual da Ilha Grande
mantém algumas passarelas...
 e faz corrimões e degraus em algumas trilhas.


Pequenos estuários cheios de biologia, inclusive o Jacaré-de-Papo-Amarelo.



A 7ª praia mais bonita do mundo(TripAdvisor.com)

Cipós entrelaçados emolduram a mata.

Vista da Praia de Santo Antônio:
 simplesmente extasiante a exuberância cênica
multicolor e selvagem!

Entrada para a saída...kkk....Lopes Mendes.

Moqueca mista de camarão,
 vôngole e linguado (Paralichthys brasiliensis) ...
com decoração de moranguinho, 
em pratos, frascos e até no banheiro...
no Bar Morango das Palmas.

Decoração engraçada.

Na  Baía da Ilha Grande...um tom bronzeado do mar...

Fauna sempre presente. Sagui.
Valeu, pessoal da Passeios e Aventuras! Valeu, equipe do barco Irmãos Unidos VI!
Bromélias, cipós bignoniáceos, pássaros com seus cantos, algumas flores e aspectos antropológicos... tudo numa celebração da vida em estilo badjeco!