segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

A PRÉ HISTÓRIA DOS POVOS DA ILHA GRANDE: O POVO SAMBAQUI

Foto:
Sepultamento: Sambaqui Ilhote do Leste,

Ilha Grande, RJ. Sepultamento.
Fonte: WESOLOSKY, 2000 p.162.

 
 

OS POVOS ANTIGOS DA ILHA GRANDE
E A GESTÃO DOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS -
UMA PERSPECTIVA CIENTÍFICA E TURÍSTICA.
Na Ilha Grande há mais de 60 sítios arqueológicos do tipo "oficina lítica".
Desses, vários são rochas com marcas expostas ao tempo.
Uma delas, estão no Parque Estadual da Ilha Grande...bem próximas da maior e mais populosa vila da Ilha: Abraão. 

 Em Florianópolis (SC), existe até um Museu do Sambaquis, mantido com dinheiro privado, em parceria do IPHAN (federal) com o Resort Costa do Santinho.
Oficina lítica: Pedra de amolar na Praia Preta,
na trilha T1(Circuito Abraão, na Ilha Grande).
Milhares de anos de presença humana.
Foto:Minha, maio/2016

 Pergunto: 

O que as tendências da  arqueologia e o preservacionismo modernos falam sobre essa situação: tira do local e põe numa exposição? Tira do local e põe numa exposição mas coloca uma réplica no local? Ou deixa no local e a protege da melhor maneira?

Uma coisa e certa: o turismo cientifico e cultural qualificam o trade de serviços local, o público-alvo migra de meros espectadores do macro ambiental para apreciadores do  tipico, artesanal e impulsiona os nativos a autoestima.

Fica minha dúvida. 


 

domingo, 8 de janeiro de 2017

FONEMAS NO FALAR: O LINGUAJAR CANTADO DOS CAIÇARAS

 
 
O LINGUAJAR CANTADO DOS CAIÇARAS
 
A cultura dos povos caiçaras vai além da culinária típica e dos barcos coloridos na beira da praia.
Um dos aspectos mais ecléticos e de riqueza ímpar, são os dizeres multiétnicos, englobando um fundo luso, mas com forte presença de corruptelas de peso negro e principalmente, indígena.
Estudos de paleoantropologia para estabelecer comparações no balanço e na cadência devem ser elaborados.
Por ser uma comunidade basicamente de perpetuação pela oralidade, com a influência de tecnologias e a abertura pelo continente, de rodovias, a partir dos anos 1970, muito se perdeu de sotaques, molejo e até palavras originais.


DUAS VERSÕES PARA O RITMO:
Há dois tipos de rítmicos no meio do povo litorâneo: um bem rápido e outro cadenciado.
Ao rápido, vou chamar de "digero", que significa exatamente, veloz. Ao cadenciado, vou chamar de "jajigo".
 

 

Legenda:
A chegada de loteamentos, com seus subempregos para os caiçaras, trouxe a absorção de novos elementos sonoros e cognitivos ao elenco de palavras do cotidiano caiçara.
 
O Digero
Comum na região da Baía da Ilha Grande até Santa Catarina, trata-se de pronunciar as palavras de forma truncada e as vezes até abreviadas. Ao ouvinte, confunde muitas vezes uma palavra com outro sentido.

O Jajigo
Com pronúncia mais suave, mais pausada, é comum desde o Espírito Santo, passando pelo continente do Rio (comunidades da Ilha do Governador/Comunidade Tubiacanga), Pedra de Guaratiba e Paraty) e até Cananéia, já na fronteira com Santa Catarina.
 
Teorias:
 

Legenda:
A partir das grandes secas e intempéries do sertão da região do Nordeste, migrações vieram, a partir de 1890 até 1920, aproximadamente, para os centros sudestinos, para a construção de avenidas e portos.
Essas foram as primeiras e fortes influências no jeito jajigo de falar da estreita faixa de terra entre Rio de Janeiro e Santa Catarina.


Especula-se que o modo jajigo, seja de origem da região do Nordeste brasileiro (mormente Bahia e Ceará), tanto pela presença em nosso meio aqui em Paraty e Angra dos Reis de elementos folclóricos como o Bumba-meu-boi,  a zabumba  e as Pastorinhas, nas manifestações culturais, quanto por fonemas próprios daquela distante população, migrante, ainda no início do séc. XX, para a construção de portos (Rio, Angra e Santos) e por contato marítimo na pesca.
Porém, também se acredita que seja pela forte presença genética e colonial dos indígenas.
Já o ritmo acentuado dos ilhéus da Ilha Grande e da Baía de Paraty, seja a forma "fechada" e gutural de falar dos portugueses. Porém, um estudo mais aprofundado do biótipo e da antropologia forense, poderá trazer novas luzes na compreensão da construção fonética desse tipo de falar caiçara, mais salteado. A própria compleição herdada.
 
Em resumo, só a antropologia linguística, aplicada na moldagem contemporânea e no comparatismo, poderá formalizar um mapeamento desses troncos verbais.
 
Arrelá, hê!

UM NOVO CICLO DE VIVÊNCIAS:2017!

UM NOVO CICLO DE VIVÊNCIAS!
Um novo ano começa no ocidente e no calendário papal.
Desejo a todos que no caminhar desses dias, com seus projetos e planejamentos, o infortúnio seja proveitoso em sabedoria!
Ninho de beija flor,
no jardim da minha mãe,
em Angra dos Reis,RJ.
A foto não está boa, mas vale.
Foto:dezembro, 2016.
Cuidamos para nenhuma criança
ou animal doméstico mexer,
mas após alguns dias, amanheceu....
queremos que tenha sido uma mudança
para um local mais protegido...
assim é nosso caminhar nesse mundo.



FESTA DO DIVINO DE PARATY, RJ, BRASIL: PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Nicho de andor, com a efígie do Divino Espírito Santo

A FESTA CAIÇARA
A Festa é a mais esperada pelos paratienses que reafirmam durante os rituais sua tradição e devoção ao Divino Espírito Santo
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília, aprovou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o Registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta para a proteção da manifestação cultural foi encaminhada ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) pelo Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), com a anuência da comunidade.
De acordo com o parecer do DPI sobre a festividade (em anexo no final da página), trata-se de uma celebração representativa da diversidade e da singularidade, com elementos próprios, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural do paratiense. A Festa possui, ainda, relevância nacional, na medida em que traz elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, além de ser uma referência cultural dinâmica e de longa continuidade histórica.
Durante as procissões 
e cortejos festivos,
as casas e comércios
se enfeitam com rendas,
bandeiras e 
efígies do Espírito Santo.

Paraty e a Festa do Divino
A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. As festas do Divino constituem-se numa relação de troca com a divindade. São festas de agradecimento, de pagamento de promessas, de cooperação entre os indivíduos da comunidade.


Adorno do Luzeiro
do Cruzeiro Central
da Igreja Matriz
de Nossa Sra. dos Remédios,
 de Paraty.
Em Paraty, a festa vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local. Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa se realiza a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa com o levantamento do mastro. Suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. A celebração propicia momentos importantes, símbolos de caridade e de colaboração entre a comunidade, como o almoço do Divino, a distribuição de carne abençoada e de doces.
A meu ver e de alguns historiadores,
a figura de um menino,
é uma forma jocosa de representar
tanto a pureza, necessária aos mandatários(e tão rara),
 mas também a pequenez dos poderes humanos
perante a divindade. Era uma crítica social.
Fazem parte dos rituais manifestações como a procissão que segue da casa dos festeiros e carrega os signos da devoção (quadro, bandeiras, bastão, o mundo e a pomba); a Folia do Divino, encarregada de anunciar e orientar todas as cerimônias inerentes à festividade, e que passa de casa em casa, visitando os fiéis, acompanha as procissões, entre outras. O Império do Divino, montado na casa do festeiro, onde ficam expostas as insígnias imperiais e as bandeiras; a Alvorada Festiva com a Banda Santa Cecília, que despertam a cidade no dia da festa; o bando precatório, encarregado da esmolação; as ladainhas, procissões, novenas, missas, a coroação do imperador e a representação da soltura de um preso, também compõem a festa do Divino de Paraty que inclui, ainda, outras manifestações culturais como os chamados bonecos folclóricos: o Boi-de-pano, ou Boi-da-festa, o Cavalinho e o Capinha, o Peneirinha e a Miota, ou Minhota.
Além disso, estão presentes os divertimentos como as competições esportivas, as gincanas, os concursos, os musicais, os shows de calouros. O bingão do Divino, que acontece antes da festa, é um momento de socialização e de interrupção da vida cotidiana, e ainda arrecada recursos para a celebração.
Agnes e Maria Célia, meus tesouros divinos!

Em Paraty, a cidade das festas, a do Divino Espírito Santo é a mais importante e complexa. Para os moradores da cidade, é mais aguardada do que o Natal. A festa compreende diversos espaços, como a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, a Praça da Matriz e diversas ruas por onde passa a procissão. No domingo de Pentecostes, a Alvorada acorda a comunidade. A procissão sai da casa do festeiro carregando o andor com o Resplendor do Divino Espírito Santo, e segue rumo à igreja. No fim do dia, a Missa em Ação de Graças anuncia os festeiros do próximo ano e uma grande queima de fogos encerra a Festa do Divino Espírito Santo.
A partir do Registro como Patrimônio Cultural do Brasil, estão previstas medidas para salvaguardar a Festa do Divino de Paraty. Entre as medidas propostas pela comunidade paratiense estão a valorização da festa no calendário cultural da cidade; incentivo ao turismo religioso e melhoria nas condições de produção, reprodução e circulação do bem cultural. Também é necessário sensibilizar a todos para a importância da Festa do Divino como um evento sociocultural da cidade e não apenas de cunho religioso.

Fotografias e Legendas: Minha autoria, maio de 2016
Fonte:http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/652/festa-do-divino-de-paraty-%E2%80%93-rj-e-o-mais-novo-patrimonio-cultural-brasileiro

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

TECNOLOGIA CAIÇARA: DOS PETRECHOS À FIBRA ÓTICA


DOS PETRECHOS ÀS FIBRAS ÓTICAS

A noção pós moderna do termo tecnologia, nos remete a objetos e sistemas com materiais fosforescentes, nanotecnológicos e microssistêmicos de interligação remota....

Casa na Praia de Palmas, na Ilha Grande,
em Angra dos Reis,
ainda no estilo tradicional e
sem materiais agressivos
e sintéticos de construção.

Foto de Acervo pessoal; 2016
Porém, o conceito de tecnologia, no ramo da antropologia, sim, é também uma forma adaptativa de um povo, ao meio natural, produzindo conhecimento mais pela força da perpetuação genética, do que propriamente uma evolução de invento pré existente.  


Modo de fundação de casa de pau a pique


Assim, os petrechos de pesca e caça, a sabedoria da lida dos humores oceânicos e ainda as formas ancestrais de engenharia imobiliária, naturoterapia e modus vivendi em geral formam um banco quase infindável de técnicas multiétnicas, mas de tronco de base lusíada em seu substrato sociológico fundamental. Esse banco de informações pode ser acessado somente pelo contato intergeracional, pois esse jogo de vai e vem, retroalimenta a tradição de oralidade.
Nesse sentido, falar em tecnologia caiçara, de forte teor autóctone, não seria apenas um conteúdo de tendência tecnicista-acadêmico, mas acima de tudo a citação explícita de construção civilizatória local, ainda que na grande parte, com matéria de base transitória e de extração primitiva. Mas não é isso mesmo a tecnologia?
Indígena guarani trança um vaso com palha,
com claro código binário, inclusive nas cores.
Foto do meu acervo pessoal, Paraty, 2013.
Assim, a cestaria do tipiti, do cipopeva e de outros objetos artesanais, evoca a inteligência e o abstracionismo necessário dos grupamentos tradicionais da gente praieira (ainda que em moradias esparsas). A fórmula binária 0-1 ou 1-0, está presente fortemente no trançado desse utensílios de palha e cipó.
Cestos, redes, frascos, toalhas, luminárias e até mesmo tamboretes, formam um acervo rico em entrelaços verticais e horizontais.
Também não é mera criatividade artística, de lazer, mas ao contrário, tem função real e utilitária. Mas design está presente e no ideal de agradar inclusive; são pessoas e interagem.
Cestaria do tronco etnológico da nação Guarani.
Material leve,
fácil de manusear,porém resistente.
Foto do meu acervo pessoal; Paraty, 2013.
A decodificação dos rituais sociais presentes nos linguajares e formas de chegança ao vizinho ou de relação psicofamiliar/ sexual, constitui formas também de elaborado e complexo mas subentendido manual de operação; verdadeiro passo a passo para mantença dos costumes comportamentais e reprodução material.
Outra tecnologia caiçara e talvez das mais presentes, são as técnicas de palamenta, ou seja, tudo que é necessário para a embarcação e ainda os métodos construtivos de armação. São cálculos exatos de arqueamento, números combinados estruturais, medições com trena para abastar o madeiramento e ainda prumo para partes retas. Até mesmo percepção espacial para conforto nos cômodos internos, ou seja, arquitetura.
Há muitos saberes empregados na fabricação de inúmeros objetos, veículos, vestuário e paramedicina.

Sim, temos tecnologia badjeca!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

UMA TERRA DE FORTES....

Conflitos sócio-ambientais e territorialidade caiçara
  
“A criação de áreas naturais protegidas em territórios ocupados por sociedades pré-industriais ou tradicionais é vista por estas populações locais como uma usurpação de seus direitos sagrados à terra onde viveram os seus antepassados, o espaço coletivo no qual se realiza o seu
modo de vida distinto do urbano industrial”. (Diegues, 2004:65)
 

A imposição de neomitos sobre a natureza que seria intocada serve como justificação para a geração de áreas protegidas que desfavorecem a população local para favorecerem a população urbana. Esta relação vertical do poder público sobre o meio ambiente “em nome da nação” tem gerado conflitos graves. Em muitos casos, eles têm acarretado a expulsão de moradores tradicionais de seus territórios ancestrais, como exige a legislação referente ás unidades de conservação restritivas.
Reconstituição de uma família caiçara tradicional:
No fundo, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios da Ribeira (1772),
na Baía da Ribeira, em Angra dos Reis, RJ. Agnes(criança),
Eduardo(paletó), Maria Célia(sinhá),
Cristina Perfeito(mucama) e Maia(padre).
 
Os moradores locais vêem este empreendimento como um roubo de seu patrimônio histórico, de sua cultura, sua identidade, sua moradia e seu espaço, tanto local de trabalho quanto provedor das ferramentas de trabalho. Eles reivindicam direitos estáveis de acesso, controle ou uso da totalidade ou parte dos recursos aí existentes.
Os recursos existentes em uma comunidade caiçara são de acesso comunitário.

“Essas formas de apropriação comum de espaços e recursos naturais renováveis se caracterizam pela utilização comunal (comum, comunitária) de determinados espaços e recursos por meio do extrativismo vegetal (cipós, fibras, ervas medicinais da floresta), do extrativismo animal (caça,pesca), e da pequena agricultura itinerante”.(Diegues, 2002:66)
Observamos na organização do espaço caiçara a raridade de cercas, servindo, quando existem, para impedir a entrada de animais a horta perto da casa.
A transferência de um espaço caiçara coletivo ou comunitário para uma área estatal de acesso restrito administrada por um órgão ambiental do governo que possui diretrizes claras de atuação, as quais limitam substancialmente os direitos dos moradores,
constitui um choque social, cultural e, sobretudo vital para esta população privada de sua rotina de subsistência.

A cerca caiçara: Deu origem ao nome dos povos tradicionais sudestinos do litoral.
Cercas e muros praticamente inexistiam entre as comunidades antigas, dos povos litorêneos.


Territorialidade física
 
 
A territorialidade caiçara se constrói diariamente sob práticas que legitimam o seu poder de ação sobre o seu espaço vivido. O caiçara têm o domínio sobre o seu espaço e sobre suas técnicas de trabalho. Estas técnicas são aplicadas na apropriação, na manutenção e na produção deste espaço, lhe garantem sua permanência, seu poder e representatividade através dos seus objetos e suas localizações sobre este espaço.
Marcos Testemunhos: São os "pais" do GPS; são as georeferências, mas também marcam a posse estatal.
O manejo espacial que o caiçara pratica em seu dia-a-dia, em sua localidade distante do poder público, na qual a organização territorial é coletiva e advém de seu entendimento de composição e disposição espacial. Nestas praias isoladas umas das outras e dos centros urbanos, as informações e conhecimentos são passados e adquiridos de boca em boca com a devida importância do papel exercido pelo grupo familiar. A territorialidade se dá devido à acumulação de saberes tradicionais, transmitidos de pai para filho há muitas gerações. Estes saberes tradicionais são materializados através do trabalho e da produção caiçara.
O antigo e o novo: barco tradicional caiçara e ao fundo, invasão no bairro Camorim, em Angra.
 
As nove escolas municipais da Ilha Grande são fonte de informação e representam para as localidades onde estão situadas, a única representação do poder público operante no local e proximidades. Observamos que quando os mais velhos relatam sobre seus antepassados, estes os descrevem fazendo atividades que são de suas práticas cotidianas. Esta cultura independente, caiçara, possui como principal transmissora de conhecimento, a sabedoria popular transmitida tradicionalmente de boca em boca.
A interação com a mata atlântica e o mar é condicionante para a incorporação de uma série de conhecimentos inerentes á vida nela. Desta forma, seu abastecimento e a
sua sobrevivência neste meio são fruto de sua própria construção é garantido ao caiçara pela sua própria força e vontade.
 
Alexandre Cigagna Wiefels