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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

REUNIÃO ORDINÁRIA MENSAL DE NOVEMBRO DO IPHAR: DANÇA, PAÇOCA E ESTUDOS!

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REUNIÃO ORDINÁRIA  MENSAL DO IPHAR
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Hoje os ipharianos se reuniram para sua Reunião  mensal .

Digno de nota a grata presença  de Leni, Aparecida Perfeito e Marlnea , que vieram somar com seu conhecimento, energia  e boa vontade.


⛵ELEIÇÃO  DEMOCRÁTICA 
Também realizamos o chamamento da Assembléia  Geral nos grupos de mídia  social com antecedência  e com plena divulgação  , inclusive com a Pauta publicada no grupo online da Diretoria do IPHAR, portanto, elegemos um novo Vice Presidente, consagrada por sufrágio  democrático, Maria Célia, para o DEACCQI, Valnei Albino, outra eleição  a posteriori será  feita para compor outros cargos vacantes.Tivemos a Solenidade de posse e recepção  do crachá da Maria do Carmo, nossa "Carmem", com o abraço  fraternal liberador das ocitocinas.






⛵CULINÁRIA  TÍPICA, ARTESANATO E ESTUDOS.
Resolvemos tópicos, demos andamentos nos Departamentos e cobrei ações  concretas dos Diretores...mas tudo num clima de amizade, respeito e os visitantes receberam artesanato da Santa da Cavala de fabricação  nossa,  como marketing de fidelização .No intervalo, os comensais fizeram uma volta sensorial as origens caiçaras, com uma orgia gastronômica  com peixada de carapau puxada no tempero, pirão de farinha manema e paçoca caiçara com toucinho e melado.
Fizemos dois Estudos ricos e trocamos documentos e experiências culturais e vivenciais. Tudo by Sra.Maria Célia!🍜

⛵CONTINUANDO O APRENDIZADO EM FORMA LÚDICA...

Ao final, os convivas caíram no salão, com as danças  cirandeiras do Caraguejo e o Chiba. 

Terminamos o dia com sentido de com o toque ancestral do maracá !








🌹Como Presidente, agradeço  a presença  e espero na próxima  Reunião  e atividades extras!
 Foram momentos de alteridade e amorosidade❤
Segue a canoa !

terça-feira, 9 de outubro de 2018

REUNIÃO ORDINÁRIA MENSAL DO IPHAR:OUTUBRO, COM A DANÇA DO CARANGUEJO!

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REUNIÃO MENSAL
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A nossa querida Reunião  Ordinária  Mensal de Outubro (c/ antecedência), transcorreu de forma maravilhosa. Começando com o tradicional toque do maraká e a leitura de duas parábolas  , do IPHAR em http://causasecausosangradosreis.blogspot.com/2018/04/parabola-angrense-o-burro-e-onca.html?m=1 e de La Fontaine.


Além  dos trâmites comuns e andamentos dos projetos, a Assembléia  ali reunida tomou decisões  importantes  para o bom andamento do Instituto: exclusão  de um membro com aplicação  do Estatuto e o Regimento Interno por descumprimento  das normas escritas e decisões  coletivas , vamos votar online a data para uma Expedição  ao Caminho do Caramujo e ainda nova eleição  para o novo Vice -Presidente.

No Intervalo fomos inebriados por caipirinhas e uma feijoada na panela de barro. Maria Célia  e seus dotes!







Os Estudos foram profícuos! Arquitetura colonial de coberturas e telhados e a dança  da Ciranda caiçara, do Caranguejo, especificamente da Ilha Grande.
Como marketing fidelizador, a Presidência  distribuiu mimos como refrescante e saudável  doce carmonia e um livro de Raul Pompeia, escritor reconhecido nacionalmente.

Terminamos com a mini oficina prática  da dança  Caranguejo, típica  do nosso povo angrense e ilhéu, que estamos resgatando e reproduzindo nossa cultura antropologicamente .
Muita alegria e conhecimento. Troca de alteridades!!
Arrelá !

sábado, 18 de março de 2017

ESTUDOS DE INDUMENTÁRIA:VESTIMENTAS DO POVO CAIÇARA - TRAJES FEMININOS


 As companheiras dos caiçaras , mulheres fortes, destemidas e inteligentes, com muita fé na vida e perseverança arraigada em suas origens luso-mamelucas, na sua religiosidade  e sabedoria ancestral forjada no adaptar da sua civilização tropical, sempre se vestiram de forma pudica, ainda que com uma desenvoltura naturali.
É nessa ambientação que suas vestes foram sendo constituídas aos poucos, no intercâmbio multiétnico intertemporal.
Minha avó Carminha (Maria do Carmo de Oliveira) dizia:
_"Mulher não deve mostrar o braços, nem o pescoço e muito menos o ombro."

Sibélia Lara dança o chiba-cateretê,
no Centro do grupo folclórico, em Tarituba, Paraty. 2015
Assim, com panos baratos e de tecitura mais fechada, leve e simples, como algodão, cambraia, fustão ou chita, faziam suas roupas, de seus filhos e maridos, a mão ou em teares movidos a energia mecânica por pedal e roda, o suficiente para pelo menos duas ou três peças para alidá do dia e uma especial, mais requintada e com gomos e bordados, para festas da capela e casamentos.
Sem brocados, brincos, jóias ou camisaria luxuosa, enfeitavam-se de flores do maracujá, da laranjeira, colares de buzos e conchas e de lenços acetinados trazidos por seus pais e maridos, dos centros urbanos.
Os diversos grupos de dança folclórica em Paraty(RJ), Ubatuba(SP), Cananéia(SP), Bombinhas(SC), etc, usam figurino com poucas variações, demonstrando que não se trata de uma fantasia ou mera construção ideológica, mas sim, de uso vestuário comum, ainda que em forte desuso.
A mulher caiçara sempre usava chapéu de palha, devido a intempéries, como o sol e o sereno.
Um outro item do vestuário era o avental, sempre cuidando do fogão a lenha (hoje a gás), mas também limpando peixe e camarão, lavando roupas em riachos, fazendo farinha na Casa de Farinha ou fazendo tipiti.
Enfim, ainda que não padronizado , mesmo no período antes dos chocantes anos 1970, (pré-abertura da rodovia BR101), essas eram as peças básicas cotidianas da caiçara.


quinta-feira, 16 de março de 2017

ESTUDOS DE INDUMENTÁRIA:VESTIMENTAS DO POVO CAIÇARA - TRAJES MASCULINOS


 
Foto: cesto de tipiti com tamancos,
na sede dos Grupo Folclórico de Tarituba,

em Paraty.Foto:Minha, 2015
Típico calçado de matéria natural:
tamanquinho  caiçara
Pescador de Ubatuba; seus trajes nessa foto fortuita,
 comprovam o padrão básico de vestimenta.
 


A calça: O traje típico do profissional do mar, ainda que pescador artesanal - nos moldes do linguajar jurídico brasileiro - e do morador praiano, da cultura caiçara, era a calça até o joelho ou canela, para não molhar na saída/embarque das canoas ou na pesca a beira mar.

As calças eram de tecido grosso, como brim e tinham um cinto de corda trançada ou de couro.

Por que não usavam bermuda??

Alguns até usavam, mas a maioria, católica e no âmbito de um ethos próprio e temporal, se cobria com mais pudor.

A camisa era de tecido mais fino, de algodão cru ou até de casimira. Era usada dobrada, até o antebraço.Só nas missas e festas , se usava fechada nos punhos.
O lenço:O lenço era de tecidos diversos, mas o mais comum eram panos rústicos , que tivessem absorção. Era multiuso, como secar o suor, servia como guardanapo e até estancava  sangue de algum pequeno corte.

O chapéu de palha, era a proteção FPS do povo antigo, contra os raios ultravioletas.

Lembro do meu avô Tonico, com 93 anos, sem uma ruga e olha que era loiro de olhos verdes!
Hoje o tamanquinho é feito com fitas mais modernas, de tecidos sintèticos,
mais confortáveis, mas ainda com solado de madeira.

Os povos colonizadores fronteiriços á grande Mata Atlântica caputera, ou seja, mata escura, se adaptaram ao viver na fronteira entre as ondas e o interior regional, onde viviam e tinham relações esporádicas, mas comuns, com os caipiras.
São mestres de resistência!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A VIOLA ANGRENSE: ÚNICA NO MUNDO

A VIOLA ANGRENSE:
UM SÍMBOLO ÚNICO NO MUNDO, ESQUECIDO.

A partir das imigrações de libaneses e turcos nos anos 1930 aprox., fugindo da guerra civil e da perseguição, mas que tomaram terras caiçaras, invadiram igrejas e roubaram o ouro dos altares, defraudaram documentos cartoriais , invadiram vários casarões bicentenários (e depois os transformaram em medonhos cortiços e salas comerciais sem escadas de incêndio, com fiações expostas etc que duram até hoje em pleno centro financeiro de Angra) e depois com a construção da BR-101 e os grandes empreendimentos federais como o estaleiro Verolme e Usinas Nucleares... a dinâmica social, que durou por mais de 450 anos, mudou. 

Os caiçaras foram expulsos/venderam a preços irrisórios suas terras e foram morar nos morros do centro....
Outras tradições e influências como nordestinos, mineiros e paulistas terminaram fragmentando, substituindo, abafando a rica, alegre e milenar (sim, milenar! Veja os sambaquis de 3 mil anos a.C.)... CULTURA  ANGRENSE ORIGINAL.
Baía da Ilha Grande,
Angra dos Reis, um berço de cultura musical.



Esse foi o caso da VIOLA ANGRENSE...CAIÇARA.
Em 1947, o Professor Alceu Maynard de Araújo esteve em Angra, na Ilha Grande.
Escreveu um artigo que foi publicado em fascículos, na Revista Sertaneja de números 4, 5, 6, 7, 8, 9, 13 e 14, de julho de 1958 a maio de de 1959.
Ele relata: "e constatamos que com o falecimento de antigo fabricante das afamadas violas angrenses, não há mais quem as fabrique naquela cidade sul-fluminense. Ficou no entanto, o tipo. "
Ele destaca que o tipo angrense é originário de Angra mas se espalhou por todo o litoral paulista e paranaense.
Um instrumento único e famoso, que ao invés das 5 ou 6 cordas em dupla como a viola caipira(ou "paulista"), tinha apenas 7 cordas e uma oitava, mais curta e fixada no corpo da viola, onde começa o braço,; era a "cantadeira", afixada sua cravelha por um "periquito ou bebê".
O próprio Prof.. Alceu Maynard afirma que a fama da viola "angrense" cresceu porque os caipiras achavam mais fácil comprar em Angra e Paraty do que os caminhos distantes de Guaratinguetá ou o interior de difícil acesso....assim, esse instrumento caiçara se espalhou! É uma afirmação um pouco polêmica, pois a qualidade da viola caiçara fluminense , com suas decorações florais em marchetaria, a sonoridade com a oitava corda (que dava uma infinidade de afinações) e ainda o material de primeira empregado, como madeira de guaiuvira (preferivelmente),jacarandá, canela saçafrás, de fato consagrou nossa viola pelo Brasil.
Sr.Benedito Rosário, da Ilha Grande,
 memória vida dos bailes , chibas e cirandas caiçaras

(Foto Blog cirandeirosilhagrande.blogspot.com)


ANGRA DEVERIA TER NA ENTRADA DA CIDADE DUAS VIOLAS ENORMES, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM FOTOGRAFAR...ASSIM COMO A SARDINHA, TAMBÉM OUTRO SÍMBOLO CULTURAL ANGRENSE...OU EM TAMANHO NATURAL NO CENTRO DA CIDADE, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM COLOCAR O ROSTO E SE FOTOGRAFAR VESTIDO DE SARDINHA...
OU
VIOLEIRO.

Na verdade, Maynard afirma em:

1° Ele deixa claro, os 5 tipos de violas, no compreender dele, predominantes no Brasil: a paulista, a goiana , a cuiabana,a angrense e a nordestina.

Ele erra , ao tentar diluir a importância do nascimento ter sido em Angra dos Reis-RJ, tentando impor a alcunha de "do litoral", pois é claramente uma narrativa nativista regional dele.

2°- Ja na época dele e portanto antes da publicação (1958-59) o interior paulista já estava tomado de violas industrializadas. Ele chama esses centros dispersores de "mecas" do catolicismo(e comercial também); afirma inclusive que , contrariamente a originalidade de Angra dos Reis-RJ (e que portanto essa cidade fluminense influenciou todo o litoral), Iguape e Cananéia tinham grande influência dos costumes do interior do Estado de São Paulo, mas na viola, era a angrense, porque foi a única que ainda (o tipo) mantinha a "cantadeira"(sonoridade agradável).

"Comprovamos o fato da influência geográfica nos usos e costumes serem idênticos aos de Cananéia e Iguape".

3°- Ele cita Angra dos Reis de forma especial afirmando explicitamente que foi lá que, em 1947 , o luthier já havia falecido, ou seja há décadas eram feitas...e que inclusive um contemporâneo do próprio Maynard ainda fazia, ou seja, esse contemporâneo copiava o tipo angrense.

"(...) já nosso conhecido".

A parte de Angra que ele visitou, foi a Ilha Grande.

"(...)em novembro de 1947 estivemos em Angra dos Reis...*ficou no entanto, o tipo"*.

4°- Seguindo o texto de Maynard, e temos de entender a sequência da escrita, ele explicita exatamente a grande influência da viola genial produzida pelos angrenses, não só entre os caiçaras, mas até nos sertões caipiras próximos:

"antigamente, os moradores de Cunha, que levavam dois dias para ir até Guaratinguetá ou Aparecida e apenas um para ir a Parati, no litoral fluminense, adotaram a viola do tipo angrense".

Portanto, o natal da viola angrense foi definitivamente das mãos lusobrasileiras do povo originário ilhéu!

domingo, 13 de março de 2016

CIRANDA DE TARITUBA, PARATY, BRASIL

A CIRANDA E AS "MIUDEZAS"
Folguedo popular, hoje raro, ainda é preservado por pequenas comunidades ou grupos em Paraty, Rio de Janeiro.
De origem e mistura do século XVII, XVIII e XIX, das danças portuguesas, da quadrille francesa e ainda rodas tipicamente indígenas.
Não se deve confundir o fandango paulista/paranaense com a ciranda paratiense/angrense (esta, hoje extinta).
É a Chiba a dança principal e as chamadas "miudezas", como a Cana Verde, Caranguejo, etc.
Era o lazer dos escravos, pescadores e caboclos nas noites de lua clara e estrelas!!


domingo, 6 de dezembro de 2015

VISITA A DONA JUDITE E MEUS AMIGOS DA PRAIA DE TARITUBA, PARATY.

Hoje(01/12/15) eu e minha esposa fomos entregar um presente a nossos queridos da casa dos Bulhões e aproveitamos para prosear e passear.
D.Judite está convalescente e batemos um papo alegre com Sibélia, Silma, Pardinho, Batista e conhecemos o filho do Batista, um garotinho esperto e feliz!

Após passeio e conversa com um pescador...fomos recebidos com um cuscuz de farinha de milho e uma paçoca caiçara de banana-ouro...uma delícia!
Caixa Acústica natural:concha marinha


Bromélia, natural da Mata Atlântica

Cuscuz caiçara de farinha de milho.Fomos servidos!

Cosntrução típica praieira:telhado ou jardim?

Ilha da Lajinha, em Tarituba, Paraty

Riacho de canto de praia;típico de estuário.

Pintura da natureza, em Tarituba!!

UMA TARDE SERENA, BUCÓLICA E QUE VALEU POR 5 DIAS DE FÉRIAS!!!

domingo, 29 de novembro de 2015

REINAUGURAÇÃO DO CENTRO DE REFERÊNCIA DA CIRANDA NA PRAIA DE TARYTUBA, EM PARATY

BANANA-DA -TERRA 


CIRANDEIROS, PARDINHO(DE BRANCO/TARYTUBA).


REINAUGURAÇÃO DA SEDE DA CIRANDA DE TARYTUBA (PARATY).
Dia de festa e confraternização à moda caiçara.
Hoje fomos prestigiar a entrega da sede da Ass. Folclórica de Tarytuba, após 10 anos de fechamento e litígio com uma suposta (improvável) dona (espólio de herança) das terras.Com a presença do prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé.Houve ciranda, dança, xiba e comes e bebes.Muita alegria.Agora é se organizar, se unir e manter o espaço. Parabéns a todos:poder público oficial e povo!
Como disse Pardinho, que é da família Bulhões:"Tiramos tijolo do muro e construímos um ponte".


VISÃO DO VILAREJO E DA PRAIA DE TARYTUBA

SIBÉLIA, MORADORA E CAIÇARA, D
O XIBA.

BEIJU OU BIJU, TÍPICO ALIMENTO.