domingo, 21 de agosto de 2016

EXPEDIÇÃO AO PARQUE ARQUEOLÓGICO E NATURAL DE SÃO JOÃO MARCOS E ESTRADA REAL DE MANGARATIBA-RJ

EXPEDIÇÃO AO PARQUE ARQUEOLÓGICO DE SÃO JOÃO MARCOS E CIRCUITO ESTRADA IMPERIAL-SERRA DO PILOTO, MANGARATIBA
Neste domingo(24), foi a vez do nosso grupo SOS PATRIMÔNIO, a fazer uma expedição a diversos locais históricos e culturais da região de Mangaratiba e Serra do Piloto. Fomos em 3 carros e uma van.
Passamos por córregos, estradas do Império, do Comendador Breves('Rei do Café") e antiga São João M.arcos ou São João do Príncipe, como D.João a batizou.
Foi uma experiência coletiva , mas também de sensações pessoais.
O Grupo de amantes do patrimônio histórico, com o Guia João, pode experenciar cores, formas, cheiros e sabores. 
No Parque Arqueológico há um museu, com uma bela exposição e filme, totens interativos e uma infraestrutura ótima: loja de souvenir, quiosque com refeições e lanches, com venda de produtos típicos como paçoca e café coma marca do Parque, banheiros modernos e ainda um local para observação de pássaros.
A cidade era muito bem elaborada e rica em cantaria na arquitetura, com calçadas delineadas milimetricamente e rodapés exatos.
Terminamos com uma linda visão do pôr do sol sobre o mar, do casarão onde fica a Fundação Mário Peixoto, em Mangaratiba, que é um belo museu com um café para relaxar nos gramados...
Porém , quando o grupo foi embora, ainda pudemos e tivemos a venturança de visitar a barroca Igreja de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba!!
O circuito foi:
1-Estrada do Breves ou do Atalho
2-Estrada e Mirante Real ou Vista do Imperador
3-Parque Arqueológico de São João Marcos
4-Cachoeira dos Escravos
5-Vila do Saco e Teatro
6-Museu Municipal de Mangaratiba

# Estrada Imperial
Construção de 1856, com cerca de 40 km de extensão, liga Mangaratiba a Rio Claro, através da Serra do Piloto. É considerada a primeira estrada de rodagem do Brasil. Tinha o objetivo de escoar a produção de café do Vale do Paraíba para o Porto de Mangaratiba. Nela foi criado um entreposto comercial para hospedagem dos fazendeiros, ainda se encontra prédios assobradados mistos de residências / armazéns e trapiches, todos do século XIX, com linhas arquitetônicas simples, típicas do período colonial. Além do Bebedouro da Barreira, pedras de milha, sistema de escoamento de águas pluviais e a Cachoeira dos Escravos.
Localização: RJ-149, após o trevo com a BR-101, Distrito de Serra do Piloto. Visitação livre.
Arco dos Escravos, na Estrada Imperial


Antigo piso da Igreja Matriz




Azulejaria da Igreja Matriz





sábado, 20 de agosto de 2016

CORES, FORMAS E SABORES DA ILHA GRANDE, VILA DO ABRAÃO

Coloridas e típicas embarcações , traineiras e cruvinheiras caiçaras



Moqueca comum nos diversos restaurantes da Ilha e da Vila.
Parece a capixaba, mas os temperos e os peixes são diferentes.


Formas densas de nuances da natureza emolduram as trilhas do Parque Estadual da Ilha Grande

Líquens, musgos e cogumelos, com sua multicolores formas.

Casa de Cultura Kokotós: lindo prédio, com arquitetura de detalhes geométricos. Sub usada.

Obra de arte natural: Areia do seixo do rio, da Praia Preta, de cor azulada.


Marcas de povos de milhares de anos , onde amolavam seus machados e outros instrumentos primitivos.
Em junho, fomos de lazer na Ilha Grande, nas proximidades da Praia Preta.
Deixei minhas mulheres brincando nas ondas do mar, após almoçarmos, enquanto fui explorar as trilhas e recantos da bela região entre o vilarejo e o Aqueduto.
área que, embora remexida por séculos, ainda detém grande diversidade florística e teve  diversas sobreposições de sociedades, como os povos sambaquis(3 a 10 .000 a.C), os indígenas Tamoyos, a Fazenda do Holandês(séc.XVIII)), o Lazareto (´sec.XIX), o Presídio Federal(década de 1950) e agora o Parque Estadual da Ilha Grande.
Com infraestrutura boa, com placas bilingues, tem as praias de areia monazítica.
Foi uma tarde aprazível!
Consegui montar uma sequência de fotos de diversos coloridos e espessuras, dos líquens!

FESTA DO SENHOR DO BONFIM, PRAIA DO BONFIM, ANGRA DOS REIS-RJ:UMA FESTA CAIÇARA!


 A FESTA E A LENDA
Com construção de 1780, portanto, ainda numa época em que piratas e aventureiros passavam por essas águas....a Igreja do Bonfim fica num ilhote a poucos metros do continente.
A festa ocorrre a cada mês de maio anualmente.
Uma tradição antiga, de moradores e que atrai alguns turistas...
Dia a lenda que na pedra em frente ao Colégio Naval, um pescador achou um crucifixo...levou até o centro da cidade, para os freis do Convento da Ordem do Monte Carmelo; ao regressar, passando novamente pela pedra, eis que o Cristo Crucificado estava lá novamente....deixou então no Convento...na terceira vez, ele resolveu não mais deixar na cidade. Meses depois, durante uma tempestade no mar, quase já naufragando, pediu proteção a Jesus, prometendo construir uma capela para honra Dele. Quando se salvou, cumpriu a promessa pela graça alcançada e hoje  continua lá, a igreja.



Fotografia de Carlos Caiçara 2016
O cais do Bonfim, a noite.


A rocha onde o crucifixo foi mitologicamente
 encontrado e ao fundo o Colégio Naval, 
da Marinha do Brasil.


Altar-mor
A festa foi muito animada, 
com procissão de barcos e o tom cômico,
 foi com a brincadeira 
de subir o pau de sebo.


Mesmo com efluentes de nitritos domésticos,
 a praia ainda mantém sua fauna


Imagem do Senhor do Bonfim

Comidas brasileiras, como caldinho de feijão, torresmo, na festa.

domingo, 22 de maio de 2016

CANHÕES DO SILÊNCIO: ABANDONO E DESPREZO DE PEÇAS HISTÓRICAS DE ARTILHARIA E DA CULTURA ANGRENSE

ABANDONO DOS CANHÕES DO FORTE DE GUERRA SÃO JOSÉ, DO MORRO DA FORTALEZA

Os canhões pertenciam ao atual Morro da Fortaleza,  hoje um aglomerado de casas sobrepostas, muros  e becos mal organizados, mas que no século XIX era um ponto estratégico de defesa do centro antigo de Angra, estão abandonados e pichados por jovens imaturos e sem noção do valor histórico e cultural dessas baterias de guerra.

Estão ignorados pelos milhares de passantes que diariamente polulam pelas calçadas e ruas da região.

Construído no governo Vice-rei D. José Luís de Castro – o 2° Conde da Ponte - (1790-1801). Em 1797, já estava pronto e armado com 3 canhões de 12 e 4 de 6 libras. Completando a construção, havia uma trincheira de mais de 90 metros de comprimento (CASTRO, 2009: 323). Já Souza, em 1885, relata que este forte e o de São Bento, destinavam-se a "defender a costa, o grande saco de Japuhiba, a frente da cidade e a estrada que se dirige a serra para subir a São João do Príncipe. Além deles, foram projetadas em 1822 outras baterias e um forte na ilha próxima [?], para haver um eficaz cruzamento de fogos" (SOUZA, 1885: 115). 

Complementa ainda que as construções dessas últimas fortificações “foram adiadas", ou seja, não se concretizaram, e que dos dois fortes existentes (em sua época) apenas devia haver ruínas. Garrido informa que, em 1838, essas duas fortificações de Angra eram comandadas em conjunto pelo 1º Tenente João Floriano de Oliveira (GARRIDO, 1940: 129).

Um vereador dos anos 1950 solicitou que fossem colocados na praça...

Há décadas na Praça Amaral Peixoto, na orla de Angra, mais conhecida como "Praça do Porto", estão cobertos por uma massa de tintas antigas de repinturas e corrosão preta, típica do cobre enferrujado.

Aliás, a praça precisa de uma remodelagem drástica e o Centro de Artesanato está há 10 anos com seus boxes tomados por artigos by China, ou artesanatos de outros estados do Brasil, mas quase nada típico atrativo ou da cultura local.Isso sem falar que este espaço não tem regras de tempo de uso ou contrato com o Poder Público.

Nossa proposta é que sejam transferidos para a Praia do Anil, no jardim gramado onde estão as palmeiras/coqueiros do calçadão, entre a Capitania e o Monumento dia Reis Magos, local mais próximo possível do local original. Ali, um totens com a história escrita.

Esta Praça é um local lindo, com chafariz, árvores e jardins e ainda tem uma lanchonete charmosa e ainda um parquinho com diversos brinquedos. Além de ter vista para os barquinhos coloridos dos pescadores.

Mas os canhões estão em condição vexatória!!




DO FILÉ DE SOROROCA Á CIRANDA: FESTA DA SANTA CRUZ , TARITUBA, RIO, BRASIL

Cores e sabores de um povo em extinção.
Filé de pescada ou sororoca e lula a dorê
Capela da Santa Cruz

FESTA DE SANTA CRUZ, NA PRAIA DE TARITUBA, EM PARATY, RIO, BRASIL.
Com origem ainda sendo estudada por pesquisadores e  folcloristas, esta festa religiosa, mas também de folguedo tipicamente caiçara, remete provavelmente ao século XVIII, quando as comunidades de pescadores açorianos(portugueses) e caboclos indígenas se organizaram e foram influenciados pelos freis da Ordem Jesuíta.
Ocorre em maio, com procissões, Folia do Divino e dança da Ciranda e outros ritmos oriundos da mesma.
Rico em sonoridade única dos cânticos entoados, com vozes guturais e instrumentos que mesclam a origem negra, indígena e européia.
Jantamos no quiosque do Marcelo"s Bar, com filé de pescadinha e lula a dorê.
Comunidade tradicional com falas e cadência de vida natural, mas muito pressionada pelos vícios urbanos como o uso de drogas, ritmos barulhentos e alinantes como o funk e pela pressão imobiliaria e favelização.
Mas resistem!! 
Agnes e Maria

Decoração de conchas, moluscos
e canoa na casa da Sibélia

petrechos de pesca numa das diversas taperas

"Pardinho " Bulhões tocando o bumbo

Andor enfeitado.

Esse ano nós fomos.
No último dia, domingo.
Abraçar os amigos, 
sentir os sabores, ouvir as rezas e as danças...uma experiência única no Brasil e no mundo...bem localizada!



quarta-feira, 4 de maio de 2016

MAESTRO BEVERLEY GERARD MAXWELL GALLOWAY: UM ESQUECIDO

O Maestro, diretor de teatro e compositor Beverley Gerard Maxwell Galloway, inglês e radicado no Brasil, em Angra desde os anos 60, criou variás óperas com o molejo caiçara e com personagens locais. Além de composições adaptadas de autores ingleses e de outros países.






O MAESTRO NOS ANOS 1990, NO DIA 7 DE SETEMBRO,
FERIADO NACIONAL
E CONDUZINDO A BANDA DO COLÉGIO NAVAL E
 CORAL DA CIDADE


Deixou um acervo enorme de livros  de música, vhs, cds, tanto de cultura geral quanto de produções dele e do Coral. Foi orientador e partícipe de vários eventos e festivais.
Foi  assassinado em 1999 em sua casa, na Fazenda arrendatária Boa Vista, no bairro Monsuaba até hoje de forma misteriosa.
De 2001 a 2002, lutei para formar uma comissão do coral e amigos e consegui rastrear os móveis de jacarandá, angelim etc de antiquários adquiridos pelo maestro por anos...e que ele tinha xodó.Recuperei alguns que estão ainda hoje no Convento São Bernardino de Sena e os melhores, continuam na segunda sede da Fazenda citada.
Porém a truculência do então secretário de Cultura, Narciso, que expulsou aos berros da sua sala, a comissão com mais de 15 pessoas_inclusive idosos, como a Sra. Hermínia_ fez com que a comissão se dissolvesse.
O acervo de livros, audioteca, fitas de vídeo, fotografias....quando de sua morte, foi retirado pela prefeitura  e depositado de forma totalmente negligente debaixo da escada do Centro Cultural , na Sala de Dança...de onde foi roubado numa verdadeira "feira livre" por várias pessoas!!!
Até hoje as partituras originais das óperas e outras óperas estão uma com o Coral da Cidade e outras espalhadas por particulares...
Em 2014, provoquei uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Angra dos Reis, junto com o vereador Jairo Magno, sobre Patrimônio Cultural, onde além de denunciar o abandono e também furto do patrimônio de casarões, monumentos e peças históricas (inclusive de naufrágios), também elenquei várias emergências como o acervo do Galloway, as mais de 100 peças arqueológicas de naufrágios coletadas pelo Galindo e o Inquérito Civil aberto no Ministério Público por mim.
Poderá se transformar em uma ação judicial coletiva e popular.
INQUÉRITO CIVIL


Ação Civil Pública....ainda corre...