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domingo, 24 de maio de 2020

EXPEDIÇÃO TÉCNICA APODI: INCURSÃO ARQUEOLÓGICA NO SERTÃO E NA TRADIÇÃO AGRESTE, SUB TRADIÇÃO APODI

❇️🔅 EXPEDIÇÃO APODI ✴️✳️

2005

Apodi é um município que  fica no Rio Grande do Norte, região nordeste do Brasil.
Em 2004/2005 iniciei meu estágio e curso de Produção de Petróleo e Gás no Cefet, pela Petrobras, em Mossoró; aproveitava as folgas e fins de semana para explorar a região do semiárido, tanto nós sítios arqueológicos quanto patrimônio histórico, espeleologia (grutas e cavernas) e paisagens naturais.


Assim, além de visitar um amigo na sede do município, aproveitei e fui ao Sítio Arqueologico do Lajedo da Soledad., no sertão.

As grafias e pinturas seriam da tradição Agreste, sub tradição Apodi.
Entre 10 mil a 3 mil anos.

Após descer do ônibus na rodovia, contei com a sorte e peguei uma carona num pau de arara, típico caminhão que carrega passageiros, com bancos e uma capota por cima para proteger do sol...

Chegando lá, no pequeno vilarejo, embora as pessoas olhassem como se eu fosse um alienígena, fui bem acolhido e o guia do pequeno museu, me levou para um roteiro, inclusive, tive de me rastejar em frestas de rocha, de apenas de uns 0,80 m para registrar as fotos!

Araras estilizadas, aracnídeos, centopéias...e o mais extraordinário: mãos humanas como que emanando uma energia, uma aura...de cor ocre e amarela.



É digno de nota ser incrível naquela área remota, a capacidade de capilaridade da indústria do petróleo manter um museu moderno e criar pequena rede de empregos.




Região arqueologia, com presença de fósseis animais da era glacial, mas também outras eras com presença humana neolítica,  além de indígenas de alguns séculos atrás, talvez Paiacus.

Uma experiência e tanto!

Carlos Eduardo
Prof.Lic. Hist.
Pres. IPHAR

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

EXPEDIÇÃO TÉCNICA E PASSEIO AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO "CAMINHO DO CARAMUJO"

EXPEDIÇÃO  TÉCNICA E PASSEIO  AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO "CAMINHO DO CARAMUJO"


Após um sábado de Confraternização  de Início  de Ano com nossa Reunião Mensal, cheia de carinho, caipirinhas paratienses e boas risadas...hoje foi o dia da Expedição  do IPHAR.
Fazendo parte de nossas pesquisas  para enriquecer nossos Estudos internos, nosso grupo faz incursões  na Mata Atlântica, sertões  do semiárido do Serido nordestino, cidades de Minas, SP e caminhos históricos  em trilhas.
Fomos na Serra D'agua, onde há  profundas marcas do tropeirismo, Império  brasileiro e escravidão.
No universo das práticas de comércio, vigilância e do poder estatal, estavam neste trecho envolvidos Alferes, Ordenanças e praças, além do Provedor da Casa dos Quintos.





Passagem pluvial subterrânea de quase 200 anos,
em plena função, atravessando a estrada.

Alferes (Alpheres),
reconstituição de vestimentas :Carlos Eduardo.

A colona era conhecedora de armamentos,
cavalaria e herbário.



Em todas as atividades
do IPHAR há estudo ,mas lazer.






Além  da equipe do IPHAR (Maria Célia, Valnei e Agnes), tivemos a sempre grata e bem vinda presença de visitantes e turistas, a Família  Esteves Costa (Manu, Ester e Henrique) e o nosso turista do norte fluminense Rodrigo Santos.
Vencemos as caudalosas e frescas águas  dos córregos, penhascos limosos (com vistas maravilhosas), e trilhas de lama. Mas tanto a visão  do Véu  de Noiva quanto da obra arquitetônica do século  XVIII/XIX reconfortam o esforço!
Em 2017, levamos o renomado arqueólogo, egiptólogo e ativista cultural, Cláudio Prado de Melo, a arqueóloga Vivian(de Quissamã) e a Museóloga Lucimar Muniz (Angra/Ouro Preto), que atestaram a longevidade e a grande obra arquitetônica ineditamente pesquisada por nós. Pioneiros!
Caminho antigo, de épocas pré coloniais e estudos mostram a presença pré cerâmica dia povos Sambaquis entre 2000 a datações de até 8000 a.P., este trecho tem seu piso feito em meados do segundo quarto do século XIX (auge da exploração cafeicultora).
Porém, temos provas documentais de sua existência oficial no período setecentista com sua infraestrutura estatal de Guarda, Pouso e Registro.

Cenas do File A Missão, de 1986, de Rolland Joffé
mostra um Regimento português









Parabéns  a todos os companheiros e um especial abraço às  crianças!!
Nosso amigo Valnei, ainda fez uma açãoconcreta ecológica,recolhendo lixos, plásticos, garrafas pet, etc . São  trazidos por enxurradas que vem da rodovia...
Como lazer, um revigorante mergulho no poção  natural.
Fizemos as medições  historiográficas, tomada de fotos e georreferenciamento analógico  e por satélite. É  construção  pujante que sim, demonstra a passagem de centenas de escravizados, com seus corpos usados em minas de pedra para o lavradio, mãos  machucadas para assento do piso e provavelmente muitas mortes por picadas de serpentes, acidentes e doenças  tropicais,  numa brutalidade e violência  a serviço  do capital cafeicultor,produzindo no período  riquezas e poder, enormes casarões com requintada decoração européia , igrejas douradas e sinhás com tecidos caros...mas também, o engenho, o heroísmo  de um momento civilizatorio e a grandiosidade do povo angrense.
Terminamos com almoço  patrocinado pelo Presidente e banho de bicão no restaurante Águas  Lindas.
Em breve mais uma visita técnica, dos nossos Departamentos Deaccqi e do Dabrap!
Vem conosco!


quinta-feira, 26 de julho de 2018

REUNIÃO MENSAL DO IPHAR:JULHO CELEBRANDO A CIRANDA CAIÇARA!



 👑🏛👑🏛
REUNIÃO  ORDINÁRIA  MENSAL DO IPHAR
A nossa Reunião  foi um sucesso!


  1. A amiga Angélica  tomou posse e recebeu o uniforme! Emocionante...bem vinda!!Que seja proveitosa sua estada entre nós. Recebeu as vestes oficiais, o crachá  provisório  e o abraço de todos👑.
  2. Tomamos vários andamentos internos e o Vice Presidemte Alex apresentou o Projeto QRC, para diversos patrimônios históricos e nosso site, que apresentaremos ao Poder Público  federal, estadual  e local; nosso amigo Marciel também participou!Reunião  Ordinária Mensal de agosto será  dia 04/08/18 , mesmo local de hoje e as 13:30h. Expedição (trilha e visita técnica)dia 05/08/18.
  3. Felicidades sempre!
  4. Tivemos a oficina de dança  caiçara  Ciranda,
  5.  onde todos dançamos👡👣  (a caráter: com chapéu  de palha) e tivemos o Estudo "Tropeiros: do povo ou dos poderosos?".
  6. Parabéns  a todos!
  7. Terminamos com um delicioso creme de abóbora  , alhoporó e carne seca.


Quem no seu comodismo não  vai, perde divertimento e oportunidades !


sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARQUEOLOGIA:JAZIDA ARQUEOLÓGICA MARINHA EM ANGRA DOS REIS

DESCOBERTA!
Nosso instituto está empreendendo pesquisas  numa jazida arqueológica em Angra dos Reis. Fazendo parte tanto de uma região de engenho e cafeicultura nos séc.  XVIII / XIX , quanto rota de importação/exportação  de diversas manufaturas desde o século XVI.
Esses são resultados preliminares.

 🏛📚ARTIGO📚🏛

TESOUROS EM CACOS

1- INTRODUÇÃO
Sei que é um assunto ignorado pelos brasileiros em geral. Mas os atuantes nos assuntos arqueológicos, historiográficos, etc sabem que - sem cair na autovalorização factóidica - ainda se pode entender os processos produtivos e seus materiais químicos, as relações sociais e econômicas de uma civilização local, com base nas análises da manufatura do objeto estudado.
Diante de um lítico préhistórico, de uma porcelana craqueada e outros longínquos indícios esparsados de um modus vivendi, os pesquisadores conseguem datar  o período em que a peça era usada, a forma dentro do cotidiano que servia e rastrear o local de fabricação.

2-INSTITUIÇÃO ENTRA EM AÇÃO
O IPHAR, como Instituto de pesquisa arqueológica e histórica, recebe de populares espontaneidade em diversos materiais antigos. Sem incentivar a retirada e fazendo um trabalho de conscientização com viés científico- educativo, não podemos condenar essa "curiosidade" popular e também é totalmente indiferente deixar a peça  sem coleta,  desses testemunhos nas praias, pois Angra dos Reis é região muito antiga, tendo desde sítios arqueológicos do Período Neolítico , era das grandes navegações do século XVI e o ciclo da cana e do café.

Nossas ações vão muito além da recolha, pois tais jazidas naturais sofrem com vandalismos e destruição pelo turismo superexplorado do dito day use e portanto, não se pode falar em "manter o sujeito arqueológico no cenário original", o que seria uma inocência por parte dos pesquisadores da nossa instituição. Retira-lo, catalogar e estudar o caco, a parte, pode trazer a tona e à vida personagens, histórias e relações humanas esquecidas nas profundezas do mar. É resguardar o patrimônio.

3-SABEDORIA CAIÇARA
Assim, nós caiçaras sabemos que sempre após as ressacas ou "marões" , a areia é revirada pelas marés fortes e chega naturalmente nas praias os cacos de fainças, porcelanas e às vezes(mais raramente), até cerâmicas Tupinambás , Guayanases e outros povos.

4- RIOS RETROALIMENTAM AS JAZIDAS
Importa ressaltar que muitas desses fragmentos de argila, vitrificados, porosos ou não e stoneaware, são provenientes das enxurradas dos grandes rios que desaguam na Baía da Ilha Grande, nas desembocaduras dos caudalisos Jurumirim, Japuhyba, Mambucaba e Caputera, regiões hidrográficas que tiveram grande movimentação de tropeiros, portos de pedra /trapiches e de exportação, pousos, trocas comerciais, engenhos de cachaça e estradas coloniais que singlavam as escarpas tropicais da Mata Atlântica desde o ciclo aurífero , das gemas preciosas e com auge nas  monocultura do Coffea arabica.

Carlos Eduardo Caiçara
Presidente do IPHAR
Angra dos Reis, 09 de abril de 2018

Imagem:fotografia de uma fainça , com chinesice; provavelmente final do século XVIII e meados do séc. XIX. Acervo do IPHAR.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

IPHAR_INSTITUTO DE PESQUISA HISTÓRICA E ARQUEOLÓGICA , UM GUARDIÃO DA MEMÓRIA CULTURAL ANGRENSE!

REUNIÃO INAUGURAL 
Um sucesso!


Nasce uma forma moderna, profissional e com cientificidade, para gerir o multifacetado patrimônio cultural arquitetados em milênios pela ancestralidade angrense e regional!
NOSSA PROPOSTA É INOVAR COM TRADIÇÃO!


IPHAR-INSTITUTO DE PESQUISA HISTÓRICA E ARQUEOLÓGICA DE ANGRA DOS REIS, que visa o resgate da cultura caiçara e a potencialização do valor do patrimônio cultural de Angra e região. 

Entidade apartidária , multicultural, pluriétnica e suprarreligiosa.

O Departamento de Pesquisa de Campo vai atuar nas expedições
e catalogação de sítios arqueológicos;
Detalhe:Oficina Lítica na Ilha Grande,
 3.000 anos de caiçariedade!Foto:Guia João Pontes
.


Embora completamente desfigurada 
de sua ancestralidade caiçara
e dos barões do café,
 sobrevive em beleza.

Unidos e abertos a todos os amigos do legado cultural!


Teve amiga do Perequê, que teve até de reorganizar aulas e viajar 30 km, outra com filha pequena, outro com trabalhos e o Beto que gentilmente cedeu (com o intermédio de seu irmão), o espaço do Restaurante Fogão de Minas.

Minha pequena Agnes, que deixou de ir na querida natação e finalmente minha preciosa companheira, Dona Célia. 
Régis, sentimos sua falta, mas está operada. 
Cultura indígena e antropologia brasileira, um dos focos.


A nova geração também se fez presente!
 Congregamos desde pescadores, mateiros e autodidatas, até acadêmicos de universidades federais, arqueólogos, turismólogos e historiadores.
Atuaremos dentro da transversalidade e da multicultura!

E cresce o acervo com artesãos , em técnicas de pintura em porcelana, líticos e outros materiais...


Um empreendedorismo de base social mas com intento artístico-cultural. 
Agradecemos aos verdadeiros combatentes da cultura que se esforçaram e estiveram presentes.

IPHAR-INSTITUTO DE PESQUISA HISTÓRICA E ARQUEOLÓGICA DE ANGRA DOS REIS, que visa o resgate da cultura caiçara e a potencialização do valor do patrimônio cultural de Angra e região. 
Apartidária,multicultural,pluriétnica e suprarreligiosa. 
Todos na evolução, tem escolhas que abrem oportunidades...mas aos cômodos, o limbo!
Maestro Gerard Galloway, Alice Dudy, Grill do chorinho, Edson Héldet, Seu Carmo do Jongo, Lú Queiroz,Seu Tenório do Aventureiro, Dona Judite de Tarituba, enfim...nos iluminem!

sábado, 15 de abril de 2017

COMITIVA DE ARQUEÓLOGOS E HISTORIADORES FAZ VISITA TÉCNICA EM SÍTIO ARQUEOLÓGICO E EVENTO INÉDITO EM ANGRA: 1° WORKSHOP DE SENSIBILIZAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO CULTURAL

Uma comitiva de acadêmicos  ligada ao IPHARJ e um grupo de angrenses verdadeiramente voluntários e de pesquisa profunda de sítios históricos esquecidos na região, e a outra, uma instituição privada de renome internacional que tem entre seus colaboradores, arqueologos professores de arte, doutores, e na nossa, também temos mateiros, pescadores e caiçaras...esteve nesta segunda (10/04) em visita técnica  e de planejamento, convidados e guiados pelo angrense, bisneto de tropeiros e caiçaras, Prof. Lic. em História  e com latu sensu de Antropologia Forense, Carlos Eduardo.

1- Reunião preparatória
Visitaram o Convento São  Bernardino da Sena, Igreja Matriz  e Santa Luzia, além  de outros locais.



Inclusive veio o arqueólogo  presidente do Instituto, Claudio Prado de Melo.
Se reuniram com representantes  da Secretaria de Serv. Públicos, Cultura e Educação e traçaram  projetos em comum, tudo gratuito e com alto nível acadêmico, para crianças, jovens e professores.


Ficaram extasiados com os monumentos religiosos e saborearam um delicioso almoço  patrocinado pelo próprio Carlos Eduardo e com a colaboração  de mão  de obra ou logística, tudo de amizades longas.

Lavabo artisticamente em pedra lavrada, do Refeitório

Altar-mor do Convento São Bernardino de Sena

Cláudio Prado, Prof.M.


Relógio alemão do século XVIII





Foto acima: após a reunião de apresentação no 1° dia: os representantes da Séc. Educação, Ana Maria, da Cultura, Alonso Oliveira, da Sec. Serv. Público e os arqueologos e historiadores.


2- O Almoço de confraternização

O almoço, teve entrada um caldo de mariscos, acompanhado de  paçoca caiçara,  típico da região, após servida uma moqueca de cavala com banana.
Tudo acompanhado por batuques e pontos  de jongo e violão, tudo com vista para o mar de Angra.


Durante o evento, os comensais ouviram a narração da "lenda de Nossa Senhora da Cavala", quando no século XVII, indo uma nau para Itanhaém, contratada para a cabotagem vinda de Portugal, trazia uma belíssima imagem de Nsa. Sra. da Imaculada Conceição encostou no porto de Angra para reabastecer de alimentos, água e outros mantimentos, foi quando a tempestade estranha e repentina que num dia de sol e céu azul se formava, impediu três vezes a viagem...sendo a determinação do capitão em cumprir o contrato na terceira tentativa, punida com mastros quebrados, marujos rezando e chorando, ondas gigantes...quando chegava na Ponta do Acaiá na Ilha Grande, na barra da Baía.


Quando então o capitão já convencido do poder divino voltava para o porto nessa 3° tentativa, milhões de cavalas (Scomberomorus cavalla), pulavam, brincavam e como que comemorando, faziam verdadeira procissão festiva, acompanhando a embarcação.

Artesanato com a cartilagem da cavala

E realmente, na cabeça do peixe, os caiçaras descobriram , num método próprio de limpeza da cartilagem, uma imagem perfeita de uma Virgem Maria, inclusive  com as mãos unidas em oração e a meia lua sob os pés!


A presidente da Associação de matriz afrobrasileira Yalorixá e o talentoso músico, a arqueóloga Vivian que veio do norte fluminense, a ativista e restauradora angrense, mas radicada em Ouro Preto , Lucimar Muniz, Agnes , Maria Célia, Paulo , Klaine e a equipe do IPHARJ .

Moqueca de cavala

Já no Caminho do Caramujo, estrada imperial do século XIX, feita por escravizados com lajes enormes de pedras lavradas e obras de engenharia como túneis de escoamento pluvial (funcionais até hoje!), mas que estava esquecida e nunca pesquisada, redescoberta por Eduardo após 180 anos...e citada desde o século XVIII até pelos viajantes da Missão Austríaca, trazida pela Imperatriz Leopoldina, a comitiva se surpreendeu com a magnitude daquela contrução, que ia das margens do Rio Jurumirim até a antiga Vila de Santo Antônio do Capivary (atual Lídice). Uma obra monumental , de 4m de largura e obras de engenharia vultosas e com muralhas e terraças que alcançam até 8 m de altura!
Há escoamentos pluviais funcionais até hoje, como túneis e escoadouros de pedra lavrada.



Piso feito pelos escravizados

Uma estrada monumental de 4m de largura 


Agradeço a todos os parceiros como Klaine Meira e Paulo da Pau e Pedra e ás Secretárias de Educação, Serviço Público e Cultura, pelo apoio estrutural para a montagem do evento no Convento São Bernardino de Sena (exposição, palestras e oficina de Arqueologia).



Reconstituição : perspectiva arqueológica

Terraça de arrimo da Estrada

Curso pré exposição só com professores



Os dois dias  foram de palestras, filmes e oficina para mais de 600 alunos da rede educacional pública, mais de 50 professores tiveram palestra sobre patrimônio cultural,  e público aberto , oficina de Arqueologia (com tanque de areia para simulação de escavação arqueológica com crianças!) e exposição museal de peças históricas.


O historiador  angrense Carlos Eduardo, caiçara de 250 anos das famílias açoreanas Rosa e Ramos, originárias da Ilha Comprida (Bracuhy) e Ilha da Gipóia, tem ligação pessoal e afetiva com este caminho ancestral, pois seu bisavô, Evergisto, "Seu Gito", era dono de tropa de equinos e muares e fazia essa rota desde finais do o século XIX.

Agradecemos em especial a equipe de voluntários convidados por mim, verdadeiros heróis: a historiadora e caiçara Cristina Perfeito e o filho, o professor Phablo Rodrigues, o amigo esportista Fábio Abraão, a caiçara e pesquisadora Joyce Gomes.

A Prefeitura cumpriu, dando apoio meramente estrutural(era o combinado prévio).

Tentamos fazer o melhor, mesmo com família , afazeres domésticos e com recursos próprios. A logística e a divulgação foi toda feita por nós.

A ancestralidade, a memória e nossa riqueza cultural merecem!

As pesquisas avançam.