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segunda-feira, 4 de março de 2019

VALORIZAÇÃO COMERCIAL DA FARINHA DA TERRA, DE MANDIOCA: TRADIÇÃO AO ALCANCE DE TODOS

FARINHA DE MANDIOCA DA TERRA:PARATY
"Mandioca" origina-se do termo tupi mãdi'ogmandi-ó ou mani-oca, que significa "casa de Mani", sendo Mani a deusa benfazeja dos guaranis que se transforma em mani-oca. "Aipim" origina-se do termo tupi ai'pi. "Maniva" origina-se do termo tupi mani'iwa.

A mandioca, de acordo com a Cosmographie Universelle
de Thevet , 1575.
JÁ TEM UNS MESES QUE NUM FAMOSO SUPERMERCADO DA JAPUIBA , EM ANGRA, ESTÁ SENDO VENDIDO UM PRODUTO REGIONAL DA NOSSA COSTA VERDE.
CONHEÇA O MAQUINÁRIO TRADICIONAL DOS CAIPIRAS E CAIÇARAS...


A farinha feita do tubérculo da mandioca( Mannihot esculenta), conhecida desde os primórdios da presenca humana na América  do Sul, citada como no importante para a mudanca de endereco das Missoespara Piratininga, como fonte de alimentação dos indivíduos,  até pelo jesuíta Padre Jose de Anchieta, em  1554, numa Carta do Quadrimestre ,de maio a setembro enviada a Ignácio de Loiola, em Roma.





Seu feitio tem 5 fases, mas basicamente tem  a casa de farinha é composta de sistema de ralação, sistema de prensagem e forno.
Depois da colheita da raiz, a mandioca é levada direto do campo para a casa de farinha (abreviação: cas'farinha), onde é descascada ou raspada para retirar a pele escura e suja. Em seguida, é triturada ou ralada em pilão ou no ralador (caititu). A mandioca ralada vai caindo em um cocho, sendo depois prensada no tipiti (tipi = espremer e ti = líquido, na língua tupi) para retirar um líquido venenoso chamado manipuera ou manipueira, vulgarmente chamada água-de-mandioca, que é resultante da fermentação, além de prover o enxugamento da massa. Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo.

Tradição brasileira que se espalhou pelo continente!





sábado, 11 de março de 2017

TRILHAS E AMIGOS NA TERRA DA CACHAÇA

TRILHA E AMIGOS NA TERRA DA CACHAÇA

Em dezembro de 2016 o grupo Passeios e Aventuras se reuniu no Restaurante Toca do Sossego, no bairro Corisco, em Paraty-RJ, para nossa confraternização anual.
Foram horas de trilha em dois grupos separados, para o Poço Azul e outros para outra maravilhosa cachoeira.


Bromélias multicolores (Bromeliaceae)

Brotos da Samambaia Gigante Cyathea copelandii

 Orquídeas, pequenas flores rasteiras, insetos azuis e verdes quase florescentes, samambaias gigantes, raízes vermelhas, teias de aranha brilhantes pelo sol e quedas de água ....águas essas que abastecem Paraty.

 É óbvio que eu perdi horas tirando fotos macro de líquens, cogumelos, pássaros...
Leito de seixos brilhantes, formam um ilusão ótica, dourada.

Casa de Farinha de mandioca...e eu posando...

Já o restaurante é cercado de gramado e muitas helicônias e um alpendre tipo deque que emerso na Mata Atlântica, tem vista privilegiada para as corredeiras límpidas!
A Casa de farinha de mandioca funciona até hoje desde tempos coloniais. Típico do Brasil.
Petrechos caiçaras: tacho de torrar



Comemos um delicioso almoço feito pela anfitriã, Dona Isabel...e mais umas ajudantes caiçaras.
Abaixo no mesmo terreno do restaurante, tem uma escadaria de pedra em meio a floresta, de curta distância, que leva a um bicão natural refrescante e a prainha de areia da cachoeira...a água da bica passa por baixo de um pedra enorme e desagua num córrego numa gruta...
Camarão rosa empanado.


Helicônia

 
Terminamos com um belo por do sol, já na rodovia, na van fretada, para Angra.
Foi um encontro á badjeca!!