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segunda-feira, 8 de junho de 2020

SITUAÇÃO DO AQUEDUTO DA ILHA GRANDE, ANGRA DOS REIS-RJ.

Clique, amplie para ler.

♦️ Situação de semi abandono, do famoso aqueduto histórico, na Ilha Grande, Angra dos Reis-RJ.
Era do Presídio federal, anteriormente era do Lazareto.

Um detalhe absurdo: até hoje ele não foi tombado(protegido por lei), nem pelo INEPAC (estadual), nem pelo IPHAN ( federal)e nem por decreto municipal de Angra.


Construído em 1884 a pedido de D. Pedro II, o Aqueduto da Ilha Grande levava água do córrego do Abraão para o antigo posto que recebia imigrantes europeus no final do século XIX, hoje conhecido como ruínas do Lazareto. Construído com óleo de baleia e pedras moldadas pelos escravos, o aqueduto é um dos poucos sítios históricos da ilha que podem ser facilmente visitados. 


A construção tem 125 metros de comprimento e 30 metros de altura, o local hoje é tomado pela floresta e apenas alguns arcos podem ser vistos da trilha.São 26 arcos, numa sequência de 125 metros de extensão. 

O Lazareto:



Construído em 1873 com pedras e óleo de baleia, o aqueduto servia para abastecer de água o Presídio do Lazareto, hoje em ruínas.

Até quando sobreviverá, ninguém sabe...



Obs: parte do texto e fotos(com exceção da foto descritiva, que é nossa):
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=624027878130479&id=100015698163654
http://ilhagrande.org/pagina/aqueduto-ilha-grande


sábado, 27 de outubro de 2018

CAIÇARAS ANTIGOS DA ILHA GRANDE: UM EMOCIONANTE REGISTRO ANTROPOLÓGICO!

A região  da Costa Verde, no Estado do Rio de Janeiro, foi uma das primeiras a serem colonizadas no século  XVI, no sentido europocentrico.

Obs: imagens da internet; livre acesso.


Mas a presença  humana remete (comprovadamente), há  mais de 8 mil anos.
Com vários  ciclos econômicos  e levantes sociais, há  um rico acervo de estórias, "causos" e vivências, principalmente dos antigos caiçaras  ou migrantes de longa data, totalmente "abadjecados" na realidade insular!

São  pescadores, agricultores, pequenos comerciantes de "secos e molhados", funcionários  dos diversos presídios  federais e estaduais que ali funcionaram, etc.

A  Ilha Grande Web TV, é  um canal online no Facebook, que leva denúncias, curiosidades e informações sobre a belíssima  região  tropical da Ilha Grande, em Angra dos Reis-RJ, Brasil.




O Diretor-presidente, Sr.Rodney Dias, ao contrário  de teses universitárias  e estudos acadêmicos   que circulam apenas no meio pseudo-intelectual, faz registros fortuitos e tem divulgação  ampla, popular e mesmo assim, com sensibilidade e aproveitável  como fonte antropológica. 
Abaixo, um registro  que nosso Depto. De Estudos Antropológicos das Comunidades Caiçara, Quilombola e Indígena  aproveitará. 

🏝🚣
CAIÇARAS ANTIGOS DA ILHA GRANDE
🚣🏝

https://www.facebook.com/686456158196715/posts/1126131210895872/

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A VIOLA ANGRENSE: ÚNICA NO MUNDO

A VIOLA ANGRENSE:
UM SÍMBOLO ÚNICO NO MUNDO, ESQUECIDO.

A partir das imigrações de libaneses e turcos nos anos 1930 aprox., fugindo da guerra civil e da perseguição, mas que tomaram terras caiçaras, invadiram igrejas e roubaram o ouro dos altares, defraudaram documentos cartoriais , invadiram vários casarões bicentenários (e depois os transformaram em medonhos cortiços e salas comerciais sem escadas de incêndio, com fiações expostas etc que duram até hoje em pleno centro financeiro de Angra) e depois com a construção da BR-101 e os grandes empreendimentos federais como o estaleiro Verolme e Usinas Nucleares... a dinâmica social, que durou por mais de 450 anos, mudou. 

Os caiçaras foram expulsos/venderam a preços irrisórios suas terras e foram morar nos morros do centro....
Outras tradições e influências como nordestinos, mineiros e paulistas terminaram fragmentando, substituindo, abafando a rica, alegre e milenar (sim, milenar! Veja os sambaquis de 3 mil anos a.C.)... CULTURA  ANGRENSE ORIGINAL.
Baía da Ilha Grande,
Angra dos Reis, um berço de cultura musical.



Esse foi o caso da VIOLA ANGRENSE...CAIÇARA.
Em 1947, o Professor Alceu Maynard de Araújo esteve em Angra, na Ilha Grande.
Escreveu um artigo que foi publicado em fascículos, na Revista Sertaneja de números 4, 5, 6, 7, 8, 9, 13 e 14, de julho de 1958 a maio de de 1959.
Ele relata: "e constatamos que com o falecimento de antigo fabricante das afamadas violas angrenses, não há mais quem as fabrique naquela cidade sul-fluminense. Ficou no entanto, o tipo. "
Ele destaca que o tipo angrense é originário de Angra mas se espalhou por todo o litoral paulista e paranaense.
Um instrumento único e famoso, que ao invés das 5 ou 6 cordas em dupla como a viola caipira(ou "paulista"), tinha apenas 7 cordas e uma oitava, mais curta e fixada no corpo da viola, onde começa o braço,; era a "cantadeira", afixada sua cravelha por um "periquito ou bebê".
O próprio Prof.. Alceu Maynard afirma que a fama da viola "angrense" cresceu porque os caipiras achavam mais fácil comprar em Angra e Paraty do que os caminhos distantes de Guaratinguetá ou o interior de difícil acesso....assim, esse instrumento caiçara se espalhou! É uma afirmação um pouco polêmica, pois a qualidade da viola caiçara fluminense , com suas decorações florais em marchetaria, a sonoridade com a oitava corda (que dava uma infinidade de afinações) e ainda o material de primeira empregado, como madeira de guaiuvira (preferivelmente),jacarandá, canela saçafrás, de fato consagrou nossa viola pelo Brasil.
Sr.Benedito Rosário, da Ilha Grande,
 memória vida dos bailes , chibas e cirandas caiçaras

(Foto Blog cirandeirosilhagrande.blogspot.com)


ANGRA DEVERIA TER NA ENTRADA DA CIDADE DUAS VIOLAS ENORMES, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM FOTOGRAFAR...ASSIM COMO A SARDINHA, TAMBÉM OUTRO SÍMBOLO CULTURAL ANGRENSE...OU EM TAMANHO NATURAL NO CENTRO DA CIDADE, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM COLOCAR O ROSTO E SE FOTOGRAFAR VESTIDO DE SARDINHA...
OU
VIOLEIRO.

Na verdade, Maynard afirma em:

1° Ele deixa claro, os 5 tipos de violas, no compreender dele, predominantes no Brasil: a paulista, a goiana , a cuiabana,a angrense e a nordestina.

Ele erra , ao tentar diluir a importância do nascimento ter sido em Angra dos Reis-RJ, tentando impor a alcunha de "do litoral", pois é claramente uma narrativa nativista regional dele.

2°- Ja na época dele e portanto antes da publicação (1958-59) o interior paulista já estava tomado de violas industrializadas. Ele chama esses centros dispersores de "mecas" do catolicismo(e comercial também); afirma inclusive que , contrariamente a originalidade de Angra dos Reis-RJ (e que portanto essa cidade fluminense influenciou todo o litoral), Iguape e Cananéia tinham grande influência dos costumes do interior do Estado de São Paulo, mas na viola, era a angrense, porque foi a única que ainda (o tipo) mantinha a "cantadeira"(sonoridade agradável).

"Comprovamos o fato da influência geográfica nos usos e costumes serem idênticos aos de Cananéia e Iguape".

3°- Ele cita Angra dos Reis de forma especial afirmando explicitamente que foi lá que, em 1947 , o luthier já havia falecido, ou seja há décadas eram feitas...e que inclusive um contemporâneo do próprio Maynard ainda fazia, ou seja, esse contemporâneo copiava o tipo angrense.

"(...) já nosso conhecido".

A parte de Angra que ele visitou, foi a Ilha Grande.

"(...)em novembro de 1947 estivemos em Angra dos Reis...*ficou no entanto, o tipo"*.

4°- Seguindo o texto de Maynard, e temos de entender a sequência da escrita, ele explicita exatamente a grande influência da viola genial produzida pelos angrenses, não só entre os caiçaras, mas até nos sertões caipiras próximos:

"antigamente, os moradores de Cunha, que levavam dois dias para ir até Guaratinguetá ou Aparecida e apenas um para ir a Parati, no litoral fluminense, adotaram a viola do tipo angrense".

Portanto, o natal da viola angrense foi definitivamente das mãos lusobrasileiras do povo originário ilhéu!

terça-feira, 6 de setembro de 2016


  A REALIDADE DOS CAIÇARAS

OS POVOS TRADICIONAIS NÃO TEM EXPERIÊNCIA COMPARATIVA E NEM CONHECIMENTO DE TÉCNICAS DE AUTOPROTEÇÃO CONTRA ESSA EPIDEMIA DE CRACK E OUTROS ENTORPECENTES. ROUBOS, PEQUENOS FURTOS E AGRESSÕES SÃO CADA VEZ MAIS COMUNS...ATÉ MESMO AS CASAS DOS MORADORES ESTÃO SENDO TOMADAS E INVADIDAS POR GRUPOS. OS EFEITOS DESSAS SUBSTÂNCIAS SÃO DIVERSOS - CANNABIS IN NATURA: EXTINÇÃO DE LIGAÇÕES LÍMBICAS E NEURAL, AGRESSIVIDADE E DEPRESSÃO. COCAÍNA E DERIVADOS:CÂNCERES DIVERSOS, ÚLCERAS E IMPULSIVIDADE. CRACK:VÍCIO IMEDIATO, QUEIMADURAS E INSENSIBILIDADE A EMPATIA. A INÉRCIA DOS GOVERNOS LOCAIS E ESTADUAIS EM OFERECER TRATAMENTO, ALTERNATIVAS AOS JOVENS COMO ESPORTES E SEM INTELIGÊNCIA NO COMBATE AO TRÁFICO ESTÁ CAUSANDO AINDA MAIS AFLIÇÕES A ESSES VILAREJOS OU (AGORA) BAIRROS POPULOSOS...
LOCAIS ESSES, JÁ TÃO DIFICULTOSOS CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, LOTEAMENTOS CLANDESTINOS E ESGOTO JOGADO NOS CURSOS D`ÁGUA.
FESTAS RELIGIOSAS DE CUNHO CATÓLICO, CAMPEONATOS DE CORRIDA DE CANOA-UBÁ, ESCOLARIDADE AUMENTADA E PRÓXIMA DA MORADIA DOS JOVENS E CRIANÇAS...SÃO PEQUENAS AÇÕES QUE UNEM A POPULAÇÃO EM VOLTA DE OBJETIVOS E ESPERANÇAS FUTURAS.