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segunda-feira, 8 de junho de 2020

OS MESTRES DA FOLIA DO DIVINO E DA FOLIA DE REIS EM ANGRA DOS REIS E REGIÃO

🕊️🎻♨️👑🔔
OS MESTRES DE FOLIA

Tradição que vem de raízes lusitanas, mas elementos africanos (instrumentos) e indígenas (sonoridades vocais).


🙏A Sonoridade
Segundo Kilza Setti, em seu livro "Ubatuba nos Cantos das Praias" (pág.181), de doutorado sobre a música, ela identificou a "segunda voz", com algumas variantes nominais, tais como Tipe ou Tripe, que vem do triplus medieval.
É aquela voz aguda, que ouvimos na Folia do Divino, por exemplo.

 
🙏O risco de extinção
Com as seitas pseudo cristãs norte americanizadas, os povoados alegres e festivos, foram demonizando essas tradições de visitação as casas e isolando as pessoas numa religiosidade egoísta, pessoal e intimista.
Assim, pasteurizando tudo e eliminando culturas locais, as comunidades tradicionais, sejam caiçaras (litorâneas) quanto caipiras (interior), foram ficando sem uma conteúdo local, insossas.
Fáceis de manejar politicamente ou até facilitando o tráfico de entorpecentes e depressão.

🙏Ação social:
em praias distantes, só acessíveis por trilhas e canoas...a Folia de Reis, tanto no período pré Natalino e Natalino e em julho, na Festa do Divino, servia não só como permanente elo de fé, mas também para levar notícias de famílias, amigos e da cidade.


Mas ainda insiste a sobreviver em vários bairros e cidades, inclusive com Encontros regionais ou estaduais.

🙏 Tradição angrense e regional
❤️Em Angra dos Reis sempre houve uma profusão de muitos grupos de Folia, tanto de Reis (Natal) quanto do Divino (Pentecostes).




Na foto geral (no início desta postagem), estão reunidos o Mestre Codrato, Mestre Cananéia (pai da nossa vizinha no bairro Praia da Ribeira e amiga Ilma Chateaubriand) e Mestre Hélio, todos caiçaras!


Houve ainda o Mestre Manoel Ramos, capixaba, que viveu e animou muitos anos a Japuiba e arredores. E tantos outros só existindo em registros da memória afetiva...

Viva a Folia de Reis!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

GENTE DE MINHA GENTE:Maria Sebastiana Lúcia de Abreu

🌐⛵🐋
GENTE DE MINHA GENTE
🐋🌐🌎


Ubatuba antiga.(artesã de balaios, cestas e tipitis).
Dona Maria Sebastiana Lúcia de Abreu, com todo respeito "Sebastiana Arrepiada".
Curiosidades...
Na camisa o nome "UBATUBA".*

*Texto desta publicação  de Charles de Ubatuba

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A TRADIÇÃO DO "ESPIA" CAIÇARA DAS TAINHAS

🏛
BRINCANDO COM A HISTÓRIA
🏛

🛳CULTURA CAIÇARA:
PERSONAGENS REAIS🛳

🐚🐟O ESPIA DAS TAINHAS(Mugil brasiliensis)🐚🐟

Nessa época a tainha chegava formando grandes cardumes fugindo
das águas frias do sul.
As redes eram especiais para esse tipo de peixe.
Os pescadores que possuíam esse tipo de rede, com malhas maiores e altura suficiente para chegar ao ponto mais profundo, se reuniam, convocavam seus ajudantes, denominados “camaradas” para cada um ocupar a sua posição de trabalho. Eram necessárias cinco ou mais redes que eram emendadas (alinhavadas) para completar toda a extensão, saindo da praia, dando a volta por fora do cardume e voltando a praia, sem deixar espaço vago para o peixe não fugir. Era preciso mais de mil braças de redes.

🐟🐚E CHEGA A HORA...
Para localizar o cardume e saber quando estava no “lanço” (ponto exato para o início do lançamento das redes), eram escolhidos experientes pescadores chamados de “espias”, que de acordo com a quantidade de tainha que pulava, calculavam a quantidade de peixe que estava no cardume. Eles se posicionavam no mar e os de terra aguardavam o sinal que ele dava com o chapéu, avisando que o cardume estava no ponto de cercar.
🐚Tocavam o "buzo" (búzio/Strombus goliath), e o som sagrado da sobrevivência  tomava a praia , alarmando o vilarejo e os recantos...era o sinal!!






🐚🐟MEMÓRIA  DOS ESPIAS
Os espias que se destacavam eram: Candinho Manduca no Perequê-Açú, Constantino Duarte no Itaguá, Constantino Eugenio nas Toninhas, João Vitório na Enseada. Os grandes pescadores que possuíam redes para esse tipo de pesca eram: Antonio Athanásio da Silva, Alfredo Vieira, Didito e Neném da Luz na praia da cidade, Brazinho no Itaguá, João Glorioso no Saco da Ribeira e João Vitório na Enseada.Na Ilha Grande, a família  Tenorio  da Praia do Aventureiro atuava nesse mister: até  hoje tem a Pedra da Espia, naquela vila.

🐚🐟UMA AÇÃO  COMUNITÁRIA, INCLUSIVE CRIANÇAS  E MULHERES
 Quando o espia dava o sinal com o chapéu, os que aguardavam lançavam as canoas ao mar. Tudo era muito rápido porque as tainhas eram muito espertas e fugiam do lanço. Contornando toda a rede, dezenas de canoas permaneciam junto ao cabo da bóia, aguardando as tainhas que quando sesentiam cercadas, saltavam para fugir do cerco e caíam nas canoas. Cada canoa possuía uma rede protetora vertical destinada a impedir que a tainha pulasse por cima da canoa e conseguisse fugir. Eles eram chamados de “aparadores”.

Ouça o som ancestral!


Na praia, os camaradas puxavam a rede em ritmo cadenciado e lentamente o lanço chegava ao fim. A expectativa da multidão que se reunia na praia era igual a dos camaradas que faziam previsões otimistas do resultado daquele lanço. Quando toda a rede chegava à praia os camaradas preparavam o monte de tainha para começar a divisão.

https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://www.pesca.sp.gov.br/serreltec_28.pdf&ved=2ahUKEwjg1dHbkp7eAhXCposKHaE4BqcQFjANegQICBAB&sqi=2&usg=AOvVaw2eLHSh2dMtvTa3CXPgGqRj

Os aparadores aguardavam nas suas canoas, para entregar aos donos das redes um terço do que conseguiram aparar. O resultado total do lanço era dividido entre os donos das redes, chamado de “quinhão”. Cada dono começava a divisão entre os seus camaradas. Primeiro era separado o quinhão do santo, denominado de “tara”.



🐚🐟 A FARTURA É  PARA TODOS
Em cada 100 tainhas era separada a mais bonita e maior que era vendida por um preço melhor e com o dinheiro faziam uma festa, em cada praia, ao fim de cada temporada de pesca. Um terço era separado para o dono da rede, denominado de “mestre”.
Hoje, esse conhecimento ancestral desse mestre dos mares e o belo sentimento de comunidade...se perderam...

🎥Foto: Agnes, 22/10/18

Fonte :   Espia / Nelson Werneck Sodré in Tipos e Aspectos do Brasil. - Departamento de Documentação e Divulgação Geográfica e Cartográfica / Instituto Brasileiro de Geografia / Fundação IBGE. - Rio de Janeiro, 1970

terça-feira, 6 de setembro de 2016


  A REALIDADE DOS CAIÇARAS

OS POVOS TRADICIONAIS NÃO TEM EXPERIÊNCIA COMPARATIVA E NEM CONHECIMENTO DE TÉCNICAS DE AUTOPROTEÇÃO CONTRA ESSA EPIDEMIA DE CRACK E OUTROS ENTORPECENTES. ROUBOS, PEQUENOS FURTOS E AGRESSÕES SÃO CADA VEZ MAIS COMUNS...ATÉ MESMO AS CASAS DOS MORADORES ESTÃO SENDO TOMADAS E INVADIDAS POR GRUPOS. OS EFEITOS DESSAS SUBSTÂNCIAS SÃO DIVERSOS - CANNABIS IN NATURA: EXTINÇÃO DE LIGAÇÕES LÍMBICAS E NEURAL, AGRESSIVIDADE E DEPRESSÃO. COCAÍNA E DERIVADOS:CÂNCERES DIVERSOS, ÚLCERAS E IMPULSIVIDADE. CRACK:VÍCIO IMEDIATO, QUEIMADURAS E INSENSIBILIDADE A EMPATIA. A INÉRCIA DOS GOVERNOS LOCAIS E ESTADUAIS EM OFERECER TRATAMENTO, ALTERNATIVAS AOS JOVENS COMO ESPORTES E SEM INTELIGÊNCIA NO COMBATE AO TRÁFICO ESTÁ CAUSANDO AINDA MAIS AFLIÇÕES A ESSES VILAREJOS OU (AGORA) BAIRROS POPULOSOS...
LOCAIS ESSES, JÁ TÃO DIFICULTOSOS CONTRA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, LOTEAMENTOS CLANDESTINOS E ESGOTO JOGADO NOS CURSOS D`ÁGUA.
FESTAS RELIGIOSAS DE CUNHO CATÓLICO, CAMPEONATOS DE CORRIDA DE CANOA-UBÁ, ESCOLARIDADE AUMENTADA E PRÓXIMA DA MORADIA DOS JOVENS E CRIANÇAS...SÃO PEQUENAS AÇÕES QUE UNEM A POPULAÇÃO EM VOLTA DE OBJETIVOS E ESPERANÇAS FUTURAS.