Mostrando postagens com marcador CATERETÊ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CATERETÊ. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de outubro de 2018

REUNIÃO ORDINÁRIA MENSAL DO IPHAR:OUTUBRO, COM A DANÇA DO CARANGUEJO!

🏛🍺⛵📚
REUNIÃO MENSAL
📚⛵🍺🏛


A nossa querida Reunião  Ordinária  Mensal de Outubro (c/ antecedência), transcorreu de forma maravilhosa. Começando com o tradicional toque do maraká e a leitura de duas parábolas  , do IPHAR em http://causasecausosangradosreis.blogspot.com/2018/04/parabola-angrense-o-burro-e-onca.html?m=1 e de La Fontaine.


Além  dos trâmites comuns e andamentos dos projetos, a Assembléia  ali reunida tomou decisões  importantes  para o bom andamento do Instituto: exclusão  de um membro com aplicação  do Estatuto e o Regimento Interno por descumprimento  das normas escritas e decisões  coletivas , vamos votar online a data para uma Expedição  ao Caminho do Caramujo e ainda nova eleição  para o novo Vice -Presidente.

No Intervalo fomos inebriados por caipirinhas e uma feijoada na panela de barro. Maria Célia  e seus dotes!







Os Estudos foram profícuos! Arquitetura colonial de coberturas e telhados e a dança  da Ciranda caiçara, do Caranguejo, especificamente da Ilha Grande.
Como marketing fidelizador, a Presidência  distribuiu mimos como refrescante e saudável  doce carmonia e um livro de Raul Pompeia, escritor reconhecido nacionalmente.

Terminamos com a mini oficina prática  da dança  Caranguejo, típica  do nosso povo angrense e ilhéu, que estamos resgatando e reproduzindo nossa cultura antropologicamente .
Muita alegria e conhecimento. Troca de alteridades!!
Arrelá !

quinta-feira, 17 de maio de 2018

FESTA DA CAIÇARIEDADE NUMA PRAIA DE PARATY


 Festa da Santa Cruz, praia de Tarituba, Paraty: resistência caiçara!

Nascida com base indígena, influência européia e nuances de africanidade...a Comunidade tradicional de Tarituba, em Paraty rememora seus valores  e reativa sua dialética temporal!
O povo taritubano, resiliente, renova seus laços familiares e de compadrio, mesmo num mundo de gigabytes, megapixels e desamor.

☩História e Herança Jesuíta
 Dia da Invenção de Santa Cruz é o dia 3 de maio.
A data regista a descoberta da Cruz de Cristo, a Vera Cruz, em 326, por Santa Helena e ainda a recuperação da mesma Cruz em 628 por Heráclio, que a reconquistou aos persas e a levou às costas para Jerusalém, tendo a entregue ao patriarca Zacarias, no dia 3 de maio de 630. A data recebeu a designação de Dia da Invenção da Santa Cruz, sendo celebrada na Gália a 3 de maio.
A cruz de Tarituba é secular...
É uma herança ibérica e dos padres da Companhia de Jesus(jesuítas).

⛵🐋🦀
A MAGIA E O COLETIVO CAIÇARA RESISTE...

Realmente um sentimento de pertença e de ancestralidade!!
Como disse a minha "mãe" de Tarituba, Silma :"Com esses cânticos não dá pra segurar a lágrima, lembro do Wado, mamãe, papai...".

Lágrimas do amor caiçara, só entende que entra no ritmo das ondas.

Carlos Eduardo
Presidente do IPHAR
Tarituba, 5 de maio de 2018
❤Com Maria e Agnes







quinta-feira, 16 de março de 2017

ESTUDOS DE INDUMENTÁRIA:VESTIMENTAS DO POVO CAIÇARA - TRAJES MASCULINOS


 
Foto: cesto de tipiti com tamancos,
na sede dos Grupo Folclórico de Tarituba,

em Paraty.Foto:Minha, 2015
Típico calçado de matéria natural:
tamanquinho  caiçara
Pescador de Ubatuba; seus trajes nessa foto fortuita,
 comprovam o padrão básico de vestimenta.
 


A calça: O traje típico do profissional do mar, ainda que pescador artesanal - nos moldes do linguajar jurídico brasileiro - e do morador praiano, da cultura caiçara, era a calça até o joelho ou canela, para não molhar na saída/embarque das canoas ou na pesca a beira mar.

As calças eram de tecido grosso, como brim e tinham um cinto de corda trançada ou de couro.

Por que não usavam bermuda??

Alguns até usavam, mas a maioria, católica e no âmbito de um ethos próprio e temporal, se cobria com mais pudor.

A camisa era de tecido mais fino, de algodão cru ou até de casimira. Era usada dobrada, até o antebraço.Só nas missas e festas , se usava fechada nos punhos.
O lenço:O lenço era de tecidos diversos, mas o mais comum eram panos rústicos , que tivessem absorção. Era multiuso, como secar o suor, servia como guardanapo e até estancava  sangue de algum pequeno corte.

O chapéu de palha, era a proteção FPS do povo antigo, contra os raios ultravioletas.

Lembro do meu avô Tonico, com 93 anos, sem uma ruga e olha que era loiro de olhos verdes!
Hoje o tamanquinho é feito com fitas mais modernas, de tecidos sintèticos,
mais confortáveis, mas ainda com solado de madeira.

Os povos colonizadores fronteiriços á grande Mata Atlântica caputera, ou seja, mata escura, se adaptaram ao viver na fronteira entre as ondas e o interior regional, onde viviam e tinham relações esporádicas, mas comuns, com os caipiras.
São mestres de resistência!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ATAQUE A CULTURA CAIÇARA: MESTRE CIRANDEIRO DE PARATY-RJ SOFRE ACHAQUE

ATAQUE A CULTURA CAIÇARA:
MESTRE CIRANDEIRO DE PARATY-RJ SOFRE ACHAQUE


Em denúncia feita na mídia social, Facebook.com, na página Cirandeiro Paraty, o cantor popular, caiçara legítimo e antigo, cirandeiro e de miudezas como Caranguejo, Cateretê, Sr. Verino de Barros diz que sofreu expulsão de logradouro público por estar simplesmente divulgando a cultura tradicional de seu povo caiçara e ilhéu.
No filme ( veja o link) ele comenta  no seu modo simples, que um tal de Luciano, da Guarda Municipal o expulsou e que se sentiu até mal de saúde.
Foto da página do Facebook

Trata-se de liderança cultural e um dos últimos representantes dos fazeres e misteres de ponto de improviso, na musicalidade litorânea fluminense.
É um senhor já com idade avançada e que alegra as noites da Praça da Matriz e comunidades paratienses em quermesses e festividades.
É memória viva de pessoas, fatos e acervo musical e coreográfico.

Obs:Texto abaixo se encontra em 

Tradição de pai para filho
A parceria entre Verino de Barros e Benedito Alves de Souza é antiga. Seus pais, Manuel Pedro de Barros e Antonio Alves de Souza já faziam duetos de viola nos bailes do Rio dos Meros, em um tempo em que a dupla de violas era a base musical da ciranda. Antigamente não havia tanta variedade de instrumentos, como conta Seu Dito:
“Naquele tempo era duas violas, no chiba sempre tocava mais duas violas, e depois o cavaquinho. E o adufo, como chamava naquela época.”
Filhos de violeiros, Verino e Dito não herdaram a tradição das dez cordas. Na roça aprenderam a tocar os instrumentos de percussão da ciranda: Dito no adufo e no pandeiro, Verino na timba e na caixa. Mas Seu Verino, depois de migrar para a cidade, acabou se rendendo à vocação familiar para as cordas e especializou-se no bandolim.
Os bailes no Rio dos Meros
Verino e Dito guardam vivas as lembranças de bailes antológicos nas casas dos Marianos, de Benedito Maneco, de Benedito Teófilo e do próprio Manuel Pedro. Eram bailes que varavam a madrugada e terminavam com o sol a pino no dia seguinte. Boas também são as recordações das domingueiras, que Seu Verino explica:

Domingueira é dançar de dia como se fosse à noite. Então as damas iam embora, almoçavam e dormiam, e de tarde voltavam novamente. Ia até umas sete horas da noite. Era aquela alegria, aquela animação.”

Para chegar aos bailes, que sempre iniciavam com o chiba, o caminho era feito a pé, por chão batido e trilhas no mato. A satisfação do baile valia todo o esforço, inclusive o de tocar a noite inteira só pelo café.
UMA CULTURA ALEGRE, RICA E QUE DEVE SER PROTEGIDA E DIVULGADA!



E VIVA A CULTURA CAIÇARA FLUMINENSE:PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL!

E VIVA A CULTURA 
ALEGRE 
DOS CAIÇARAS!!!

Ciranda da Praia de Tarituba, em Paraty-RJ



Dança do Arara:"óia o arara"

Grupo Os Caiçaras

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A VIOLA ANGRENSE: ÚNICA NO MUNDO

A VIOLA ANGRENSE:
UM SÍMBOLO ÚNICO NO MUNDO, ESQUECIDO.

A partir das imigrações de libaneses e turcos nos anos 1930 aprox., fugindo da guerra civil e da perseguição, mas que tomaram terras caiçaras, invadiram igrejas e roubaram o ouro dos altares, defraudaram documentos cartoriais , invadiram vários casarões bicentenários (e depois os transformaram em medonhos cortiços e salas comerciais sem escadas de incêndio, com fiações expostas etc que duram até hoje em pleno centro financeiro de Angra) e depois com a construção da BR-101 e os grandes empreendimentos federais como o estaleiro Verolme e Usinas Nucleares... a dinâmica social, que durou por mais de 450 anos, mudou. 

Os caiçaras foram expulsos/venderam a preços irrisórios suas terras e foram morar nos morros do centro....
Outras tradições e influências como nordestinos, mineiros e paulistas terminaram fragmentando, substituindo, abafando a rica, alegre e milenar (sim, milenar! Veja os sambaquis de 3 mil anos a.C.)... CULTURA  ANGRENSE ORIGINAL.
Baía da Ilha Grande,
Angra dos Reis, um berço de cultura musical.



Esse foi o caso da VIOLA ANGRENSE...CAIÇARA.
Em 1947, o Professor Alceu Maynard de Araújo esteve em Angra, na Ilha Grande.
Escreveu um artigo que foi publicado em fascículos, na Revista Sertaneja de números 4, 5, 6, 7, 8, 9, 13 e 14, de julho de 1958 a maio de de 1959.
Ele relata: "e constatamos que com o falecimento de antigo fabricante das afamadas violas angrenses, não há mais quem as fabrique naquela cidade sul-fluminense. Ficou no entanto, o tipo. "
Ele destaca que o tipo angrense é originário de Angra mas se espalhou por todo o litoral paulista e paranaense.
Um instrumento único e famoso, que ao invés das 5 ou 6 cordas em dupla como a viola caipira(ou "paulista"), tinha apenas 7 cordas e uma oitava, mais curta e fixada no corpo da viola, onde começa o braço,; era a "cantadeira", afixada sua cravelha por um "periquito ou bebê".
O próprio Prof.. Alceu Maynard afirma que a fama da viola "angrense" cresceu porque os caipiras achavam mais fácil comprar em Angra e Paraty do que os caminhos distantes de Guaratinguetá ou o interior de difícil acesso....assim, esse instrumento caiçara se espalhou! É uma afirmação um pouco polêmica, pois a qualidade da viola caiçara fluminense , com suas decorações florais em marchetaria, a sonoridade com a oitava corda (que dava uma infinidade de afinações) e ainda o material de primeira empregado, como madeira de guaiuvira (preferivelmente),jacarandá, canela saçafrás, de fato consagrou nossa viola pelo Brasil.
Sr.Benedito Rosário, da Ilha Grande,
 memória vida dos bailes , chibas e cirandas caiçaras

(Foto Blog cirandeirosilhagrande.blogspot.com)


ANGRA DEVERIA TER NA ENTRADA DA CIDADE DUAS VIOLAS ENORMES, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM FOTOGRAFAR...ASSIM COMO A SARDINHA, TAMBÉM OUTRO SÍMBOLO CULTURAL ANGRENSE...OU EM TAMANHO NATURAL NO CENTRO DA CIDADE, ONDE AS PESSOAS PUDESSEM COLOCAR O ROSTO E SE FOTOGRAFAR VESTIDO DE SARDINHA...
OU
VIOLEIRO.

Na verdade, Maynard afirma em:

1° Ele deixa claro, os 5 tipos de violas, no compreender dele, predominantes no Brasil: a paulista, a goiana , a cuiabana,a angrense e a nordestina.

Ele erra , ao tentar diluir a importância do nascimento ter sido em Angra dos Reis-RJ, tentando impor a alcunha de "do litoral", pois é claramente uma narrativa nativista regional dele.

2°- Ja na época dele e portanto antes da publicação (1958-59) o interior paulista já estava tomado de violas industrializadas. Ele chama esses centros dispersores de "mecas" do catolicismo(e comercial também); afirma inclusive que , contrariamente a originalidade de Angra dos Reis-RJ (e que portanto essa cidade fluminense influenciou todo o litoral), Iguape e Cananéia tinham grande influência dos costumes do interior do Estado de São Paulo, mas na viola, era a angrense, porque foi a única que ainda (o tipo) mantinha a "cantadeira"(sonoridade agradável).

"Comprovamos o fato da influência geográfica nos usos e costumes serem idênticos aos de Cananéia e Iguape".

3°- Ele cita Angra dos Reis de forma especial afirmando explicitamente que foi lá que, em 1947 , o luthier já havia falecido, ou seja há décadas eram feitas...e que inclusive um contemporâneo do próprio Maynard ainda fazia, ou seja, esse contemporâneo copiava o tipo angrense.

"(...) já nosso conhecido".

A parte de Angra que ele visitou, foi a Ilha Grande.

"(...)em novembro de 1947 estivemos em Angra dos Reis...*ficou no entanto, o tipo"*.

4°- Seguindo o texto de Maynard, e temos de entender a sequência da escrita, ele explicita exatamente a grande influência da viola genial produzida pelos angrenses, não só entre os caiçaras, mas até nos sertões caipiras próximos:

"antigamente, os moradores de Cunha, que levavam dois dias para ir até Guaratinguetá ou Aparecida e apenas um para ir a Parati, no litoral fluminense, adotaram a viola do tipo angrense".

Portanto, o natal da viola angrense foi definitivamente das mãos lusobrasileiras do povo originário ilhéu!

domingo, 13 de março de 2016

CIRANDA DE TARITUBA, PARATY, BRASIL

A CIRANDA E AS "MIUDEZAS"
Folguedo popular, hoje raro, ainda é preservado por pequenas comunidades ou grupos em Paraty, Rio de Janeiro.
De origem e mistura do século XVII, XVIII e XIX, das danças portuguesas, da quadrille francesa e ainda rodas tipicamente indígenas.
Não se deve confundir o fandango paulista/paranaense com a ciranda paratiense/angrense (esta, hoje extinta).
É a Chiba a dança principal e as chamadas "miudezas", como a Cana Verde, Caranguejo, etc.
Era o lazer dos escravos, pescadores e caboclos nas noites de lua clara e estrelas!!


domingo, 6 de dezembro de 2015

VISITA A DONA JUDITE E MEUS AMIGOS DA PRAIA DE TARITUBA, PARATY.

Hoje(01/12/15) eu e minha esposa fomos entregar um presente a nossos queridos da casa dos Bulhões e aproveitamos para prosear e passear.
D.Judite está convalescente e batemos um papo alegre com Sibélia, Silma, Pardinho, Batista e conhecemos o filho do Batista, um garotinho esperto e feliz!

Após passeio e conversa com um pescador...fomos recebidos com um cuscuz de farinha de milho e uma paçoca caiçara de banana-ouro...uma delícia!
Caixa Acústica natural:concha marinha


Bromélia, natural da Mata Atlântica

Cuscuz caiçara de farinha de milho.Fomos servidos!

Cosntrução típica praieira:telhado ou jardim?

Ilha da Lajinha, em Tarituba, Paraty

Riacho de canto de praia;típico de estuário.

Pintura da natureza, em Tarituba!!

UMA TARDE SERENA, BUCÓLICA E QUE VALEU POR 5 DIAS DE FÉRIAS!!!

domingo, 29 de novembro de 2015

REINAUGURAÇÃO DO CENTRO DE REFERÊNCIA DA CIRANDA NA PRAIA DE TARYTUBA, EM PARATY

BANANA-DA -TERRA 


CIRANDEIROS, PARDINHO(DE BRANCO/TARYTUBA).


REINAUGURAÇÃO DA SEDE DA CIRANDA DE TARYTUBA (PARATY).
Dia de festa e confraternização à moda caiçara.
Hoje fomos prestigiar a entrega da sede da Ass. Folclórica de Tarytuba, após 10 anos de fechamento e litígio com uma suposta (improvável) dona (espólio de herança) das terras.Com a presença do prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé.Houve ciranda, dança, xiba e comes e bebes.Muita alegria.Agora é se organizar, se unir e manter o espaço. Parabéns a todos:poder público oficial e povo!
Como disse Pardinho, que é da família Bulhões:"Tiramos tijolo do muro e construímos um ponte".


VISÃO DO VILAREJO E DA PRAIA DE TARYTUBA

SIBÉLIA, MORADORA E CAIÇARA, D
O XIBA.

BEIJU OU BIJU, TÍPICO ALIMENTO.