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sexta-feira, 5 de julho de 2019

ROM- JUNHO: Causos caiçaras, estudo sobre o adufe e expedição futura

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 REUNIÃO ORD. MENSAL DE JUNHO
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💠A R.O.M-JUNHO do nosso grupo cultural ocorreu de forma amistosa e produtiva.
Conforme tradição regimental, iniciamos com a Palavra de incentivo do Presidente e a abertura com o toque do M'araka.



Lemos um trecho do livro do austríaco  Johann Baptist Emanuel Pohl, que dentro das visitas de botânicos, artistas,
médicos, engenheiros, músicos, etc que a Imperatriz Leopoldina trouxe ao Brasil, ele também esteve passando e estudando Vila de Santo Antônio de Capivari(Lídice), Serra D'água, Angra, Mangaratiba e Itaguaí em 1821.

💠Conversamos sobre os andamentos internos e notícias gerais.

💠Após, cada Diretor e Membros passaram os informes dos Departamentos e projetos.

💠Tivemos então as Votações de datas de Expedições externas(visitas a lugares históricos e sítios arqueológicos), Reunião de julho e outros andamentos.

💠Na parte dos Testemunhos e Causos caiçaras, nos encantamos com as lendas dos "Patinhos de Ouro do Pico do Frade" e também um causo da Gipóia, do livro "Histórias e Estórias da Gipóia, Luís Rosa", de Dilo Guasque, o relato
 " Meteolhologia", que demonstra a sabedoria caiçara e sua relação com o ambiente natural.


💠Após o intervalo , com lanche e cafezinho, fomos aos Estudos, onde trocamos conhecimentos e vimos além de trechos de filmes, os dois estudos sobre a o instrumento de percussão"O Adufe ou adufo", de origem portuguesa mas adaptado a musicalidade dos povos caiçaras e o documento  "Influência da América espanhola em Angra dos Reis"- Estudo de Caso", inédito, produzido por nós e  demonstra que houve presença de oficinas artesãs bolivianas e peruanas no  século XVIII, na região da Costa Verde.


Terminamos num clima de satisfação e troca de sentimentos de alteridade.

💠Quem perde , deixa passar a oportunidade de um dia diferente , culto saudável e alegre.

Agradeço a todos!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

FESTA DA CAIÇARIEDADE NUMA PRAIA DE PARATY


 Festa da Santa Cruz, praia de Tarituba, Paraty: resistência caiçara!

Nascida com base indígena, influência européia e nuances de africanidade...a Comunidade tradicional de Tarituba, em Paraty rememora seus valores  e reativa sua dialética temporal!
O povo taritubano, resiliente, renova seus laços familiares e de compadrio, mesmo num mundo de gigabytes, megapixels e desamor.

☩História e Herança Jesuíta
 Dia da Invenção de Santa Cruz é o dia 3 de maio.
A data regista a descoberta da Cruz de Cristo, a Vera Cruz, em 326, por Santa Helena e ainda a recuperação da mesma Cruz em 628 por Heráclio, que a reconquistou aos persas e a levou às costas para Jerusalém, tendo a entregue ao patriarca Zacarias, no dia 3 de maio de 630. A data recebeu a designação de Dia da Invenção da Santa Cruz, sendo celebrada na Gália a 3 de maio.
A cruz de Tarituba é secular...
É uma herança ibérica e dos padres da Companhia de Jesus(jesuítas).

⛵🐋🦀
A MAGIA E O COLETIVO CAIÇARA RESISTE...

Realmente um sentimento de pertença e de ancestralidade!!
Como disse a minha "mãe" de Tarituba, Silma :"Com esses cânticos não dá pra segurar a lágrima, lembro do Wado, mamãe, papai...".

Lágrimas do amor caiçara, só entende que entra no ritmo das ondas.

Carlos Eduardo
Presidente do IPHAR
Tarituba, 5 de maio de 2018
❤Com Maria e Agnes







segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ATAQUE A CULTURA CAIÇARA: MESTRE CIRANDEIRO DE PARATY-RJ SOFRE ACHAQUE

ATAQUE A CULTURA CAIÇARA:
MESTRE CIRANDEIRO DE PARATY-RJ SOFRE ACHAQUE


Em denúncia feita na mídia social, Facebook.com, na página Cirandeiro Paraty, o cantor popular, caiçara legítimo e antigo, cirandeiro e de miudezas como Caranguejo, Cateretê, Sr. Verino de Barros diz que sofreu expulsão de logradouro público por estar simplesmente divulgando a cultura tradicional de seu povo caiçara e ilhéu.
No filme ( veja o link) ele comenta  no seu modo simples, que um tal de Luciano, da Guarda Municipal o expulsou e que se sentiu até mal de saúde.
Foto da página do Facebook

Trata-se de liderança cultural e um dos últimos representantes dos fazeres e misteres de ponto de improviso, na musicalidade litorânea fluminense.
É um senhor já com idade avançada e que alegra as noites da Praça da Matriz e comunidades paratienses em quermesses e festividades.
É memória viva de pessoas, fatos e acervo musical e coreográfico.

Obs:Texto abaixo se encontra em 

Tradição de pai para filho
A parceria entre Verino de Barros e Benedito Alves de Souza é antiga. Seus pais, Manuel Pedro de Barros e Antonio Alves de Souza já faziam duetos de viola nos bailes do Rio dos Meros, em um tempo em que a dupla de violas era a base musical da ciranda. Antigamente não havia tanta variedade de instrumentos, como conta Seu Dito:
“Naquele tempo era duas violas, no chiba sempre tocava mais duas violas, e depois o cavaquinho. E o adufo, como chamava naquela época.”
Filhos de violeiros, Verino e Dito não herdaram a tradição das dez cordas. Na roça aprenderam a tocar os instrumentos de percussão da ciranda: Dito no adufo e no pandeiro, Verino na timba e na caixa. Mas Seu Verino, depois de migrar para a cidade, acabou se rendendo à vocação familiar para as cordas e especializou-se no bandolim.
Os bailes no Rio dos Meros
Verino e Dito guardam vivas as lembranças de bailes antológicos nas casas dos Marianos, de Benedito Maneco, de Benedito Teófilo e do próprio Manuel Pedro. Eram bailes que varavam a madrugada e terminavam com o sol a pino no dia seguinte. Boas também são as recordações das domingueiras, que Seu Verino explica:

Domingueira é dançar de dia como se fosse à noite. Então as damas iam embora, almoçavam e dormiam, e de tarde voltavam novamente. Ia até umas sete horas da noite. Era aquela alegria, aquela animação.”

Para chegar aos bailes, que sempre iniciavam com o chiba, o caminho era feito a pé, por chão batido e trilhas no mato. A satisfação do baile valia todo o esforço, inclusive o de tocar a noite inteira só pelo café.
UMA CULTURA ALEGRE, RICA E QUE DEVE SER PROTEGIDA E DIVULGADA!



E VIVA A CULTURA CAIÇARA FLUMINENSE:PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL!

E VIVA A CULTURA 
ALEGRE 
DOS CAIÇARAS!!!

Ciranda da Praia de Tarituba, em Paraty-RJ



Dança do Arara:"óia o arara"

Grupo Os Caiçaras