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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

🌐🌐ROM-FEV🌐🌐 REUNIÃO ORDINÁRIA MENSAL

🌐🌐ROM-FEV🌐🌐
Hoje foi nossa Reunião do mês.
A primeira do ano.

Transcorreu como de costume: alegre, tranquila e cultural, em nossa sede na Praia da Ribeira, Angra. Essa ROM foi para quitar a trimestral idade Dez-Jan-Fev..



Tivemos a festa presença de uma visitante, que, quem sabe, será mais um elo nessa corrente de erudição, resgate cultural e amizade produtiva.

Passamos às notícias, depois aos andamentos dos Departamentos e o Intervalo.




Fomos aos Causos e Testemunhos, onde lemos do livro clássico sobre a luta dos povos caiçaras,  Genocídio dos  Caiçaras, o caso "da Pranteada Senhora", caso verídico que ocorreu na região entre Praia da Guariba e Praia do Sítio, próximo ao bairro Frade, em Angra, nós anos 1980, onde narra que uma advogada carioca, fingindo querer auxiliar os caiçaras, na verdade queria dar o golpe e tomar suas terras ancestrais...algum paralelo com a realidade atual, inclusive envolvendo juiz, grileiros e até falsos espólios com fraudes de cartórios?


Passamos ao Estudo: A volumetria do casarão de Mambucaba.
No estudo, conhecemos a suntuosidade daquele patrimônio edificado, sua arquitetura e importância para a região; infelizmente abandonado.

Encerramos com um clima de congraçamento e gratidão por uma tarde tão agradável.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O CHAFARIZ INVISÍVEL, O PATRIMÔNIO SOFREDOR

🔴🔴🔴🔴
 PATRIMÔNIO URGENTE

⛲🖤Chafariz da Saudade, de 1863, comemorativo a visita de Dom Pedro II, foi pichado.
O mais incrível, é que nas redes online, teve gente apoiando o ataque, dizendo "eu nem sabia que ali tinha água", outros idiotas, verdadeiros analfabetos funcionais, "minha opinião é que não é pichação, é um informativo", ou seja, como se qualquer pessoa pudesse escrever, colar propaganda ou simplesmente arrancar pedaços de  patrimônio público e levar pra casa...


É a mesma doença social que vai desde daqueles que arrancam flores de praças até os agentes públicos que roubam bilhões.

Veja a o Código Penal:

"Dano
Art. 163 – Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Dano qualificado

Parágrafo único – Se o crime é cometido:
I – com violência à pessoa ou grave ameaça;
II – com emprego de substância inflamável ou explosiva, se o fato não constitui crime mais grave
III – contra o patrimônio da União, de Estado, do Distrito Federal, de Município ou de autarquia, fundação pública, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviços públicos;                 (Redação dada pela Lei nº 13.531, de 2017)
IV – por motivo egoístico ou com prejuízo considerável para a vítima:
Pena – detenção, de seis meses a três anos, e multa, além da pena correspondente à violência."

Um monumento de rocha, com torneiras de bronze, encimado por delicada peça de louça, mas sem visibilidade, ignorado.

Carlos Eduardo
Presidente do IPHAR
Prof. Lic. Hs.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

💠⚜️MOSAICOS DA FÉ:CONHECENDO O CONVENTO DA ORDEM DO MONTE CARMELO, POR SEUS LADRILHOS CENTENÁRIOS-003💠⚜️

💠1-História:
Fundado ainda no século XVI, em 1593, esta casa religiosa, dos seguidores da espiritualidade monacal dos profetas bíblicos Elizeu e Elias, mas o estilo da fachada, com encimada por elementos decorativos com volutas e coruchéus atual vem do século XVIII.


💠2- Caracterização:
Seus grafismos multicolores geometrizados formam figuras abstratas, com jogos de peças básicas equiláteras medindo aprox. 20 cm que em fins do século XIX e início do século XX, sobrepuseram-se aos epitáfios tumulares que por séculos estiveram presentes em tábuas corridas.


Sua importância para a história brasileira e para a formação da psique coletiva foi consagrada com seu tombamento legal em 1944 pelo IPHAN e a Capela da Ordem Terceira em 1950.





💠 3- Descrição:


🔹 Descritivo/estilo:
As peças cerâmicas que formam os desenhos no piso possuem formas com idéias barrocas, no sentido de fitas,entrelaçadas,estrelas cruciformes e volutas estilizadas. 

🔹 Composição material: 
Póde mármore,argila branca e minerais.

🔹 Período: Início do século  XX.

💠 4-Análise espacial:
A localização nesse presente estudo, está após o arco-cruzeiro, elemento arquitetônico que até o século XIX, fazia a separação entre a Assembléia dos fiéis e os membros eclesiásticos. É a Capela-mor. No caso, é o adro que conhecemos como Cátedra da comunidade religiosa (A, D e C) e a área da Mesa Eucarística ou sacrificial, aos pés do altar-mor.(B e E).

A- 
Recheio macro do grupo de piso  pictórico, do salão.



B- 
Detalhes do recheio da figura  cruciforme do conjunto. Adro da Mesa sacrificial.



C- 
Detalhes de figura externa(faixa) ao vértice do conjunto macro. Adro da Cátedra.


D- 
Vértice angular do adro da Cátedra comunitária.


E- 
Vértice com simbologia de fitas ou elos, entrelaçados; Adro da Mesa.

 F-
Detalhe do vértice formador do conjunto. Adro da Mesa.



Carlos Eduardo da Silva
Prof. Lic. His.
Presidente do IPHAR


terça-feira, 27 de agosto de 2019

🏛️🗿🏛️ IMAGINÁRIA BARROCA ANGRENSE🏛️🗿🏛️

IMAGINÁRIA BARROCA

💠NA IGREJA CONVENTUAL , DO CONVENTO NOSSA SENHORA DO CARMO.

ANGRA DOS REIS-RJ, BRASIL.

Imagens belíssimas em argila com  policromia e douramento, apresentam movimentos leves. Apresenta também vistosa representação de têxtil.

São personagens bíblicos, em estilo barroco. Com talvez a exceção de Nossa Senhora da Saúde (altar lateral direito) e Nsa. Sra. do Carmo(orago do altar-mor), ambas parecendo ser do séc XIX.



🌐Siglas:
ALE-Altar Lateral Esquerdo
ALD-Altar Lateral Direito
AM-Altar -Mor



 🌐 Posição:
🔹1- São José, pai aditivo de Jesus. ALE.
🔹2- São Joaquim, pai de Maria, avô de Jesus. ALE
🔹3- São João Batista, anunciou a vinda de Jesus Cristo.ALD
🔹4- São João Evangelista, apóstolo.ALD
🔹5-Nossa Senhora da Saúde ALD
🔹6-Nossa Senhora do Carmo.AM
🔹7-Santo Eliseu, profeta pré cristão.AM
🔹8-Santo Elias, profeta pré cristão.AM



quinta-feira, 22 de agosto de 2019

🔴ALERTA PATRIMÔNIO 002/2019🔴:A ESQUINA DA VERGONHA

🔴ALERTA PATRIMÔNIO 002/2019🔴

🧱🧱A  ESQUINA DA VERGONHA🧱🧱

Rua Honório Lima esquina com Rua Júlio César de Noronha, bairro São Bento, centro de Angra dos Reis-RJ.

Desde 2015 um grupo de pseudo profissionais de arquitetura, ligados a um partido falido e ideologia politiqueira, vem implantando em Angra sua péssima técnica de decalque de rebocos históricos, técnica ultrapassada no sentido estilístico e cafona no sentido do desuso mundial, inclusive desorientando proprietários simplórios, de imóveis tombados (protegidos por lei)federais e estaduais.


O Ministério Público Federal e MP-RJ já estão com Inquéritos Civis instaurados e já inclusive há proprietários e locatários próximos a condenação, acordos e talvez multas,  a restituir o aspecto original, via TAC-Termo de Ajuste de Conduta e outras punições.


Na esquina supracitada, o horror é maior!
Prédios antigos, sensíveis, pois não possuem argamassa química, nem estrutura de sustentação moderna, como ferragens, pois são de tijolos de adobe e/ou pedras coloniais rejuntadas com argila, óleos in natura e materiais orgânicos, estão descarnados e descaracterizados.
Sujeitos a fortes intempéries como vendavais, chuvas torrenciais de verão, crescimento de vegetação com raízes que vão corroendo as paredes, infiltração, mofo, líquens, ninho de roedores e insetos xilófagos.
 Enfeiam uma cidade já bastante caótica visualmente.



⚖️Há no rol de imóveis mexidos criminosamente, inclusive alguns contidos no Decreto 9.649/15, que retoma os Decretos 442/93 e que estabelece uma listagem de bens "preservados", ou seja, declarados congelados. Há outros, que são até protegidos estadualmente, pelo INEPAC, mediante a Decreto Lei 02/69.
💰🚨Mas esse grupo age com total apoio da Secretaria de Obras e um grupo suspeito que atua lá há mais de 20 anos, com alvarás ilegais e paparicando aberrações pelo município.

Ainda que não sejam tombados ou declarados bens históricos, trata-se de moralidade coletiva e de bom senso cultural!


Mas eu tenho a impressão que o angrense,seja de séculos de família, como eu, ou migrante que ama o município que o acolheu, está completamente entorpecido...

terça-feira, 16 de julho de 2019

🔴PATRIMÔNIO HISTÓRICO URGENTE: ESTUDO DE CASO, JUNHO /2019, PRÁTICA ILEGAL RECORRENTE.

🚨 PATRIMÔNIO HISTÓRICO URGENTE.

1️⃣⚜️ Denúncia
Imóvel da Rua Professor Lima , incrivelmente ao lado da prefeitura, sofre total destruição durante o fim de semana, como é a prática criminosa e delinquente dos infratores em Angra, pois não há plantão fiscal.
Foi entre 31/05 e 02/06.
Marretadas, derrubada de paredes, arrancaram as grades históricas com desenhos geométricos, portas-balcão, etc.
Até às 17h desta terça a obra simplesmente debochava do poder público, pois nenhum fiscal apareceu e nem deu Auto de Infração e nem Auto de Embargo.

2️⃣⚜️Era original?
Para quem acha que não é original, está enganado, ainda que ia vidros(caixilhos) não fossem os originais, e tivesse um acréscimo de mais uma porta balcão tanto no térreo quanto no segundo piso(eram 5 nos anos 1940/50)e estava em 2018 com 6...o telhado foi rebaixado, etc...mesmo assim manteve por décadas alguma harmonia com a praça em volta.

 3️⃣⚜️Era tombado?(protegido por lei)?

Isso não importa.Se nenhuma lei municipal, estadual ou federal não o protegia especificamente, o bom senso sim. Pois ele está ao lado do prédio da prefeitura, protegido pelo INEPAC(estadual) e portanto faz parte de um conjunto no arredor daquela praça. Além disso a obra é uma afronta a legislação superveniente, que é o Código de Obras Municipal, que reza:

"DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1º Esta Lei e todos os seus desdobramentos compõem o Plano Diretor de Angra dos Reis 
Art. 4º Não será expedida licença para qualquer obra em imóvel tombado e/ou em áreas onde existam sambaquis, ruínas ou quaisquer vestígios de edificações e sítios arqueológicos e que possam ser consideradas como Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural eAmbiental, sem a prévia anuência do órgão federal, estadual ou municipal competente.§ 1º Qualquer licença poderá ser revogada caso se verifique, no transcurso da obra, a descoberta fortuita de elementos referidos no caput deste artigo."

4️⃣⚜️PEDIDO
Está aí, bem explícito e acima de qualquer decreto municipal, pois o Código de Obras é uma lei, que na hierarquia jurídica, é superior a decretos e portanto, superior a alvarás.

E tem o questionamento afetivo e moral.
Houve e está havendo comoção geral da população nas redes sociais virtuais desde o dia 03/06.
Pedimos providências contra o proprietário e o crime de Prevaricação (Art319, Código Penal) e outros que venham a ser descobertos, cometidos pela Prefeitura.

*************

O IPHAR, na sua vanguarda de sempre, está pesquisando formas de atuação imediata.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

VISITA AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DO ARIRÓ





⚜️🌐⚱️
VISITA AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DA VILA DO ARIRÓ.
⚜️🌐⚱️

1💠
RESUMO

Neste sábado (08/06), fomos visitar a capela Nsa. Sra. da Lapa, no bairro Ariró, as margens da BR101, -22,9095082, -44,3311449, onde assistimos a Missa com a Comunidade local e fui as ruínas ao lado da capela. Ainda voltaremos para visita técnica. 

2💠 
HISTÓRICO REGIONAL

Citada a primeira vez em  1557, quando o alemão Hans Staden, publica seu livro "Viagem ao Brasil", no Capítulo 28, do Livro I,contando como ficou prisioneiro entre os Tamoios/Tupinambás, citando que o grande Morubixaba(líder) nativo Cunhambebe tinha sua principal maloca. Hans chama ,na sua interpretação literal e auditiva do que ouviu entre os indígenas de "Arirab".





Porém, é do século XVII,mas principalmente da segunda metade do séc. XVIII ao XIX que a região do Ariró e Bracuhy se destaca como principal porto de escoamento e cabotagem de todo a colônia e Império do Brasil .


Os caminhos antigos são mapeados e cortam as montanhas de florestas tropicais e escuros vales entre penhascos da Mata Atlântica, levando e trazendo escravos, tropeiros(inclusive meu bisavô Seu Gito/Hermegisto), animais de corte(suínos, galináceos...), índios idosos, tecidos, peixe, quinquilharias diversas, café, cachaça, ouro e pedras preciosas.

O porto da área da foz do Rio Jurumirim se torna um expoente comercial, incentivando inclusive os fazendeiros com apoio governamental, a refazerem as trilhas e implantarem técnicas de arquitetura pesada e engenharia construtiva, com colocação de estrado de pedra e estradas largas e até pedágio/escritório fiscal e Guardas .

Vai-se escalés, caíques e cutteres carregados de gente e coisas, pelo Rio Jurumirim e Ariró.

Diversas fazendas de café e cana, outros engenhos e capelas iam se espalhando.

🛑Ali especificamente havia a sede de uma fazenda até às primeiras décadas do século XX.
Fazenda dos  padres carmelitas


3💠
DESCRIÇÃO GERAL DAS CONSTRUÇÕES MEGA.

A sede atual da capela parece ser moderna, provavelmente da primeira metade do século XX (anos 50/60 ou até mais), tendo ampliação nos anos 2000, com acréscimo de uma Capela do Santíssimo, banheiro e Sacristia ao lado direito (mesmo lado das ruínas)e do lado esquerdo, um Salão Paroquial (reuniões, festas etc).


Entretanto , o perímetro de interesse arqueológico se constitui em um terreno contíguo a capela, com aproximadamente 25m/frente X 40m de lado, tendo apenas 3 paredões ainda eretos, sendo dois com 6m de distância entre eles e um mais afastado com também uns 5-6m (conforme esboço em anexo), sendo no método construtivo de cangicado, embora com muitas rachaduras, vãos feitos por árvores e aparentemente pouco indício de revestimento de embolso, mormente de conceitos com liga, provavelmente de óleo de baleia, o que remete a lapso temporal muito antigo.

Tanto a capela contemporânea quanto essas paredes, estão numa espécie de platô, carecendo ainda de mais estudos para saber se natural ou artificial. A igreja moderna está voltada para o centro do vilarejo( NE) mas os paredões , por não sabermos a entrada do recinto, não temos exato a direção.

🔹3.1-PAREDÕES:

Trata-se de técnica construtiva com montagem de grandes blocos graníticos variáveis com média entre 100cm x 20cm e o restante da parede com argamassa simples de barro e pedras menores na modalidade cangicado.





Essas muralhas tem em torno de 60cm de profundidade, 200 a 250cm de base e altura de uns 6-8 m. 

Não detectei trabalho de cantaria.

Há potencial de jazida arqueológica.

🔹3.2- ALTAR -MOR E SUA TALHA:

De madeira, mas talvez base de argamassa, tem manufatura pictórica nos tons azul, branco e dourado.

O estilo é da tipologia barroco /rococó, de boa rebusquez, aparentando ser de alguma outra capela rural mais antiga . Entretanto não podemos ainda afirmar serem as muralhas do sítio arqueológico os resquícios de uma construção de uso religioso.

Este retábulo apresenta requinte nos elementos formais de arte, com duas colunas da ordem coríntia mesclada com dórica, colunas essas, caneladas, encimadas com misulas e no topo do altar, um resplendor mariano.

Possui trono e nicho central, além da mesa do altar.

4💠 
PERCEPÇÃO ANTROPOLÓGICA

Eu conheço essa Comunidade Católica e essa região geográfica há mais de 25 anos. São muito participativos e alegres .

Mas alguns destaques são importantes:

🔹4.1-MUSICALIDADE:

Um dos detalhes mais bucólicos é que eles usam a sanfona como complemento aos violões, durante o culto divino, dando uma sonoridade  típica. Aliás, há muito tempo não vejo um povo tão alegre , cantante e participativo.

Foram acolhedores desde nossa chegada e parecia que éramos moradores há décadas.

🔹4.2- ORGANIZAÇÃO:

Desde as indumentárias ritualísticas da liturgia, da divisão espacial a própria manutenção, tudo é muito bem feito.

É uma capela rural, sem altares laterais, mas as luminárias por exemplo são lustres ao estilo colonial.

💠5
 EPÍLOGO

Foi uma experiência pastoril, inclusive porque o crepúsculo outonal estava com o céu totalmente azul, com nuvens laranjas ...dando um aspecto de comunhão entre as cores do altar e as cores da natureza.

Ao longe, o imponente Pico do Frade com uma auréola alaranjada completava o cenário .

Pesquisei algumas fontes bibliográficas para tentar coletar mais informações historiográficas, como o livreto do Projeto Memória e História, dos anos 2000, feito pela Secretaria Munic. Educação, com textos, entrevistas e desenhos de alunos da rede de vários bairros, mas não achei sobre o Ariró.

Enfim, um local de antiga presença humana, que merece pesquisa mais aprofundada.

Carlos Eduardo

08/06/19














quinta-feira, 2 de maio de 2019

COERÊNCIA:O CASO DA MUSICALIDADE NAS FESTAS TRADICIONAIS.


COERÊNCIA MUSICAL NAS FESTAS TRADICIONAIS.

A programação 2019 está rica e interessante, incluindo o divertido pau de sebo! Parabéns aos organizadores !





Mas os atrativos musicais há muitos anos estão totalmente deslocados do ambiente religioso e cultural: já presenciei músicas(?) com palavrões e funk baixo...

 E não me venham falar que não podemos criticar. São adultos e inteligentes;podem melhorar SIM!

O grande problema é que são grupos pagos pelo Poder Público nesses anos todos (Secretaria de Cultura) e portanto o critério é politiqueiro (e até suspeito de beneficiar amiguinhos) e não técnico-cultural.

Esse é um vício de uma cidade que perdeu sua personalidade e rumo há muito observado em todas as festividades, claro, devido ao inchaço populacional, migrações em massa e deturpação etnológica, devido as grandes e mal organizadas obras federais dos desenvolvimentismos efêmeros  a que passou e passa a região.

O público é majoritariamente familiar, com muitas crianças e idosos. Não combina com grupos musicais deslocados daquela realidade.
Funk?forró nordestino?Roque?

Vamos colocar músicas católicas e ritmos de dança alegre caiçaras!A legítima e esquecida musicalidade angrense!

O dinheiro público (e o privado também) investido não é apenas "Panis et circenses" para mero entretenimento, mas uma pedagogia do inconsciente coletivo, de resgate cultural .

Mas parabenizamos a comunidade!


Fotos:Carlos Caiçara, 2017.