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terça-feira, 9 de outubro de 2018

NOTA DE PESAR: FALECE O MESTRE DE FOLIA DE REIS CODRATO DA ROSA GERMANO

🌟BRILHA A VERDADEIRA ESTRELA HOJE...🌟

O falecimento do "Seu" Codrato, figura folclórica  e cultural com mais de 60 anos de prática  foliã, nas festas do Divino Espírito  Santo e Natal...me leva a lembrar que nos recentes anos , mais especificamente em 2015, estávamos  numa reunião  do Conselho Municipal de Cultura, numa noite triste, no auge de um governo municipal libanês  bandido, caótico  e petulante , e o Sr.Codrato, pessoa simples e ignorado pelos intelectualoides angrenses...(que nunca iria fazer parte daquela instituição  politiqueira e elitista que se diz cultural, que viveu décadas  com subsídios  da Prefeitura, por decreto da época  da ditadura!), disse ele:

"-A Secretaria de Cultura diz que não  pode me ajudar nem com as cordas do violão...o couro do pandeiro está  rasgado há  meses".








No mesmo dia, quando questionados por mim, alguns maconheiros petistas, funcionários  do Centro Cultural me ameaçaram  de agressão  física  e xingamentos.

O querido Codrato, enganado por décadas  por ideologias  libertinas  corruptas desses políticos e funcionários da Secretaria de Cultura (alguns continuam lá), nunca foi valorizado de forma profissional. 

Tanto os pseudo-direita quanto esses esquerdistas e ode famílias  invasoras, a cultura sempre foi assunto acessório e anedótico, por essa gentalha ser semi analfabeta e filhos e netos de donos de  butiquins  e quitandas imundas, metidos a comerciantes.

Nunca teve sua biografia e trajetória  cultural caiçara realmente levantada e registrada.

Nunca recebeu a merreca por participar do Aniversário  de Angra ou festas religiosas, de forma justa ou pontual.

Acaba com ele uma miríade  de bons cantadores e Mestres de Folia do Divino...também  aqui cito a grata memória  (meu amigo pessoal que conheceu meu avô) , o Sr.Manoel Ramos, da Nova Angra , Japuiba.

🌟Assim, um dia, quando forasteiros oportunistas ou angrenses doentios forem escorraçados do Poder Público  e profissionais e técnicos  tomarem as rédeas do fomento e investimento cultural, esses gigantes da cultura popular serão  eternizados. 
Ao Seu Codrato, nossos aplausos agradecidos.












💝
UM CAIÇARA  ESQUECIDO

Com origem na região  de Mambucaba, irmão  de Maria do Patrocínio e filho de Dona Mariquinha, era de família  da Praia da Guariba. Era primo de nossa Membro do IPHAR, Maria do Carmo.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A FESTA E A ETNIA : ECOS INDÍGENAS!

FESTA DA SANTA CRUZ, PRAIA DE TARITUBA, PARATY.
Todo mês de maio!
Prestigie.
Valorize a Cultura Caiçara!

🔶Antropologia:
 A musicalidade caiçara se insere no amálgama cultural de forte presença indígena .
É única no mundo!
Além disso, Tarituba é talvez o último lugar que tem a "Folia da Santa Cruz".


A capela da Santa Cruz

Músico caiçara de Tarituba


Agnes em meio a
 trapiches e ranchos


Cenário da novela "Mulheres de Areia",
da TV Globo



https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2031497380465612&id=100008161095151

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Canto da Barquinha

🌐IPHAR🌐:
Resgatando a Angra que amamos e queremos!

Trecho do Canto da Barquinha, Festa do Divino Espírito Santo, Angra.👇
 A Festa do Divino Espírito Santo foi introduzida no século XIV pela Rainha Dona Isabel em Alenquer, Portugal, tendo chegado a Angra dos Reis vinda dos Açores. Incorporando elementos portugueses e africanos, a mesma é realizada desde o século XVIII. Resgatada em 1940, está cada vez mais grandiosa. Durante dez dias novenas e missas são presididas pelo menino imperador, o qual chega à cidade de barco. O povo assiste às solenidades religiosas e participa da parte profana da festa, composta pelas antigas danças dos coquinhos, lanceiros, jardineiras, velhos e marujos, que se apresentam num palco que simboliza o “Império do Divino”.
Fogos, repicar de sinos, barracas de comidas e bebidas típicas da região, uma verdadeira quermesse atrai multidões de moradores e turistas. Este conjunto compõe o cenário do “Império” instalado no Centro, no Cais de Santa Luzia, em louvor ao Divino Espírito Santo e ao menino-imperador, escolhido mediante sorteio entre jovens da comunidade católica.Figuras folclóricas como a Vaca Malhada, a Burrinha e o Bate-moleque participam de danças típicas.
Grupos de folia do Divino, representantes da Igreja e um imenso público vindo de todos os bairros e de fora da cidade, acompanham o cortejo pelas ruas enfeitadas de bandeirinhas nas cores vermelho e branco e dos símbolos do Divino. Assim como enfeitadas são as igrejas e as janelas dos prédios públicos e muitas moradias do Centro. 
Os festejos só terminam no domingo de Pentecostes.


domingo, 8 de janeiro de 2017

FESTA DO DIVINO DE PARATY, RJ, BRASIL: PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Nicho de andor, com a efígie do Divino Espírito Santo

A FESTA CAIÇARA
A Festa é a mais esperada pelos paratienses que reafirmam durante os rituais sua tradição e devoção ao Divino Espírito Santo
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília, aprovou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o Registro da Festa do Divino Espírito Santo de Paraty, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Cultural Brasileiro. A proposta para a proteção da manifestação cultural foi encaminhada ao Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) pelo Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), com a anuência da comunidade.
De acordo com o parecer do DPI sobre a festividade (em anexo no final da página), trata-se de uma celebração representativa da diversidade e da singularidade, com elementos próprios, fundamental para a construção e afirmação da identidade cultural do paratiense. A Festa possui, ainda, relevância nacional, na medida em que traz elementos essenciais para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira, além de ser uma referência cultural dinâmica e de longa continuidade histórica.
Durante as procissões 
e cortejos festivos,
as casas e comércios
se enfeitam com rendas,
bandeiras e 
efígies do Espírito Santo.

Paraty e a Festa do Divino
A celebração do Espírito Santo é uma manifestação cultural e religiosa, de origem portuguesa, disseminada no período da colonização e ainda hoje presente em todas as regiões do Brasil, com variações em torno de uma estrutura básica: a Folia, a Coroação de um imperador, e o Império do Divino, símbolos principais do ritual. As festas do Divino constituem-se numa relação de troca com a divindade. São festas de agradecimento, de pagamento de promessas, de cooperação entre os indivíduos da comunidade.


Adorno do Luzeiro
do Cruzeiro Central
da Igreja Matriz
de Nossa Sra. dos Remédios,
 de Paraty.
Em Paraty, a festa vem incorporando outros ritos e representações que agregam elementos próprios e específicos relacionados à história e à formação de sua sociedade. É uma celebração profundamente enraizada no cotidiano dos moradores, um espaço de reiteração de sua identidade e determinante dos padrões de sociabilidade local. Constituída por vários rituais religiosos e expressões culturais, a Festa se realiza a cada ano, iniciando no Domingo de Páscoa com o levantamento do mastro. Suas manifestações e rituais ocorrem ao longo da semana que antecede o Domingo de Pentecostes, principal dia da festa. A celebração propicia momentos importantes, símbolos de caridade e de colaboração entre a comunidade, como o almoço do Divino, a distribuição de carne abençoada e de doces.
A meu ver e de alguns historiadores,
a figura de um menino,
é uma forma jocosa de representar
tanto a pureza, necessária aos mandatários(e tão rara),
 mas também a pequenez dos poderes humanos
perante a divindade. Era uma crítica social.
Fazem parte dos rituais manifestações como a procissão que segue da casa dos festeiros e carrega os signos da devoção (quadro, bandeiras, bastão, o mundo e a pomba); a Folia do Divino, encarregada de anunciar e orientar todas as cerimônias inerentes à festividade, e que passa de casa em casa, visitando os fiéis, acompanha as procissões, entre outras. O Império do Divino, montado na casa do festeiro, onde ficam expostas as insígnias imperiais e as bandeiras; a Alvorada Festiva com a Banda Santa Cecília, que despertam a cidade no dia da festa; o bando precatório, encarregado da esmolação; as ladainhas, procissões, novenas, missas, a coroação do imperador e a representação da soltura de um preso, também compõem a festa do Divino de Paraty que inclui, ainda, outras manifestações culturais como os chamados bonecos folclóricos: o Boi-de-pano, ou Boi-da-festa, o Cavalinho e o Capinha, o Peneirinha e a Miota, ou Minhota.
Além disso, estão presentes os divertimentos como as competições esportivas, as gincanas, os concursos, os musicais, os shows de calouros. O bingão do Divino, que acontece antes da festa, é um momento de socialização e de interrupção da vida cotidiana, e ainda arrecada recursos para a celebração.
Agnes e Maria Célia, meus tesouros divinos!

Em Paraty, a cidade das festas, a do Divino Espírito Santo é a mais importante e complexa. Para os moradores da cidade, é mais aguardada do que o Natal. A festa compreende diversos espaços, como a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, a Praça da Matriz e diversas ruas por onde passa a procissão. No domingo de Pentecostes, a Alvorada acorda a comunidade. A procissão sai da casa do festeiro carregando o andor com o Resplendor do Divino Espírito Santo, e segue rumo à igreja. No fim do dia, a Missa em Ação de Graças anuncia os festeiros do próximo ano e uma grande queima de fogos encerra a Festa do Divino Espírito Santo.
A partir do Registro como Patrimônio Cultural do Brasil, estão previstas medidas para salvaguardar a Festa do Divino de Paraty. Entre as medidas propostas pela comunidade paratiense estão a valorização da festa no calendário cultural da cidade; incentivo ao turismo religioso e melhoria nas condições de produção, reprodução e circulação do bem cultural. Também é necessário sensibilizar a todos para a importância da Festa do Divino como um evento sociocultural da cidade e não apenas de cunho religioso.

Fotografias e Legendas: Minha autoria, maio de 2016
Fonte:http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/652/festa-do-divino-de-paraty-%E2%80%93-rj-e-o-mais-novo-patrimonio-cultural-brasileiro