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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

🎼🎼CORAL DA CIDADE: UM PATRIMÔNIO ESQUECIDO🎼🎼

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CORAL DA CIDADE: UM PATRIMÔNIO ESQUECIDO.

O Coral da Cidade, fundado em 1969(se considerarmos que foi a primeira apresentação em público), no antigo Ceniar, hoje CEAV, pelo maestro e ator Beverly Gerard Galloway, faz este ano 50 anos.

Seu fundador é assassinado em 1999, em seu sítio nas montanhas da Monsuaba, em circunstâncias ainda duvidosas(mesmo que os supostos assassinos tenham sido presos).
Em 2001, eu era do Conselho Municipal de Cultura, voluntário, acompanhei os movimentos da Prefeitura no quanto ao resgate do acervo pessoal do maestro, como certificados, CDs, fitas K7, documentos pessoais, livros ...que fez uma catalogação (tenho cópia), mas colocou esse acervo em caixas de papelão sob a escada do Centro Cultural Teophilo Massas, na Sala de Música/dança...onde fizeram uma verdadeira feira livre, onde desapareceu a maior parte. Mário dos Anjos era o Diretor daquele espaço público.


Foi estabelecido por vários decretos municipais, que a cada governo mudavam o valor do jeton(ajuda de custo), ora mudava a estrutura interna(número de coralistas,etc).
Porém, desde 2010 vinha definhando, com salários atrasados, falta de apoio estrutural da Prefeitura, sem patrocínio privado, etc.


Em 2017, o então Secretário de Cultura, João Willy, determina a suspensão total dos pagamentos, além das atividades culturais, concertos e ensaios, alegando falta de prestação de contas...o Coral acaba.




Seus membros, sem reação, debandam...a sociedade local, ignora. Um patrimônio musical de 3 óperas, inclusive com personagens líricos baseados em cidadãos do dia a dia angrense, como pescadores e prostitutas... está esquecido, em poder de particulares e espalhados.

Há uma entidade elitista e parasita de verbas públicas e politiqueira, em Angra, que faz uma falsa homenagem hipócrita usando o nome do Galloway, mas nunca se interessou ou nos procurou para saber dos bens e do acervo do mesmo.

Desde 1999, eu , agora IPHAR, lutamos pela criação da Sala Galloway, onde possamos resguardar seus documentos pessoais(que sobraram), móveis (vários, que ainda estão em local seguro) e outros acervos , em firma museal, permanente em exposição e público.


Em 2018, o golpe final: o prefeito Fernando Jordão cria por decreto o Coral Municipal... é o fim da obra social do Maestro Galloway??

🎧Vamos ouvir🎧

💙Igreja Matriz:
-🎶Gravação ao vivo na Igreja Matriz, 2004 pelo próprio Coral.
🎶Obra: Ave Maria , de Arcadelt. Séc.XVI.


💙IlhaGrande: 
Ouça outra música:
🎶Coral da Cidade canta "From Harmony"(Ode ao Dia de Santa Cecília, de Handel) na Igreja de São Sebastião, na Vila do Abrão, Ilha Grande, em Angra dos Reis.
Foi durante o ECOAR-Encontro de Corais de Angra dos Reis, em julho de 2015.
Infelizmente sem divulgação, teve pouco público.
Também participaram o Coral Pinhalense, do Espírito Santo de Pinhal(SP), o grupo Cantaí(Rio) e o Coral CantatoresIuris(MogiGuaçu;SP).
Gravado por mim.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A FESTA E A ETNIA : ECOS INDÍGENAS!

FESTA DA SANTA CRUZ, PRAIA DE TARITUBA, PARATY.
Todo mês de maio!
Prestigie.
Valorize a Cultura Caiçara!

🔶Antropologia:
 A musicalidade caiçara se insere no amálgama cultural de forte presença indígena .
É única no mundo!
Além disso, Tarituba é talvez o último lugar que tem a "Folia da Santa Cruz".


A capela da Santa Cruz

Músico caiçara de Tarituba


Agnes em meio a
 trapiches e ranchos


Cenário da novela "Mulheres de Areia",
da TV Globo



https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2031497380465612&id=100008161095151

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Canto da Barquinha

🌐IPHAR🌐:
Resgatando a Angra que amamos e queremos!

Trecho do Canto da Barquinha, Festa do Divino Espírito Santo, Angra.👇
 A Festa do Divino Espírito Santo foi introduzida no século XIV pela Rainha Dona Isabel em Alenquer, Portugal, tendo chegado a Angra dos Reis vinda dos Açores. Incorporando elementos portugueses e africanos, a mesma é realizada desde o século XVIII. Resgatada em 1940, está cada vez mais grandiosa. Durante dez dias novenas e missas são presididas pelo menino imperador, o qual chega à cidade de barco. O povo assiste às solenidades religiosas e participa da parte profana da festa, composta pelas antigas danças dos coquinhos, lanceiros, jardineiras, velhos e marujos, que se apresentam num palco que simboliza o “Império do Divino”.
Fogos, repicar de sinos, barracas de comidas e bebidas típicas da região, uma verdadeira quermesse atrai multidões de moradores e turistas. Este conjunto compõe o cenário do “Império” instalado no Centro, no Cais de Santa Luzia, em louvor ao Divino Espírito Santo e ao menino-imperador, escolhido mediante sorteio entre jovens da comunidade católica.Figuras folclóricas como a Vaca Malhada, a Burrinha e o Bate-moleque participam de danças típicas.
Grupos de folia do Divino, representantes da Igreja e um imenso público vindo de todos os bairros e de fora da cidade, acompanham o cortejo pelas ruas enfeitadas de bandeirinhas nas cores vermelho e branco e dos símbolos do Divino. Assim como enfeitadas são as igrejas e as janelas dos prédios públicos e muitas moradias do Centro. 
Os festejos só terminam no domingo de Pentecostes.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O APITO NA COSMOLOGIA INDÍGENA

📚ARTIGO📚

A IMPORTÂNCIA  AREAL E SIMBÓLICA  DOS APITOS NA CULTURA INDÍGENA.

"He, he, he...Índio  quer apito se não  dá  pau vai comer".

Muito além de uma marchinha carnavalesca, os instrumentos  de sopro com  flexão  por compartimento , ocidentalizados por nome de  apito, fazem parte do repertório cosmogônico da maior parte das Nações  indígenas  americanas.

Todo como:
1-Agouro purgatório
2-Simulacro onomatopeico
3-Ligação  interdimensional

Dentro dessas 3 perspectivas, nosso artigo vem versar sobre qual teor de emicidade de cada uso.

1- Agouro purgatório:
O apito , dentro do pensamento  xamânico, é  forma sonora de alerta  em espiritualidade.
Traz força ao executante, forma um escudo aos presentes e talvez numa literalidade da teoria do ultrassom, embarreiraria uma perturbação  frequencial.
Assim, Som é a propagação de uma frente de compressão mecânica ou onda mecânica; é uma onda longitudinal, que se propaga de forma circuncêntrica.
Ou seja, atinge um perímetro.

2- Simulacro onomatopeico:
Ja como instrumento de caça, ele imita alguns animais, principalmente  pássaros  e assim os atrai . Não  só  como alimento mas para os artesanatos de penas, estas findamentais para a ritualidade iniciática patriarcal  e pajelante.

3-No Opy (Casa de Oração), o transe espiritual com o cosmos e seus mistérios  tem a presença  da flauta ou do apito como um código  de comunicação...o apito  se transforma numa campainha para o portal transdimensional com as entidades da natureza que permeiam a fé  indígena  e seu rico panteão!

Portanto, flautas , pifaros e apitos, entram no rol de  marterialidade religiosa, num instrumental cheio de técnicas  construtivas, conhecimento de escala musical e até  design estilístico.

O Uruá , ainda que seja uma flauta e não  um apito, segue mecanicamente o mesmo padrão, seja sonoro ou no uso de compartimentos de passagem aérea.
No Kwarup, grande cerimônia  do Alto Xingu, as tribos abrem o portal com apitos e chocalhos para os mortos seguirem seu caminho...um rito de passagem entre mundos.

O apito é  muito simbólico.

Nessa cultura, por isso meu falava antigamente:"Menino, não  assovia a noite! Sua avó  reclamava muito.
Isso atrai mal agouro."

Carlos Eduardo
Presidente do IPHAR
25/01/18



domingo, 23 de outubro de 2016

DO ABASSÁ A NOVA YORQUE: O CANDOMBLÉ E OUTRAS RAÍZES DO SAMBA

 
Tendo herdado o status de capital desde 1763 sob o Brasil Colônia, o Rio de Janeiro registrou um crescimento vertiginoso de seus índices demográficos nos 25 anos finais do século XIX, época na qual a cidade se consolidava como o epicentro político, social e cultural do país. No início da década de 1890, havia mais de meio milhão de habitantes no Rio, dos quais apenas a metade era natural da cidade - os demais vinham de outras províncias, como Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e, principalmente, Bahia.[15] Eram migrantes principalmente entre as populações negra e mestiça, bem como de ex-soldados da Guerra de Canudos do final daquele século, que povoavam as imediações do Morro da Conceição, Pedra do Sal, Praça Mauá, Praça Onze, Cidade Nova, Saúde e Zona Portuária. Estes povoamentos formariam comunidades pobres que estas próprias populações denominaram de favela (posteriormente, o termo se tornaria sinônimo de construções irregulares das classes menos favorecidas).
Estas comunidades seriam cenário de uma parte significativa da cultura negra brasileira, especialmente com relação ao candomblé e ao samba amaxixado daquela época. Dentre os primeiros destaques, estavam o músico e dançarino Hilário Jovino Ferreira - responsável pela fundação de vários blocos de afoxé e ranchos carnavalescos - e das "Tias Baianas" - termo como ficaram conhecidas muitas baianas descendentes de escravos no final do século XIX.
Dentre as principais "tias baianas", destacaram-se Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Bebiana, Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmem Xibuca), Tia Prisciliana (mãe de João da Baiana), Tia Rosa Olé, Tia Sadata, Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana). Talvez a mais conhecida delas tenha sido Hilária Batista de Almeida - a Tia Ciata.
[4] Assim, o samba propriamente como gênero musical nasceria nos primórdios do século XX nas casas destas "tias baianas", como um estilo descendente do lundu, das festas dos terreiros entre umbigadas (semba) e pernadas de capoeira, marcado no pandeiro, prato-e-faca e na palma da mão.
Instrumentos básicos do samba
e
samba-enredo.
Em 2011, o Consulado do Brasil abriu uma exposição em N. Yorque sobre cultura popular e foi de grande sucesso.




100 anos de samba em 2016: oficialmente comemorado
com a primeira gravação de uma coletânea, em 1916.