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quarta-feira, 17 de julho de 2019

ESTUDO DE LINGUÍSTICA: COMUNICAÇÃO DOS TROPEIROS

🐴🍖LINGUAJAR TROPEIRO🐐🐓

Em dias escuros como esse domingo, os tropeiros arriavam...
 antes do crepúsculo.

Aí o dono da tropa ou "comercieiro" berrava:

_Cheguemo no pouso do Facão, Madrinhêro, apára e puxa o bridão!
Aperta o pito, êia!






Ao Cozinheiro ordenava:

_Adispôs abri a bruaca, monta o trempe.
Vô falá com o dono da venda.

Animais no pasto, barriga cheia e viola tocava um pouco...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

EXPEDIÇÃO TÉCNICA E PASSEIO AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO "CAMINHO DO CARAMUJO"

EXPEDIÇÃO  TÉCNICA E PASSEIO  AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO "CAMINHO DO CARAMUJO"


Após um sábado de Confraternização  de Início  de Ano com nossa Reunião Mensal, cheia de carinho, caipirinhas paratienses e boas risadas...hoje foi o dia da Expedição  do IPHAR.
Fazendo parte de nossas pesquisas  para enriquecer nossos Estudos internos, nosso grupo faz incursões  na Mata Atlântica, sertões  do semiárido do Serido nordestino, cidades de Minas, SP e caminhos históricos  em trilhas.
Fomos na Serra D'agua, onde há  profundas marcas do tropeirismo, Império  brasileiro e escravidão.
No universo das práticas de comércio, vigilância e do poder estatal, estavam neste trecho envolvidos Alferes, Ordenanças e praças, além do Provedor da Casa dos Quintos.





Passagem pluvial subterrânea de quase 200 anos,
em plena função, atravessando a estrada.

Alferes (Alpheres),
reconstituição de vestimentas :Carlos Eduardo.

A colona era conhecedora de armamentos,
cavalaria e herbário.



Em todas as atividades
do IPHAR há estudo ,mas lazer.






Além  da equipe do IPHAR (Maria Célia, Valnei e Agnes), tivemos a sempre grata e bem vinda presença de visitantes e turistas, a Família  Esteves Costa (Manu, Ester e Henrique) e o nosso turista do norte fluminense Rodrigo Santos.
Vencemos as caudalosas e frescas águas  dos córregos, penhascos limosos (com vistas maravilhosas), e trilhas de lama. Mas tanto a visão  do Véu  de Noiva quanto da obra arquitetônica do século  XVIII/XIX reconfortam o esforço!
Em 2017, levamos o renomado arqueólogo, egiptólogo e ativista cultural, Cláudio Prado de Melo, a arqueóloga Vivian(de Quissamã) e a Museóloga Lucimar Muniz (Angra/Ouro Preto), que atestaram a longevidade e a grande obra arquitetônica ineditamente pesquisada por nós. Pioneiros!
Caminho antigo, de épocas pré coloniais e estudos mostram a presença pré cerâmica dia povos Sambaquis entre 2000 a datações de até 8000 a.P., este trecho tem seu piso feito em meados do segundo quarto do século XIX (auge da exploração cafeicultora).
Porém, temos provas documentais de sua existência oficial no período setecentista com sua infraestrutura estatal de Guarda, Pouso e Registro.

Cenas do File A Missão, de 1986, de Rolland Joffé
mostra um Regimento português









Parabéns  a todos os companheiros e um especial abraço às  crianças!!
Nosso amigo Valnei, ainda fez uma açãoconcreta ecológica,recolhendo lixos, plásticos, garrafas pet, etc . São  trazidos por enxurradas que vem da rodovia...
Como lazer, um revigorante mergulho no poção  natural.
Fizemos as medições  historiográficas, tomada de fotos e georreferenciamento analógico  e por satélite. É  construção  pujante que sim, demonstra a passagem de centenas de escravizados, com seus corpos usados em minas de pedra para o lavradio, mãos  machucadas para assento do piso e provavelmente muitas mortes por picadas de serpentes, acidentes e doenças  tropicais,  numa brutalidade e violência  a serviço  do capital cafeicultor,produzindo no período  riquezas e poder, enormes casarões com requintada decoração européia , igrejas douradas e sinhás com tecidos caros...mas também, o engenho, o heroísmo  de um momento civilizatorio e a grandiosidade do povo angrense.
Terminamos com almoço  patrocinado pelo Presidente e banho de bicão no restaurante Águas  Lindas.
Em breve mais uma visita técnica, dos nossos Departamentos Deaccqi e do Dabrap!
Vem conosco!


terça-feira, 11 de setembro de 2018

SITUAÇÃO DA ESTAÇÃO DE TREM, EM LIDICE-RJ, BRASIL.

🚂PATRIMÔNIO HISTÓRICO URGENTE.
🔸Tomada de fotos feita por nosso vice presidente  do IPHAR, Alex Albertasse em 27/08/18
Ao contrário  do que possa parecer, as notícias  são  auspiciosas: a estação  tem poucos problemas e temos vagões  a disposição.









Podemos ter na estação  o museu e nos vagões, uma feirinha de artesanato e produtos típicos!

Inaugurada em 1910, fazia parte da antiga EFOM-Estrada de Ferro Oeste Mineira.

Atualização: estive em julho/2021 na região da Estação: infelizmente não há mais esses vagões.

Texto em http://www.estacoesferroviarias.com.br/rmv_tronco/lidice.htm
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da RMV foi construída originalmente pela E. F. Oeste de Minas a partir da estação de Ribeirão Vermelho, onde a linha de bitola de 0,76 chegou em 1888. A partir daí, a EFOM iniciou seu projeto de ligar o sul de Goiás a Angra dos Reis, passando por Barra Mansa por bitola métrica: construída em trechos, somente em 1928 a EFOM chegou a Angra dos Reis, na ponta sul, e no início dos anos 1940 a Goiandira, em Goiás, na ponta norte, e já agora como Rede Mineira de Viação. A linha chegou a ser eletrificada entre Barra Mansa e Ribeirão Vermelho, e transportou passageiros até o início dos anos 1990. Nos anos 1970, o trecho final norte entre Monte Carmelo e Goiandira foi erradicado devido à construção de uma represa no rio Paranaíba, e a linha foi desviada para oeste encontrando Araguari. Hoje (2003) a linha, já não mais eletrificada, é operada pela concessionária FCA.
A ESTAÇÃO: A estação de Capivary foi inaugurada em 1910, tendo sido ponta de linha até a inauguração da estação de Alto da Serra, onze anos depois.

Depois teve seu nome alterado para Vila Parado, e nos anos 1940 passou a se chamar Lidice.

O tráfego de passageiros naquele trecho, descendo e subindo a serra, foi extinto entre 1979 e 1980 (ref.: Guia Levi).

Um trem turístico foi aberto em março de 1992 ligando a estação de Lídice à de Angra dos Reis - o chamado Trem da Mata Atlântica, com seus carros verdes. Enquanto a RFFSA era a dona da linha, até 1996, eles funcionaram. Com a entrada das concessionárias, eles foram suprimidos.

É, foi uma pena. A subida da serra, descrita por passageiros desses últimos trens, era muito bonita. O trem subia a partir da saída do pátio de Angra dos Reis até a estação do Alto da Serra. Daí descia até Lídice, onde esses trens geralmente paravam por um tempo e voltavam. Em Lídice, esses últimos trens turísticos que vinham de Angra faziam manobras de carros e locomotivas para voltar a Angra. Enquanto isso, passageiros desciam na estação - que ficava longe da cidade - e se divertiam na pequena feirinha de produtos típicos que por ali havia.

Tudo ao redor da estação, em 2003, já estava abandonado. Entre 2002 e 2005, a linha esteve sem movimento de cargueiros, devido a um desabamento em Angra dos Reis. Não deve ser mais isso em 2017. O prédio estava lá, da mesma forma como estava em 2014, mas a FCA não passa mais por ali, não havia sentido em manter nenhum de seus funcionários na região.

"A bela estação de Lídice está lá, meio descaracterizada, servindo de moradia e alojamento da FCA, com um corrimão na plataforma. A estação, o grande pátio, a caixa dágua e o pontilhão formam um belo conjunto. Dá saudade do tempo em que isso era comum. O sol já estava oculto pela morraria da região, o que diminui as cores mas melhora o contraste. O pátio é grande, com seis linhas, talvez o maior entre Angra e Barra Mansa, deve ter sido muito útil para formar e dividir composições que chegavam e demandavam a descida da Serra do Mar, que começa perto daqui. Percebi também um desvio morto. Para que serviria?" (Eliezer P. Magliano, 02/2006).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

EXPEDIÇÃO TÉCNICA VILLELA: IPHAR AO CAMINHO DO CARAMUJO


UMA AVENTURA TÉCNICA
PELOS CAMINHOS.
MÁGICOS DA  HISTÓRIA!

Caminho antigo, com no mínimo datação  de uns 2000 a.P., pois faz parte tanto dos contatos serranos com os sambaquianos quanto rota dos pré  cerâmicos  migrantes, esse atual piso estrado em pedras lavradas que alcançam  até  1,60m de diâmetro,  tem seu apogeu no século XIX , com o ciclo cafeeiro.

Embora pesquisas  nossas do IPHAR estejam nos abrindo amplidão  e assuntos transversais no conhecimento numa até então lacuna anterior  a esse período documentado historiograficamente.
Entrada do
túnel  ferroviário ,
século XX . 
Fizemos o levantamento volumétrico  básico de peças em trechos e tomadas fotográficas, além de outras técnicas  de cadastro.

🌍Há  mais mistérios ao seu redor do que você possa imaginar...🌏

Amei a companhia firme e simpática da Liliane,  Ana e da Dir. do Depto. de Prospecção de Campo e Arqueologia  Brasileira, Elisabeth!🎀, cada uma vencendo suas limitações!
Vista do alto da Serra D'agua

Túnel  n°14, década  de 1920

Estruturas da antiga
Estrada Férrea 

Baía  do Rio Jurumirim 
Trata-se de trilha histórica , com obras arquitetônicas  de grande vulto e engenharia imperial, inclusive com terraças, muros de arrimo e piso híbrido .
Trajeto em meio
 a Mata Atlântica 

Antigo refeitório /restaurante
da Estação  de trem
 Alto da Serra

Equipe do IPHAR 

Morubixaba Cunhambebe,
líder  indígena . 
Litografia mostrando
"capitão  do mato"



Lajotas alcançam
  quase 2m de circunferência !

Quase transdimensional encontrar esses personagens da vida real dos sertões  como Dona Sebastiana...moradora de Lídice, Distrito de Rio Claro, encontramos fazendo o caminho sem calçados  e de 74 anos...revivendo os tropeiros e viajantes do século XVIII e XIX !

SERRA D'ÁGUA , ANGRA DOS REIS.
Alferes, reprodução nossa real ( figurino montado),
 de personagem histórico  comum no Caminho do Caramujo, 
nos Registros imperiais. 
Recontituição de figurino
Embora pareça 1/2 piso, na verdade já é a degradação por erosão na nossa tese.
Perece ser a metade de um arruamento tipo moldura.

Sra. Sebastiana



Piso do século XVIII/XIX
Assim, contemplando as majestosas montanhas da Mata Atlântica, mesmo com séculos de exploração e tempos históricos se sobrepujando em obras de engenharia e tecnologias diversas, fomos descendo os caminhos e vendo os córregos e seus frescores, imaginando as dificuldades e arranjos pessoais para os tropeiros, soldados, indígenas e principalmente, os negros escravizados transporem essas escarpas altas.
Venha conosco!