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terça-feira, 11 de setembro de 2018

REUNIÃO MENSAL DE SETEMBRO:MOQUECA, DANÇA DO ARARA E ESTUDO DE NAUFRÁGIOS

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REUNIÃO  ORDINÁRIA  MENSAL DO IPHAR
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Arrelá , que a alauza fora grande no baile com nossa oficina adaptada da dança  Arara!!!

A Presidência  agradece a cada um , na sua potencialidade e dedicação, o sucesso da Reunião, pela presença.


u

Tivemos andamentos e decisões  importantes, Estudos profundos sobre naufrágios  e sobre a  ciranda da Ilha Grande, com projetos a serem implantados lá. Felicidades!




 🚗Agradecimento especial ao amigo do IPHAR e esposo da Angélica, que foi fundamental na logística. 
🍤E a Maria Célia  pelo delicioso pirão caiçara,  xerelete ensopado e o risoto de camarão !!




Também  tivemos a Solenidade da investidura dos trajes oficiais do Membro Efetivo Marciel Reis. Bem vindo amigo!

🏆🏅Um abraço  nesta heróica equipe: Marciel, Alex, Angélica, Maria do Carmo (Carmem), Agnes, Valnei e Maria Célia. Parabéns a cada um!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

ARQUEOLOGIA:JAZIDA ARQUEOLÓGICA MARINHA EM ANGRA DOS REIS

DESCOBERTA!
Nosso instituto está empreendendo pesquisas  numa jazida arqueológica em Angra dos Reis. Fazendo parte tanto de uma região de engenho e cafeicultura nos séc.  XVIII / XIX , quanto rota de importação/exportação  de diversas manufaturas desde o século XVI.
Esses são resultados preliminares.

 🏛📚ARTIGO📚🏛

TESOUROS EM CACOS

1- INTRODUÇÃO
Sei que é um assunto ignorado pelos brasileiros em geral. Mas os atuantes nos assuntos arqueológicos, historiográficos, etc sabem que - sem cair na autovalorização factóidica - ainda se pode entender os processos produtivos e seus materiais químicos, as relações sociais e econômicas de uma civilização local, com base nas análises da manufatura do objeto estudado.
Diante de um lítico préhistórico, de uma porcelana craqueada e outros longínquos indícios esparsados de um modus vivendi, os pesquisadores conseguem datar  o período em que a peça era usada, a forma dentro do cotidiano que servia e rastrear o local de fabricação.

2-INSTITUIÇÃO ENTRA EM AÇÃO
O IPHAR, como Instituto de pesquisa arqueológica e histórica, recebe de populares espontaneidade em diversos materiais antigos. Sem incentivar a retirada e fazendo um trabalho de conscientização com viés científico- educativo, não podemos condenar essa "curiosidade" popular e também é totalmente indiferente deixar a peça  sem coleta,  desses testemunhos nas praias, pois Angra dos Reis é região muito antiga, tendo desde sítios arqueológicos do Período Neolítico , era das grandes navegações do século XVI e o ciclo da cana e do café.

Nossas ações vão muito além da recolha, pois tais jazidas naturais sofrem com vandalismos e destruição pelo turismo superexplorado do dito day use e portanto, não se pode falar em "manter o sujeito arqueológico no cenário original", o que seria uma inocência por parte dos pesquisadores da nossa instituição. Retira-lo, catalogar e estudar o caco, a parte, pode trazer a tona e à vida personagens, histórias e relações humanas esquecidas nas profundezas do mar. É resguardar o patrimônio.

3-SABEDORIA CAIÇARA
Assim, nós caiçaras sabemos que sempre após as ressacas ou "marões" , a areia é revirada pelas marés fortes e chega naturalmente nas praias os cacos de fainças, porcelanas e às vezes(mais raramente), até cerâmicas Tupinambás , Guayanases e outros povos.

4- RIOS RETROALIMENTAM AS JAZIDAS
Importa ressaltar que muitas desses fragmentos de argila, vitrificados, porosos ou não e stoneaware, são provenientes das enxurradas dos grandes rios que desaguam na Baía da Ilha Grande, nas desembocaduras dos caudalisos Jurumirim, Japuhyba, Mambucaba e Caputera, regiões hidrográficas que tiveram grande movimentação de tropeiros, portos de pedra /trapiches e de exportação, pousos, trocas comerciais, engenhos de cachaça e estradas coloniais que singlavam as escarpas tropicais da Mata Atlântica desde o ciclo aurífero , das gemas preciosas e com auge nas  monocultura do Coffea arabica.

Carlos Eduardo Caiçara
Presidente do IPHAR
Angra dos Reis, 09 de abril de 2018

Imagem:fotografia de uma fainça , com chinesice; provavelmente final do século XVIII e meados do séc. XIX. Acervo do IPHAR.