Mostrando postagens com marcador brazilian indians. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brazilian indians. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

🧺🧺🧺 CESTARIA AJAKA: OBJETO DE CURA E ARTE GUARANI

🧺🧺🧺🧺
Na região entre Angra dos Reis-RJ e litoral paulista existem vários Tekoas, ou seja, aldeias indígenas da etnia Guarani M'bya.

Uma das expressões culturais desse belo povo, são os cestos denominados A'jaka.



Carregam uma simbologia ritualística muito forte, pois são os receptáculos que irão carregar o alimento sagrado para pessoas doentes se curarem, ou presentear parentes, etc.

Dentro da perspectiva de sua antropofilia,  estes objetos tem nós grafismos os votos de bons augúrios.

💠Hoje conheceremos o padrão "Nhaka nina", ou seja, cobra caninana.

Obs:imagens sob o certificado PUC RIO 0310203CA, de livre acesso na rede web.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O NOME DE MAMBUCABA, EM ANGRA

O NOME "MAMBUCABA"
Há muita polêmica sobre a origem do nome da localidade de Angra dos Reis, situada na fronteira com Paraty.
Konianbebe ou Cunhambebe, liderança 
 Citada desde 1556, no livro de Hans Staden, alemão  armeiro que esteve prisioneiro entre os Tupinambás  (Tamuya/Tamoios), essa região  foi muito desenvolvida a ponto de ter uma estrada pavimentada por escravos, que ligava o litoral ao Vale do Paraíba  e interiores. Estrada essa que é  um feito de engenharia moderno para a época, inclusive com drenagem. Teve sua origem em trilhas pré cabralinas.
Alguns estudiosos, atribuem seu nome a abelha sem ferrão, Mombuca (Geotrigona mombuca)...típica melífera brasileira, de personalidade mansa, pretinha. 
Mas não  é!
Moquem:canibalismo ritualistico?

Geograficamente, as mombuca não  vivem no Rio de Janeiro, embora tenha em São  Paulo e é  possível  que houvesse em Mambucaba mas por anomalia migratória. 

Clique aqui e conheça:

Esse erro provém  da interpretação literal da palavra. Na verdade, uma análise do tronco linguístico  Tupi, nos remete etimologicamente a prefixalidade morfológica da palavra "Mambukabe"(Staden): 

Mbucabelha  / qualquer espécie, generalização
Aba: homem; gente.

Os indígenas  viam a forma de linguajar gutural (fechada dos portugueses), os barulhos e vestimentas dos europeus como um enxame ruidoso, por isso os chamavam "homens -abelha".
Há  muitos anos eu pesquiso esses termos da semântica  indígena. É  indubitável.




Foz do Rio ,
onde provavelmente
 nas proximidades era a taba
dos Tamoios de Mambucaba.

Altar mor da Igreja
 de Nossa Senhora do Rosário ,
com a imagem do século  XVI !


domingo, 12 de março de 2017

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA: VERÃO INESQUECÍVEL!

UM VERÃO INESQUECÍVEL...

Eu, minha companheira, a filhota e pais, estivemos nas maravilhosas montanhas de altitude , em Itatiaia-RJ no último fevereiro...uma experiência de emoções e cores.
Fazendo 80 anos de fundação, o Parque foi o primeiro federal do Brasil!
Chegamos por volta das 11:30h (saímos de Angra umas 8h) e fomos á sede. Antiga, como um palacete, tem várias exposições , sendo fixas e outras temporárias.
Ainda que tenha vários problemas de manutenção física, o prédio continua com sua imponência original.
Mais uma vidraça da exposição fixa.
No local não tem restaurante e a lanchonete do parque, na trilha do Poço Azul, estava fechada...
 
Microflores das matas locais...
 
Uma das mais lindas fotografias já tiradas por mim:
uma borboleta em meio ao colido de frutas silvestres e floradas multi.
Após almoçarmos fomos ao Poço ou Lago Azul com suas escadarias e borboletas...mas estava verde! É questão de época do ano e posição do sol.
Meu pai reclamando das ruas(na verdade é uma rodovia federal, BR-485), com muitas ondulações e barro, na maior parte sem asfalto eo piso asfáltico sofrível....mas com vistas panorâmicas deslumbrantes.
A magia mesmo fica por conta do Circuito Maromba, há mais de 1100m de altitude do nível marinho... lembrando cenas cinamatográficas como o bosque dos elfos, de Valfendha, do filme Senhor dos Anéis...mas com o toque, os cheiros e cores da tropicalidade brasileira e sua biodiversidade caleidoscópica!
Exposição permanetnte e muito rica
 
 
Mas a surpresa maior foi na cachoeira Véu de Noiva....o caminho da trilha tem momentos por si só inebriantes, com pontes curvadas, escadarias a beira de penhascos e muita água, orquídeas, helicônias e briófias vermelhas!
Queda da Poranga....
O jogo de sombra e luz, com nuances de tons pastéis dos musgos e folhas....surprende!
 
 
Verdadeira ambientação cinamatográfica de encantamento...
 
Líquens:sinais de grande diversidade da biota.
E ao chegar lá no alto da montanha...após passarmos por uma gruta granítica...e uma ponte de madeira ....o choque: descortina uma enorme cascata que surge do céu azul....
Com neblina refrescante e que ao banhar-se, o trilheiro recebe uma verdadeira ducha de massagem...












 

 Mas antes da sede, uns 2km, tem umas lojas e um restaurante bem fraquinho, mas alimenta. Nas lojas há cachaças locais, licores de jabuticaba, doces de maracujá, chocolate, compotas de goaiba, camisetas, artesanato com tema da Mata Atlântica e até um guia de birdwachting da fauna local.


Na saída, já indo embora, um  espetáculo dos macacos prego( sabajus Cebidae)  atravessando a estrada e posando para fotos...

Samambaias rosáceas...

Chaças artesanais da região, com canela, ou pinga pura.

Verdadeioros portais para águas geladas...

 
Fico imaginando a vida exótica e natural da nação macro-jê Puris (Telikong) que habitavam o cenário.
Não dá vontade de descer a serra...